<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939</id><updated>2012-01-17T10:32:47.919Z</updated><category term='As médias'/><category term='Do Outro Lado da Mira'/><category term='just 4 fun'/><category term='A primeira história...'/><category term='Um Estranho Caso de Amor'/><category term='O Palpitar da Paixão'/><category term='A TVI tem quatro novelas em simultâneo'/><category term='O Inverno e a Aldeia'/><category term='Eu Quero Matar a Minha Mulher'/><category term='Curtas'/><category term='Esta é só do Miguel'/><category term='Divagações Extra'/><title type='text'>AS BLOGONOVELAS</title><subtitle type='html'>Da vontade de escrever histórias quando tudo o resto falha. De escapar à rotina, ao previsível. Surgiu esta ideia...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>133</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-1158704437620285698</id><published>2011-07-18T14:01:00.007+01:00</published><updated>2011-07-18T14:35:27.732+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='just 4 fun'/><title type='text'>24 horas</title><content type='html'>3.45&lt;br /&gt;O telefone tocou.&lt;br /&gt;O relógio dizia que era de madrugada e ele soube que não era uma boa notícia. Carregou no minúsculo botão do telemóvel e esperou um acidente, uma morte, uma tragédia&lt;br /&gt;Do outro lado uma voz transpirada murmurou-lhe que tinha um dia. Vinte e quatro horas para tentar modificar todos os dias atrás de si.&lt;br /&gt;"Quais dias? Modificar o quê? Para quê?"&lt;br /&gt;O silêncio revelou o final da chamada e ele tremeu.&lt;br /&gt;3.52&lt;br /&gt;Sentou-se na cama, suado, gelado, trémulo e reviu folha por folha, capítulo por capítulo, as páginas da sua vida até então.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-1158704437620285698?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/1158704437620285698/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=1158704437620285698&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1158704437620285698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1158704437620285698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2011/07/24-horas.html' title='24 horas'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-8365754827979123103</id><published>2010-06-07T22:25:00.004+01:00</published><updated>2010-06-07T22:47:13.400+01:00</updated><title type='text'>O Inverno e a Aldeia.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;-JOANA! JOANA! ONDE ESTÁS??&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Júlio corria desesperado pelas sombras de S. Vicente enquanto procurava pela casa de Joana. Apercebia-se de vultos que se escondiam nas sombras das esquinas e atrás das cortinas das janelas mas já nada temia. O seu coração empurrava-o para Joana. Encontrou a casa, finalmente. Entrou devagar, cuidadoso, não porque temesse algo mas porque queria apanhar quem quer que fosse que tivesse ousado tocar num só fio de cabelo da sua amada. Retesou os músculos quando viu um vulto &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;curvado&lt;/span&gt; no chão, como se tentasse esconder-se mas deixando ver uma espécie de arma. Um bastão ou uma catana. Entrou de rompante e pontapeou fortemente o vulto agachado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-FILHO DE UMA &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;PUTA&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;SARNENTA&lt;/span&gt;! ONDE &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;EST&lt;/span&gt;.... Padre?! Oh meu &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;deus&lt;/span&gt;, Padre?!?!?!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Júlio não acreditava no que estava perante si. O Padre arrefecia as pedras do chão com um crucifixo trespassando-lhe o peito. Branco, vazio, morto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Padre, padre, padre!!! JOANA! JOANA!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Júlio gritava pelo nome da sua mulher enquanto subia desastradamente as escadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-JOANA!! &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;Joa&lt;/span&gt;... Não, por favor não. Deus meu Joana.... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ajoelhou-se perante o cadáver mutilado da sua Joana. Acariciou docemente a sua face que lhe gelou as mãos. As lágrimas que lhe molhavam a face estavam elas próprias geladas. Pegou-lhe nas mãos e afagou os golpes fundos nos seus pulsos. A barriga vazia de Joana denunciava o destino do filho de ambos. Como um autómato, Júlio percorreu todo o corpo de Joana, afastou-lhe as pernas. O fio da vida que saía de dentro dela estava &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;rasgado&lt;/span&gt;. Como se tivesse sido mordido por um animal selvagem esfomeado. O sangue coagulado pegava-se a ele, ás suas mãos, infiltrava-se nas suas unhas, na sua face. O cheiro metálico do sangue em &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;decomposição&lt;/span&gt; entrou pelo seu nariz, pelos seus poros e atingiu-o finalmente. Júlio não pode conter um vómito que largou num canto. Estava desesperado. O seu amor morto, o seu filho morto ou pior... não havia já esperança naquele coração. Até que...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O inconfundível choro de uma criança iluminou o seu coração, deu força aos seus músculos, iluminou a sala. Num salto Júlio desceu as escadas mesmo a tempo de ver um vulto curvado dobrando a esquina. Correu atrás dele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-ANIMAL IMUNDO! VAIS MORRER PELAS MINHAS PRÓPRIAS MÃOS! PÁRA! DEVOLVE O MEU FILHO!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O vulto desapareceu nas sombras e Júlio parou no meio do caminho. Dobrou-se e apanhou um objecto perdido pelo fugitivo: uma adaga brilhante, &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;ensanguentada&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_Quem com ferros mata, com ferros morre, filha da &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;puta&lt;/span&gt; bastardo de uma égua...   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-8365754827979123103?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/8365754827979123103/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=8365754827979123103&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8365754827979123103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8365754827979123103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2010/06/o-inverno-e-aldeia_07.html' title='O Inverno e a Aldeia.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-1144499324790768919</id><published>2010-06-02T21:19:00.004+01:00</published><updated>2010-06-02T21:42:53.811+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O estrondo da porta &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;transfigurou&lt;/span&gt; o Padre, branco de terror, de medo, mas de excitação não contida e de sede de sangue. O mesmo sangue que fugia do corpo de Joana, ela também &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;baça&lt;/span&gt; de cor e de vida. Agarrava a sua barriga com as mãos brotando sangue e com sangue era baptizado o seu filho, agora a sufocar sem o sangue vital da sua mãe. Um urro quase animal ressoa nas &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;fragéis&lt;/span&gt; paredes daquela maldita casa...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"MONSTRO!!! UM DE NÓS MORRERÁ ESTA NOITE!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um grito lancinante rasgou as entranhas da Joana que, deitada no chão, as pernas afastadas, agarrava-se aos joelhos. A dor &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;transfigurava&lt;/span&gt;-a. Alberto optou por ignorar os gritos do vulto que pontapeava o escuro no andar de baixo. Ajoelhou-se frente a Joana e viu. O bebé vinha a caminho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Pai Nosso que estás no céu, santificado seja o nosso nome. Filho de Satanás, filho das sombras é chegada a tua hora.... NÃO PASSARÁS!!!!" