Há quem goste delas curtas, há quem as aprecie mais longas, mas para nós o tamanho não importa, uma história merece sempre ser contada.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Do outro lado da Mira - A Vigia

Sentia-se completamente perdido, não sabia por onde escapar de todo aquele filme que mais parecia de bollywood do que de outra coisa, tinha tudo para ser um filme europeu mas faltava-lhe algo mas que não compreendia o que era.
Estava preso na sala "Privée" do restaurante, deu voltas e voltas para perceber por onde poderia escapar, talvez existisse uma saída secreta como já tinha encontrado em outros restaurantes do género. Mas sabia que no "Le Boudoir" isso não acontecia, ele conhecia muito bem o Restaurante e aquele sempre foi um local que fez questão de manter afastado das suas missões, por ser um dos seus preferidos e escolheu-o para ser o seu porto seguro quando ia a Paris.
Acabou por perder a noção do tempo, talvez já tivessem passado algumas horas...começava a ficar impaciente.
Quando se levantou para ir buscar um copo de agua de uma das garrafas da mesa, ouviu passos no corredor, eram de saltos altos. Sabia que não eram as as irmãs Casaco, pois nenhuma delas usava um salto tão barulhento. Por momentos ficou apreensivo, queria sair dali mas tinha algum receio pela segurança de Leonor.
Segundo depois a fechadura da porta destrancou-se, João não sabia muito bem o que fazer, encostou-se a uma das paredes em pé e esperou que lhe dessem ordens.
- Olá João, acho que já basta de estar aqui preso...
- Quem é você?
-Isso não importa, o que sei é que na verdade não sei de que lado estou, se por um lado me deram ordens para o vigiar e controlar os seus passos, por outro senti-me na obrigação de o avisar que a sua esposa corre perigo. Eles impuseram um limite para esta missão ficar concluída, mas não lhe quiseram dar esse limite a si para não o pressionar.
- Nas minhas missões não costumam existir estes jogo de gato e rato, sou pago para fazer o serviço e nada mais. Mas esta história está a sair de todos os limites, primeiro colocam a Leonor como escudo e depois existem regras do jogo que estão claramente a ser escondidas?
- Por isso é que decidi arriscar e vir até aqui para lhe dizer que terá que resolver o caso em menos de 24 horas, pois caso contrario...não preciso dizer.
- Mas diga-me quem é o manda chuva? Para quem estamos a trabalhar? Preciso saber com quem estou a lidar!
- João, sinceramente nem eu sei, tal como lhe disse fui contratada para ser a sua sombra e comunicar-lhes todos os seus passos, quanto ao resto nada sei. Fui contratada para o seguir a partir do aeroporto e até aqui disseram-me muito pouco sobre si, apenas sei o objectivo da missão, nada mais.
- Preciso sair daqui, tenho que encontrar a Ana que me trancou aqui...
- Não será difícil encontra-la, ela está no "Napoleon", precisamente no seu quarto à sua espera...
- Não estou a perceber este jogo do gato e do rato...ela em vez de fugir de mim, está a fazer precisamente o contrario.
- Talvez o João ainda não tenha visto o jogo de outros ângulos...há regras que ainda não percebeu e isso faz com que tudo isto lhe pareça estranho.
O telemóvel dela tocou, afastou-se da sala e foi para o corredor falar, João aproveitou para a seguir, pois sabia que só podia ser o manda chuva. « Oui C'est Moi! está tudo a correr como o planeado, ele esteve preso numa das salas do "Le Boudoir" e tal como era previsto vai agora ter com a Mel, não ele ainda não descobriu, julga que são irmãs...nada mais...» João ouviu a conversa e voltou para o local onde tinha ficado antes do telefone tocar, estranhou toda aquela conversa da suposta vigia de serviço...e sem que esta contasse tinha ouvido a conversa, sabia que uma das Anas se chamava Mel, estranhou toda aquela história...queria sair dali o mais rápido possível. Tinha que encontrar uma explicação para todo aquela missão que começava a não fazer sentido nenhum.
Mas não podia sair assim, pois iria parecer que ele estava a fugir da pessoa que lhe tinha aberto a porta. Sabia que tinha que lhe passar a ideia de que confiava nela, pois já tinha percebido que também ela estava em jogo.
- Ahhh! Peço desculpa tive que atender, era do Hotel parece que tenho que mudar de piso, acho que houve uma inundação no piso onde estou... - Mentiu descaradamente.
- Não tem problema, preciso é ir embora para conseguir apanhar a Ana no meu quarto. - Informou João.
- Vá, e tente descobrir algo...precisamos finalizar a missão o mais rápido possível.
- Não se preocupe que ainda hoje terá noticias minhas.

8 comentários:

Miguel disse...

Agora como é que dou a volta a isto???
Xiiiiiiiiii...

Ana C. disse...

Miguel faças o que fizeres não me tragas de volta as manas lambidas e cheias de langonha. Elas eram uma alucinação!
E vamos avançar para o fim que mal posso esperar pela porno chachada :)
Penso que esta podia ser a útlima rodada.

Miguel disse...

Ana, queres que acabe a história?

Clementine Tangerina disse...

o quê Miguel ficaste sem ideias para as anas atrevidas?

Melissinha disse...

Ó pá não havia nada em nenhum capítulo que dissesse com todas as letras que era uma alucinação ou que não era, podia-se ter mantido o mistéééério (voz da velhinha da Tieta.)Vocês entregam o ouro cedo.

Por mim, sim, avança-se para a pornochanchada que isto assim já está confuso demais. (maltinha, é chanchada, e não chachada :) Acho até que já vem no dicionário.)

(depois da pornochanchada pode ser um amor à Corín, pode, pode??? É que não é a mesma coisa.)

Té já.

Ana C. disse...

Miguel o que eu tinha pensado é que esta seria a última rodada. Agora eras tu, as outras a seguir e terminavas depois.
Mas fica nas tuas mãos. Se quiseres surpreender-nos com um grande final força, senão volta a passar a bola.

Miguel disse...

Parece que está tudo com muita vontade de escrever pornochanchada!! Vou terminar com o João (salvo seja), e passamos à frente!!

Melissinha disse...

Quero dizer que espero regressar ao género em breve!