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elevou a adaga &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;ensanguentada&lt;/span&gt; "Com o sangue da &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;puta&lt;/span&gt; da tua mãe morrerás..." os murmúrios invadiam as &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;sombras&lt;/span&gt;, ele podia ouvi-los. Susteve a &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-corrected"&gt;respiração&lt;/span&gt; e...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"MORRE CABRÃO!!!" o vulto &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;materializara&lt;/span&gt;-se sobre ele. Sentiu o peso de um homem em cima dele e rebolaram pelo chão que rangia desesperadamente. Debateu-se o padre como pode face a um monstro que desaparecia nas sombras. Esbracejava na esperança de acertar no vento. Sentiu um murro na face e depois um pontapé na cabeça. Sucumbiu rapidamente. Voltou-se para cima, um olho já fechado pelo sangue e viu o homem que o atacara, sujo, magro, ofegante...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Tu... não sabes o que fazes... perdoo-te meu filho..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um pontapé em cheio no crucifixo que jazia no peito do padre fez ceder o frágil soalho. Alberto caiu com estrondo no chão de pedra. A cruz de &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;cristo&lt;/span&gt; em cima da mesa trespassara-lhe o coração.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Com Cristo morres cão sarnento."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Joaquim aproximou-se de Joana que contraía o abdómen, esvaída de sangue e de forças.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Joaquim? És tu homem..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Sim, sou eu. Andei perdido sem saber quem era mas agora aqui estou."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O meu filho?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Tomarei conta dele."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Joana respirou fundo e, enquanto gritava do fundo de si, expulsava do seu ventre o seu filho. Joaquim segurou no menino, limpou-o. Agarrou no cordão que alimentava ainda o bebé e cortou-o com os próprios dentes. O bebé chorava e Joaquim também.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"És o nosso salvador..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Joana jazia, morta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Júlio entrava na aldeia, vazia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-1144499324790768919?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/1144499324790768919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=1144499324790768919&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1144499324790768919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1144499324790768919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2010/06/o-inverno-e-aldeia.html' title='O Inverno e a Aldeia.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-4778222431735397700</id><published>2010-06-01T23:44:00.000+01:00</published><updated>2010-06-01T23:45:26.961+01:00</updated><title type='text'>O Miguel Corre</title><content type='html'>Corre, corre, corre, corre, corre, corre e não escreve nada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-4778222431735397700?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/4778222431735397700/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=4778222431735397700&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/4778222431735397700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/4778222431735397700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2010/06/o-miguel-corre.html' title='O Miguel Corre'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-7064637739418766352</id><published>2010-05-29T22:53:00.007+01:00</published><updated>2010-05-29T23:10:27.181+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia 27</title><content type='html'>- Escute Sr. Prior, escute. Consegue ouvi-los? - A voz de Joana não passava de um segredo ao ouvido do padre que se arrepiou até ao mais intimo de si.&lt;br /&gt;- Do que é que falas Joana? Nada oiço. - Levou a mão à pequena adaga apertando-a com força enquanto proferia uma oração interior.&lt;br /&gt;- As vozes, agora ainda sussurram, mas em breve serão gritos. O que é que eles querem de mim, porquê eu? Porquê?&lt;br /&gt;Sem parar de rezar, Alberto segurou os dois pulsos de Joana, perante o horror desta e desferiu dois golpes bem fundos em cada um deles.&lt;br /&gt;- Desapodera-te desta alma e desta aldeia tu que negro vestes, que negro és e que todas as línguas falas.&lt;br /&gt;- O que é que me faz Padre?! - A expressão de choque dela deixava Alberto cada vez mais ansioso, mas não podia hesitar, não agora. E sem ter tempo de proferir uma oração golpeou novamente os pulsos da jovem desenhando uma cruz de sangue sobre a pele pálida.&lt;br /&gt;Joana caiu de joelhos no chão, trémula, sem forças e no exacto momento em que a madeira sob o seu corpo range vergada ao peso, o Prior escuta os cânticos. Olha-a transido de terror, do olhar dela apenas a alma que lhe foge do corpo. &lt;br /&gt;- Não mentias então? - Precipita-se para a janela, mas antes de conseguir enxergar o que quer que fosse um estrondo imenso toma conta de toda a divisão, alguém forçara a porta e entrara demolidoramente. Alguém que a escuridão não deixava ver...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-7064637739418766352?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/7064637739418766352/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=7064637739418766352&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/7064637739418766352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/7064637739418766352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2010/05/o-inverno-e-aldeia-27.html' title='O Inverno e a Aldeia 27'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-2900157554000374477</id><published>2010-05-24T23:53:00.001+01:00</published><updated>2010-05-24T23:54:38.894+01:00</updated><title type='text'>Promessa (não eleitoral).</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu prometo, prometo mesmo que vou avançar sozinho com este blog! Já que as minhas colegas de escrita não se chegam à frente...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É que é uma tremenda falta de respeito para com os nossos leitores, não é Nuvem?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-2900157554000374477?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/2900157554000374477/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=2900157554000374477&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2900157554000374477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2900157554000374477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2010/05/promessa-nao-eleitoral.html' title='Promessa (não eleitoral).'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-8015532220680505050</id><published>2010-03-27T08:41:00.000Z</published><updated>2010-03-27T08:42:00.911Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A TVI tem quatro novelas em simultâneo'/><title type='text'>Turno da Noite - Allexa</title><content type='html'>- Disk Amizade Ou Algo Mais, tem dois minutos gratuitos,  fala a Allexa.&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Para continuar, prima 2 para dar dados do cartão de crédito &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- O-Olá... &lt;br /&gt;- Olá, meu chuchu. Com quem estou a falar?&lt;br /&gt;- Com o... c-com...&lt;br /&gt;- Relaxa, querido. A linha é segura, a chamada não vem discriminada na conta, a tua mulher nunca vai...&lt;br /&gt;- Não! Não... Não há mulher.&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Favor premir 2 para dar cartão de crédito ou chamada será terminada em&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Como é que um chuchu com uma voz assim não casou ainda?&lt;br /&gt;- Não... Não é assim, não é nada disso. Não é por ela...&lt;br /&gt;- Ahh, então há uma Ela. Ela deixou-te carente, chuchu...&lt;br /&gt;- Não, não, não. Ela é perfeita. Ela é melhor do que tu.&lt;br /&gt;- Não precisa ofender a Allexa. Então porque estás tão nervoso? Relaxa, meu bem, queres que a Allexa conte uma "historinha relaxante"?&lt;br /&gt;- Chamas-te mesmo Allexa?&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Premir 2 para dar dados do cartão de crédito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Se preferires outro nome... Mas tens de dar os dados do cartão de crédito primeiro, chuchu.&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Favor dar dados do...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Ela chamava-se Helena. Helena, como a Helena de Tróia... &lt;br /&gt;- Se deres o cartão de crédito, também eu posso ser a Helena, chuchu.&lt;br /&gt;- Não! &lt;br /&gt;(pequena pausa)&lt;br /&gt;- Chuchu? &lt;br /&gt;- Era linda, a Helena. &lt;br /&gt;- E o que a Helena te fazia que deixou tanta saudade? Olha que a Allexa faz milagres pelo telefone, mas precisa do teu...&lt;br /&gt;- Eu não liguei para isso. &lt;br /&gt;- Paga e os minutos são todos teus, chuchu.&lt;br /&gt;(Ouvem-se passos sobre chão de madeira do outro lado da linha)&lt;br /&gt;- Vocês sabem tudo, não sabem? Assim... Se é Amizade ou Algo Mais, posso pedir o Algo Mais.&lt;br /&gt;- A 1,80 por minuto, és o dono da Allexa. Mas primeiro...&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Favor premir 2 para dar dados do cartão de crédito&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;- Então quero o Algo Mais.&lt;br /&gt;- O que é que queres, chuchu? &lt;br /&gt;- Quero saber como me livro da Helena.&lt;br /&gt;- Ora essa, chuchu, diz que te apaixonaste aqui pela Allexa. Não há comparação...&lt;br /&gt;- Não, puta de merda! Quero saber como me livro, COMO ME LIVRO da Helena!&lt;br /&gt;(pausa súbita. Operadora chama gerente de turno com um sinal de dedos e pede-lhe para pôr os headsets. As duas ouvem)&lt;br /&gt;- Onde está a Helena, chuchu?&lt;br /&gt;(Gerente e operadora entreolham-se. A respiração do outro lado é forte e ritmada, em gestão de esforço)&lt;br /&gt;- No... no sofá...&lt;br /&gt;- A... A Helena está a ouvir esta conversa?&lt;br /&gt;(risos do outro lado)&lt;br /&gt;- Duvido. Quer dizer, e daí...&lt;br /&gt;- Porque é que ligaste para o Disk Amizade Ou Algo Mais?&lt;br /&gt;- Para saber como me livro...&lt;br /&gt;- Eu sei, eu sei. &lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Esta chamada será interrompida por falta de provisão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- ... Não, não sabes, porra, porque se soubesses, já tinhas dito, vaca de merda. Porque a Helena está ali, no sofá, e não se mexe, não respira, &lt;br /&gt;e está com uma cor estranha, e não é do blush nem do caralho do autobronzeador ou essas merdas que vocês, putas, usam, é porque... &lt;br /&gt;(cai ligação. O terminal telefónico volta a piscar, há outra chamada em linha.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-8015532220680505050?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/8015532220680505050/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=8015532220680505050&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8015532220680505050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8015532220680505050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2010/03/turno-da-noite-allexa.html' title='Turno da Noite - Allexa'/><author><name>Melissinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18202737288608170635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/SY8vxBBpKCI/AAAAAAAAAKA/Tfhay72WoDI/S220/amigos+006.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-8991844441862045115</id><published>2010-03-08T18:54:00.002Z</published><updated>2010-03-08T19:17:17.305Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esta é só do Miguel'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sandra regressou ao seu local de trabalho. Os olhos molhados, a voz embargada. Lutou contra si mesma até ao momento em que saiu do edifício. O ar frio da noite e o silêncio do parque de estacionamento receberam as suas lágrimas num silêncio indiferente. Sentia-se humilhada, rejeitada, gozada. Sentia-se uma &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;puta&lt;/span&gt;. Entrou no carro e ligou o rádio, pegou no telefone. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt;Olá amiga! &lt;/em&gt;uma voz bem-disposta recebeu a chamada de Sandra &lt;em&gt;-O que se passa? Estás a chorar??&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Ele... ele... recusou-me... &lt;/em&gt;Sandra chorava abundantemente agora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Onde estás? No &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;call&lt;/span&gt;? Vou já para aí!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Margarida era a melhor amiga de Sandra. Entrou no carro e abraçou a amiga. Começou a chover. Ficaram ali sentadas durante largos minutos. Sandra a chorar e Margarida a consolar. A chuva &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-corrected"&gt;aumentava&lt;/span&gt; e Sandra parava, como se as suas lágrimas fossem agora a chuva que caía intensamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt;Sinto-me uma &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;puta&lt;/span&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Não sejas parva! Ele é que é estúpido.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Não imaginas como me senti... ajoelhada, em frente a ele, pronta... e ele levanta-se e vai-se embora?? &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;Foda&lt;/span&gt;-se... sou uma &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;puta&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Sandra. Detesto dizer-to mas... o que estavas à espera? Já sabes que ele está indeciso e confuso! Já sabes que ele é casado e que não tem tomates para deixar a mulher... não podes ser tão insistente! O que aconteceu à Sandra sedutora e subtil?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Não imaginas como ele me faz sentir... fico arrepiada só de o ver, fico tensa, contraída, húmida... e nem sei porquê! Estúpida...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Ora amiga...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-E o pior é que ele me quer! EU SEI QUE ELE ME QUER!! Eu sinto-o. Sei que ele adora tocar-me &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;subtilmente&lt;/span&gt; na cintura, nos braços, no cabelo. Sei que ele adora cheirar-me e aproximar-se, sei que olha para o meu rabo quando me afasto. E sei que ele me quer, sei-o porque o tive nas minhas mãos e, acredita amiga!, ele quer-me tanto como eu a ele!! &lt;/em&gt;Sandra riu-se, aliviada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Ouve Sandra. Ele é casado, tem um filho....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Um casamento acabado, é o que é!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Um casamento acabado continua a ser um casamento! Tens que lhe dar tempo, dar-lhe espaço. Aproximar-te devagar e avançar quando for a altura. Assim só o confundes mais... se fores para a cama com ele agora e ele se divorciar depois, a culpa do divórcio será sempre tua! Mesmo que o casamento já esteja acabado, serás sempre "a outra"! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Mas é tão estranho... ele dá-me montes de dicas e convida-me para o café naquela sala escura... acaricia-me as costas e as ancas e massaja-me enquanto falamos... e depois eu fico louca e só o quero provar e mete-lo dentro de mim... e ele acobarda-se no último momento! Cabrão!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Ouve, vamos beber uns copos e conhecer uns gajos como deve ser?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Os copos pode ser, mas não quero nada com gajos hoje!!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Riram-se. Sandra limpou as lágrimas, retocou a &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;maquiagem&lt;/span&gt; e arrancaram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-8991844441862045115?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/8991844441862045115/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=8991844441862045115&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8991844441862045115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8991844441862045115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2010/03/sandra-regressou-ao-seu-local-de.html' title=''/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-1692872431883473056</id><published>2010-03-03T19:44:00.007Z</published><updated>2010-03-03T20:10:22.164Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esta é só do Miguel'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Daniel saiu batendo a porta atrás de si. Sentia-se frustrado, agredido, insultado, &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;injustiçado&lt;/span&gt;. Acima de tudo &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;injustiçado&lt;/span&gt;. &lt;em&gt;Mas que grande merda... &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;foda&lt;/span&gt;-se. Um gajo mata-se a trabalhar, 12, 13, 14 horas para que nada falte em casa. Estou com o meu filho e ajudo nas tarefas... &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;puta&lt;/span&gt; que pariu! E ela vem com a merda da conversa da &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;puta&lt;/span&gt; da tampa da sanita... estou mesmo cansado. Mesmo. &lt;/em&gt;Transferia toda a raiva que sentia naquele momento para o volante do carro e para os condutores menos avisados ou cuidadosos que se cruzavam com ele. Não sabia para onde ia mas logo se apercebeu que estava à porta do &lt;em&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;call&lt;/span&gt;-&lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;center&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. Inconscientemente dirigiu-se para um lugar onde as pessoas o estimavam e gostavam dele e, acima de tudo, não lhe chateavam a cabeça. Instintivamente olhou para o lugar normalmente ocupado por Sandra. Ela lá estava, os seus saltos altos, as unhas impecavelmente arranjadas, as calças de ganga justas e a blusa larga e decotada. Mesmo com os auscultadores do telefone na cabeça a sensualidade dela preenchia toda a sala. Os seus olhares cruzaram-se e ela sorriu-lhe. Ele levou os dedos à boca simulando que tomava um café. O convite estava feito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"O que é que estou aqui a fazer? E porque raio fui convida-la para tomar café? Ainda arranjo lenha para me queimar, é o que é... Mas caramba! Se eu desse uma &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;queca&lt;/span&gt; nesta gaja era bem feito para a Leonor! Sempre a criticar, sempre a insinuar que... se ela soubesse das intenções desta bem que se passava&lt;/em&gt;..." Estes e outros pensamentos corriam-lhe pela mente quando Sandra entrou enchendo o ar com o seu agradável aroma de sempre...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-&lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Oi&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;bonitão&lt;/span&gt;! Que fazes por aqui?&lt;/em&gt; (sentou-se ligeiramente debruçada mostrando o seu enorme decote)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Ora... vim tomar um café! Sempre são mais baratos!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Por falar em café! Não chegaste a responder ao meu convite...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Oh, desculpa... estava com a Leonor e o Sam...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Pois... mas estás sempre com eles? Bem podias ter algum tempo para ti...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-São e minha família. Se não estiver com eles, estarei com quem?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-&lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;Hmmm&lt;/span&gt;, comigo por exemplo... não é por falta de convites...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Não é por falta de vontade... &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aquelas palavras saíram-lhe fora do controlo. Sandra percebeu a sua oportunidade. Levantou-se e sentou-se ao seu colo. Olhos nos olhos, beijou-o. Avidamente meteu a sua língua na boca dele, puxou-o contra si e comprimiu todo o seu corpo no dele. Daniel resistiu timidamente de início mas depois devolveu o beijo e a língua. As suas mãos percorreram o corpo dela, tentando perceber se a sua imaginação estava correcta. Estava. A pele dela era mais macia, o seu rabo mais firme a os seus seios eram melhores do que tudo o que ele já tinha imaginado. E o cheiro! Por &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;deus&lt;/span&gt;, o cheiro dela era tão mais intenso! Parecia que aquele odor o envolvia e o inebriava. Ele estava em todo lado, nos cabelos, nas mãos, na nuca dela. Ela desapertou-lhe as calças e agarrou-lhe firmemente o pénis. Daniel estava pronto! E como. Ela sorriu &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;maliciosamente&lt;/span&gt; e deslizou por ele, ajoelhando-se. Depois beijou-o...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Não, não, não , não....&lt;/em&gt; Daniel afastou-se docemente enquanto se levantava e abotoava as calças.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Não? Estás louco?! O que mais queres? Que ta amarre? &lt;/em&gt;Sem nunca o dizer, Sandra sentia-se humilhada por Daniel.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Desculpa Sandra. Eu quero, juro que quero muito mas... não posso. Leonor, Samuel... seria incapaz de viver com isso.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-1692872431883473056?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/1692872431883473056/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=1692872431883473056&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1692872431883473056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1692872431883473056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2010/03/daniel-saiu-batendo-porta-atras-de-si.html' title=''/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-5855548023252859467</id><published>2010-02-15T21:19:00.002Z</published><updated>2010-02-15T21:36:12.359Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esta é só do Miguel'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;-Mas o que se passa contigo hoje que andas a arrastar-te pelos cantos da casa?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leonor já tinha dado sinais de impaciência e rebentava finalmente&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não se passa nada... estou cansado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Respondeu Daniel enquanto passava os olhos pelo &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Facebook&lt;/span&gt; pela &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;enésima&lt;/span&gt; vez.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Cansado do quê? Do trabalho? Tens estado o dia todo em frente à porcaria do computador e eu tenho andado aqui a arrumar a casa, a fazer máquinas de lavar a limpar a porcaria das sanitas... Olha, já agora, vê lá se baixas o tampo quando acabas &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;ok&lt;/span&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Sempre a mesma conversa!! Irra, qual é a dificuldade de baixar a porcaria do tampo?!?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Exactamente. Não é nenhuma, por isso...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não sejas &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;chatinha&lt;/span&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;CHATINHA&lt;/span&gt;? Ontem não achaste que fui chata, quando chegaste... deve ser por isso que &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-corrected"&gt;estás&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;tãããão&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;cansadinho&lt;/span&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Pronto, lá vem a ameaça do costume...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Qual ameaça?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Acaba-se o sexo e &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;blá&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;blá&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;blá&lt;/span&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Olha! Se não for eu a avançar tu bem que chegas e adormeces!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Mal feito fora...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-O que queres dizer com isso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Nada? Nada? Pois podes crer que a partir de hoje bem podes adormecer as noites que quiseres meu menino!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Sim. Não te chateies com isso que eu também não.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-QUE MERDA Daniel!! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leonor estava a perder a calma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Garanto-te, GARANTO que não te chateio mais com as minhas necessidades sexuais!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Leonor... essa ameaça não pega. Sexo posso encontrar fora de casa. Com a &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-corrected"&gt;maior&lt;/span&gt; das facilidades...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A frieza daquelas palavras, ditas com a indiferença de um estranho atingiram o coração de Leonor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Andas a comer por fora? Andas meu &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;sacana&lt;/span&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Estás louca?!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-É por isso que vais sempre tão contente para o trabalho... e depois vens sempre muito cansado... idiota!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Deixa-te de merdas Leonor! Nunca te traí! E ainda mais agora com &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-corrected"&gt;o&lt;/span&gt; Samuel...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Só estás comigo por causa do Sam? Mas não estejas! VAI EMBORA!! Cretino...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Vá lá Leonor...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Daniel olhava-a agora enquanto ela lutava para conter a torrente de lágrimas que se formava nos seus olhos. E tentava abraçá-la.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Larga-me!! É porque estou a chorar? Fizeste merda e agora vens com &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;abracinhos&lt;/span&gt;? Deixa-me em paz! SAI DAQUI!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Mas...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;SAIIIIIII&lt;/span&gt;!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Daniel pegou nas suas coisas e saiu porta fora, deixando Leonor entregue ás lágrimas e ao chocolate.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-5855548023252859467?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/5855548023252859467/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=5855548023252859467&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5855548023252859467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5855548023252859467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2010/02/mas-o-que-se-passa-contigo-hoje-que.html' title=''/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-5163617174327419857</id><published>2010-02-10T22:27:00.003Z</published><updated>2010-02-10T22:40:56.485Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esta é só do Miguel'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Daniel chegou a casa já tarde. As luzes apagadas indicavam que já ninguém estava acordado. Entrou silenciosamente e deixou-se guiar apenas pelas luzes que vinham da rua. Comeu qualquer coisa na cozinha e foi deitar-se. Passou pelo quarto de Samuel, o seu filho de 3 anos. Ele dormia calmo e sereno. Beijou-o ao de leve e foi para o seu quarto. Leonor dormia calmamente quando ele se deitou ao seu lado e lhe beijou a face. Daniel considerava isso uma espécie de ritual, beijar a face da sua mulher mesmo que ele estivesse a dormir. Ela virou-se para ele e, ainda de olhos fechados disse:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Olá meu amor... estás bem?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Um pouco cansado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Concerteza&lt;/span&gt; que ainda tens um pouco de energia para mim... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizia ela enquanto lhe acariciava o peito e o beijava ternamente&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Tenho sempre energia para ti minha querida! Mesmo que estivesse morto...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abraçou-a &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;repentinamente&lt;/span&gt; e beijou-a &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;sofregamente&lt;/span&gt; enquanto lhe despia o pijama. Ela &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-corrected"&gt;retribuía&lt;/span&gt; o desejo e despia-lhe os &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;boxers&lt;/span&gt; rapidamente. Estavam finalmente nus. Acariciaram-se longamente nas sombras do quarto. Aquela média-luz excitava-o. Leonor ligou a luz da cabeceira mas ele logo a desligou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não me queres ver?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não sejas louca! Assim vejo-te perfeitamente... e é mais excitante!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele sentia-a pronta e penetrou-a devagar. Ele gemia baixinho e pedia mais, mais fundo. Ele acedeu e aumentou o ritmo. Contudo, sem que ele o pudesse prever ou evitar, a imagem de Sandra surgia-lhe na mente. Lutou para a afastar mas ela lá ficou, a um canto da mente como uma observadora excitada. Concentrou-se e cumpriu o seu papel. Leonor veio-se primeiro, num orgasmo longo e forte. Daniel fazia questão disso mesmo. Que Leonor fosse sempre a primeira a vir-se. Depois ele, com calma, prolongando o prazer dela, veio-se. Beijaram-se olhando-se nos olhos enquanto se abraçavam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Amo-te.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Também te amo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-5163617174327419857?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/5163617174327419857/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=5163617174327419857&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5163617174327419857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5163617174327419857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2010/02/daniel-chegou-casa-ja-tarde.html' title=''/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-6778244281140195655</id><published>2010-02-01T21:31:00.002Z</published><updated>2010-02-01T21:57:44.619Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esta é só do Miguel'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Daniel deixou Eduardo na esplanada. Afinal era um final de tarde de verão junto ao mar e Eduardo queria continuar a "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;micar&lt;/span&gt; as miúdas", como ele próprio gostava de dizer. Eles eram amigos desde sempre. Eduardo o aventureiro impulsivo e Daniel o cuidadoso, o ponderado, aquele que os tirava dos sarilhos que Eduardo arranjava. Tinham discutido muito acerca da decisão de Daniel em não ter respondido à mensagem de Sandra. Enquanto se dirigia para o trabalho, o seu carro serviu como uma bolha que o isolou do resto do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Devia ter aceite. Afinal, seria só um café, que mal  é que isso tem. Um café entre dois colegas de trabalho. Porra! Perdi uma oportunidade única! Afinal, não é todos os dias que encontramos uma mulher daquelas disposta a ir para a cama connosco. Disso tenho a certeza. A gaja quer..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir daqui a sua mente foi invadida pela imagem de Sandra a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;bambolear&lt;/span&gt; pelo &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;call&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;center&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; nos seus saltos de agulha de 10cm. As suas narinas enchiam-se com aquele odor subtilmente imposto que ela tão bem dominava, quase podia sentir a suavidade do seu cabelo. Mais uma vez se dava conta que este simples pensamento fazia crescer o seu desejo, a sua vontade, a sua masculinidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Merda, merda, merda! Deixa-te de merdas Daniel! Com uma gaja do trabalho nunca! Os sarilhos que poderias arranjar... e depois a gaja deve querer mais que uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;quequa&lt;/span&gt; ou duas. As gajas nunca querem só dar umas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;quequas&lt;/span&gt;. Não. Não posso." Sabia que não a ia encontrar no trabalho. Quase como um reflexo, a primeira coisa que fazia quando chegava era consultar a escala dos operadores de chamadas e procurar o nome dela. A excitação tomava conta dele se os seus turnos coincidiam. Sentia-se aliviado por não ter que lhe justificar a razão de ter ignorado o seu convite mas, por outro lado sentia-se desapontado por não a poder ver. O seu corpo sentia-se desapontado. Era como se ela fosse uma droga que lhe despertasse os sentidos. Acima de tudo estimulava-lhe o desejo. A sua mente desenhava cenários de sexo desenfreado nos vários locais do trabalho: em cima da sua secretária, na casa de banho, no quarto escuro. Ela, pura e simplesmente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;desconcertava&lt;/span&gt;-o! Todo o seu ser o empurrava para junto dela, para a sua unidade de trabalho, inventava pretextos para lhe falar, para se aproximar dela e cheirar o seu cabelo, para gentilmente lhe pousar a mão no ombro enquanto lhe ditava instruções desnecessárias. O seu momento &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;zen&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; acontecia quando ela o convidava para um café após o jantar. E ficava furioso se ela não o fazia, preferindo a companhia de outras colegas. Estava completamente apanhado. "Daniel, Daniel... não comeces com ideias." &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;babulciava&lt;/span&gt; de si para si quando ela o provocava. "Controla-te. És o chefe dela, não podes simplesmente dar-lhe uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;queca&lt;/span&gt; no teu gabinete e esperar que ninguém descubra! Afinal, tudo se sabe neste ninho de víboras!". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas ele deixava-a avançar sempre mais um pouco. No seu íntimo ele queria estar com ela e ela sabia-o. Num corredor vazio onde estava a máquina do café, ela colocou a mão no peito dele. AO de leve mas o suficiente para o acariciar subtilmente. Depois avançou pelo abdómen descendo e terminando o seu caminho no cinto dele. Apoiou a mão no cinto dele como se fosse a coisa mais natural do mundo, um sorriso na face, os olhos expressivamente a convidar. Largou-a e enfiou-se no WC. Masturbou-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;energicamente&lt;/span&gt; e veio-se rápido. Arrependeu-se. "Bolas. Pareces um miúdo com as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;putas&lt;/span&gt; das hormonas ao saltos! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Foda&lt;/span&gt;-se." Limpou-se e saiu, arrependido e com a ligeira sensação que ela sabia o que ele tinha acabado de fazer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguém o chamou,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Daniel, tem uma chamada em espera na linha 1.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Quem é?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-A sua esposa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-6778244281140195655?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/6778244281140195655/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=6778244281140195655&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6778244281140195655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6778244281140195655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2010/02/daniel-deixou-eduardo-na-esplanada.html' title=''/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-187853462507591736</id><published>2010-01-30T08:12:00.002Z</published><updated>2010-01-30T08:16:05.890Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esta é só do Miguel'/><title type='text'></title><content type='html'>"estou na costa. vens beber um café cmg?"&lt;br /&gt;-Merda! Esta gaja agora...&lt;br /&gt;-Um SMS da Sandra?! Meu! Ela está aqui!! Diz-lhe que sim, vá!!&lt;br /&gt;-Estás louco. Não.&lt;br /&gt;-Qual é a tua meu? Ela está mesmo a pedir... VAI MEU, responde-lhe que sim!&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Foda-se. Vou mesmo deixar de te falar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-187853462507591736?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/187853462507591736/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=187853462507591736&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/187853462507591736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/187853462507591736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2010/01/estou-na-costa.html' title=''/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-2214325221737031208</id><published>2010-01-29T21:46:00.005Z</published><updated>2010-01-29T22:37:49.611Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esta é só do Miguel'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando se aproximou da esplanada já Eduardo estava calmamente sentado, observando quem passava no novo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;estradão&lt;/span&gt; da Costa. Todo ele era &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;coolness&lt;/span&gt;! &lt;/em&gt;O cabelo bem aparado quase do tamanho da barba bem trabalhada. Os seus inseparáveis óculos de sol &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;XXL&lt;/span&gt; (que ele afirmava usar porque "as miúdas curtem" mas que na verdade serviam para esconder os seus olhos demasiado pequenos!), calções pelo joelho e as havaianas brancas eram a sua imagem de marca durante o verão. Mantinha aquela pinta de rufia desde sempre e era essa a sua principal arma nas suas conquistas!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Desculpa o atraso..&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Qual é meu! Sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;stress&lt;/span&gt;. Tenho estado aqui a ver a miúdas... mãe do céu! Adoro o verão por causa disto! O mulherio cheio de calor, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;tops&lt;/span&gt;, as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;mini&lt;/span&gt;-saias. Loucura meu, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;lou&lt;/span&gt;-cu-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;ra&lt;/span&gt;! É o que te digo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Nisso tens razão! Já vi bom gado no caminho do carro até aqui! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Por falar em gado... recebeste a minha mensagem?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Claro pá! Conta, conta!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Ouve, não vais acreditar! Ontem foi aquele &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;workshop&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;treta&lt;/span&gt; lá do &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;callcenter&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. Aquele sobre técnicas de comunicação. Enfim, não tinha vontade nenhuma de ir mas pronto... logo que cheguei topei logo uma tipa lá no fundo da sala. Alta, magra, bem arranjada com umas calças de ganga bem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;justinhas&lt;/span&gt; e um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;top&lt;/span&gt; muito básico. Estava sozinha. No intervalo posicionei-me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;estrategicamente&lt;/span&gt; para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;lher&lt;/span&gt; ver o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;rabinho&lt;/span&gt;... e que rabo meu! No final tens aquela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;treta&lt;/span&gt; de café e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;bolhinhos&lt;/span&gt; e a tipa veio falar-me! Nem queria acreditar! Meteu conversa que tinha gostado das minhas intervenções...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Sempre foste um lírico do caraças!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-... deixa-me acabar porra! Disse que gostou das minhas intervenções e perguntou qual o centro onde trabalhava e essas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;tretas&lt;/span&gt;. Notei um sotaque estranho na sua voz mas percebi quando me disso o nome: Marie Claire! Francesa meu!! Fiquei logo em brasa porque dizem que as francesas não perdoam... fiquei estúpido depois quando me disse a idade: 41! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Foda&lt;/span&gt;-se, 41?!? Eu dava-lhe uns 33! Conversa puxa conversa e ela deu-me as dicas todas! TODAS! Que loucura! Quando me disse que morava ali perto, que dava para ir a pé, arrisquei! Ofereci-me para a levar a casa! E ela aceitou!! Daqui &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;prá&lt;/span&gt; frente, deixo á tua imaginação! Só te digo uma coisa amigo, a partir de hoje olho para as quarentonas com um olhar diferente! Que louca! Não acreditas na concentração que tive de ter para não me vir antes dela meu!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não é assim com todas??&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Vai pró &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;caralhinho&lt;/span&gt;. Nunca uma mulher me tinha dado tanto prazer. Arrepio-me só de pensar. Olha só para os meus braços... Marie Claire...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-E então? Vão voltar a encontrar-se?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Mas tu estás louco? &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Foda&lt;/span&gt;-se, vê-se logo que não dás uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;queca&lt;/span&gt; há muito tempo meu... isto é uma coisa de uma noite e pronto! Já me conheces...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Pois conheço. Há muitos anos!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Iá&lt;/span&gt;. Há muitos anos... E então a outra lá do trabalho? Aquela Sandra? A gaja anda louca para te papar meu! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-És maluco. Anda agora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Mas que merda meu! Só tu é que não vês! A maneira como ele empina aquele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;rabinho&lt;/span&gt; como se dissesse "Come-me", como olha para ti, como está sempre ansiosa que chegues... eu já a topei! Mas tu sempre foste assim. Sem fazeres nada tens sempre uma gaja qualquer a levitar à tua volta! E sempre gajas boas! E tu... nada! Sempre com essa história do amor e da fidelidade! Fieis são os cães... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Já não sei... já não sei se acredito nisso. Vou contar-te uma coisa mas juro-te que te esfolo se falas disto a mais alguém!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-O quê?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Ontem à noite fui tomar café com ela na "sala escura"...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;UUUI&lt;/span&gt; a "sala escura"...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Deixa-em acabar. Fomos tomar café depois do jantar e, quando dei por isso ela estava sentada de costas para mim e eu com uma tesão do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;caralho&lt;/span&gt; encostado ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;cú&lt;/span&gt; dela, com as mãos nas costas delas, soutien desapertado e com uma vontade do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;caralho&lt;/span&gt; de lhe apalpar as mamas... por momentos fiquei cego, só queria tirar-lhe as calças (o que não era difícil) e papa-la mesmo ali...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-O QUÊ?!!? E não a papaste? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não. Apertei-lhe o soutien de novo, levantei-me e saímos. Ela não voltou a falar comigo e eu andei de "pau-feito" até ao final do turno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Que paneleiro meu... ÉS UM MERDAS PÁ!!! Nem sei como sou teu amigo... uma gaja tão boa, ainda por cima a pedi-las... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;foda&lt;/span&gt;-se. E quem é que iria saber? Que parvalhão...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Ouve Eduardo. EU iria saber. EU! E não conseguiria viver com isso... além disso a tipa tem um filho pequeno. Achas mesmo que ela quer só dar umas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;quequas&lt;/span&gt; com um gajo qualquer no trabalho? És parvo. Ainda por cima uma gaja que trabalha comigo. É demasiado complicado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Tu é que és complicado. Isso são tudo desculpas que arranjas agora, depois de teres desperdiçado a oportunidade... ainda me custa a acreditar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pede mas é um café...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-2214325221737031208?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/2214325221737031208/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=2214325221737031208&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2214325221737031208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2214325221737031208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2010/01/quando-se-aproximou-da-esplanada-ja.html' title=''/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-616825700983532764</id><published>2010-01-23T23:17:00.003Z</published><updated>2010-01-24T12:17:29.954Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esta é só do Miguel'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Preparava-se para se deitar quando o Nokia berrou o sinal de SMS recebido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"nao vais acreditar. acabo de dar a queca da minha vida. amanha falamos" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sorriu. O Eduardo tinha a sensibilidade de um cepo mas era o seu melhor amigo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-616825700983532764?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/616825700983532764/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=616825700983532764&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/616825700983532764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/616825700983532764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2010/01/preparava-se-para-se-deitar-quando-o.html' title=''/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-1937197218614373502</id><published>2010-01-21T19:52:00.008Z</published><updated>2010-01-22T23:29:40.660Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esta é só do Miguel'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;-Sabes? Sonhei contigo!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela atirou-lhe aquela informação de uma forma descarada, com um riso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;escarninho&lt;/span&gt; na face sabendo que ele iria roer-se de curiosidade durante o tempo que estivessem sem se encontrar. Afinal, aqueles horários &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;rotativos&lt;/span&gt; do &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;call&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;center&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; tornavam os seus encontros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;imprevisíveis&lt;/span&gt;. Ele sorriu subtilmente. Há meses que andavam naquele jogo do gato e do rato, numa espécie de &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;flirt&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;não declaradamente assumido mas implícito. Aquela mulher, não sendo uma "bomba", não sendo uma mulher &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;estonteantemente&lt;/span&gt; bonita, despertava nele um sentimento difícil de definir. Uma espécie de vazio na barriga que se transformava depois num arrepio quente que se alastrava um pouco mais para baixo. Ele não conseguia identificar claramente, nem sequer definir o que nela havia que o afectava assim. Mas ela cuidava-se. As unhas de gel impecavelmente tratadas, com cores e motivos diferentes todas as semanas arrepiavam-no! Embora as achasse sempre compridas demais, não conseguia deixar de imaginar aquelas unhas a cravarem-se impiedosamente nas suas costas. Andava sempre de salto alto o que lhe dava uma elegância que os seu metro e sessenta de altura não deixava adivinhar e andava sempre perfumada. Não de uma forma ostensiva, daquelas que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;empestam&lt;/span&gt; a sala mas de uma maneira mais subtil. Ele detectava sempre que ela mudava de cheiro e desejava morder a curva do pescoço dela. Avidamente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Cabra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensou enquanto a mirava a afastar-se, o andar elegante, o discreto ondular das ancas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Engordaste um bocadinho mas continuas com um rabo delicioso...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este pensamento envolveu-lhe a mente enquanto sentia o arrepio quente a percorrer o caminho descendente para terminar bem na ponta do seu pénis. Ele, o pénis, parecia ganhar vida própria quando a via e a cheirava. Ele, o pénis queria prová-la. Abanou a cabeça freneticamente para afastar as imagens &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;luxuriosas&lt;/span&gt; que lhe passavam diante dos olhos e voltou para a sua função de coordenador da sala. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aquilo que um dia começara como uma conversa brejeira com troca de frases de sentido dúbio mas implícito logo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;evoluíra&lt;/span&gt; para algo mais pessoal. Ele arriscava perguntas cada vez mais pessoais e ela respondia-lhe com insinuações. Ela convidava-o para um café mas sempre apenas a dois. Trocavam olhares e sorrisos provocantes enquanto sorviam os seus cafés quentes. Ele começou a agarrar-lhe primeiro no braço enquanto caminhavam pelos corredores vazios e sombrios do prédio, nas noites de plantão, e logo depois um braço sobre os ombros e, por fim, as suas mãos na cintura dela, a sua pélvis no rabo dela. Ela sorria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;maliciosamente&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;inclinava&lt;/span&gt; a cabeça para o seu ombro, o cheiro dela a invadir as narinas dele, o arrepio da barriga para o sexo dele que inchava e crescia e pulsava de desejo. Ele estava preenchido pelo desejo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;foder&lt;/span&gt; aquela mulher. Ela sabia e perpetuava o jogo. Nenhum avançava. Nenhum arriscava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa dessas noites mortas de plantão nocturno ele encaminhou-a para uma sala escura, para tomarem o seu habitual café. Nenhuma luz havia a não ser a ténue luz dos candeeiros da rua que entrava timidamente pelas janelas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Hoje sinto-me tão cansada. E temos ainda tanta noite pela frente. Dói-me o pescoço de estar sentada naquela porcaria de cadeiras que temos para trabalhar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele percebeu o convite e ofereceu-se para uma massagem. Ela levantou-se e rodou para se sentar com o peito apoiado no apoio de costas da cadeira. Encostou a sua cadeira à dele, alçou uma perna e sentou-se. Ele observou aquele movimento propositado e exagerado quando o rabo dela passou a centímetros do seu nariz. Estavam agora sentados, ele de frente de pernas abertas, ela de costas para ele, bem encaixada nele, inclinada sobre a cadeira. A sua blusa curta levantara e os seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;jeans&lt;/span&gt; de cintura descaída baixaram revelando o fio dental que ela trazia nessa noite. Ele começou a massagem pelo pescoço, sem uma palavra. Depois desceu, sempre massajando por cima da blusa. Depois o pescoço outra vez e, ousadia, os ombros e os braços. Desceu e enfiou as mãos por baixo da blusa. Perdeu-se com o toque na pele dela e ficou cheio de tesão. Incomodava-o o seu pénis duro preso nas calças mas não havia nada para controlar isso. Subiu e voltou aos ombros. Ela arqueou as costas e pressionou a braguilha dele com as suas nádegas. Ele desapertou-lhe o soutien e continuou a massagem. Sentia as margens das mamas dela e imaginava os seus mamilos duros. Inspirou fundo, apertou-lhe o soutien, largou-lhe as costas e levantou-se. Sorriu-lhe. Ela devolveu-lhe um olhar confuso e desapontado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegou a casa na madrugada, despiu-se e enfiou-se debaixo do chuveiro quente. As delicadas costas dela não lhe saiam do pensamento, o toque da sua pele, aquele apetitoso rabo encaixado na sua erecção, no seu desejo. Estava de novo duro, forte e pronto. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Masturbou&lt;/span&gt;-se enquanto &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;sussurrava&lt;/span&gt; o nome dela. Sandra. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-1937197218614373502?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/1937197218614373502/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=1937197218614373502&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1937197218614373502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1937197218614373502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2010/01/sabes-sonhei-contigo-ela-atirou-lhe.html' title=''/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-1874266714224849135</id><published>2010-01-21T18:30:00.002Z</published><updated>2010-01-21T18:36:33.884Z</updated><title type='text'>Ponto de Situação.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ora bem. O blog não está morto. Está em coma induzido. Com uma das autoras prenhe até ás orelhas e com o marido inválido e com a outra afundada numa piscina de anões (imaginem uma piscina de bolas mas cheiinha de anões), não me resta nenhuma alternativa a não ser reanimar o nosso blog enfermo sozinho! É por ser enfermeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto: a saga da Aldeia de S. Vicente da Lua encontra-se em suspenso por greve dos argumentistas. Se os americanos tiveram nós também queremos. Encaramos a coisa como uma espécie de "season one" que terminou em suspenso. Só para aguçar a curiosidade dos nossos (cinco) leitores. Agora vou eu escrever uma historieta sozinho só para me armar ao pingarelho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prometo muito delírio esquizofrénico, prometo não seguir nenhuma narrativa minimamente coerente. Não prometo é que seja algo de jeito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Posto isto, vou começar a escrever.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-1874266714224849135?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/1874266714224849135/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=1874266714224849135&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1874266714224849135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1874266714224849135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2010/01/ponto-de-situacao.html' title='Ponto de Situação.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-5358992805711962045</id><published>2009-12-31T14:25:00.001Z</published><updated>2009-12-31T14:26:58.475Z</updated><title type='text'>Resolução para 2010.</title><content type='html'>Acabar a saga "O Inverno e a Aldeia" e se possível escrever aí mais uma historieta. Ou duas, vá...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-5358992805711962045?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/5358992805711962045/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=5358992805711962045&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5358992805711962045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5358992805711962045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/12/resolucao-para-2010.html' title='Resolução para 2010.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-8946359113041206730</id><published>2009-12-22T16:39:00.003Z</published><updated>2009-12-22T16:43:20.565Z</updated><title type='text'>Queridos Amigos</title><content type='html'>Queridos amigos, colegas de escrita e eu própria&lt;br /&gt;O que é que se passa connosco?&lt;br /&gt;Possuídos pelo espírito que tomou conta de S.Vicente da Lua, ou simplesmente cansados e engolidos pela rotina que nos arranca a inspiração?&lt;br /&gt;Aguardo melhores dias para todos.&lt;br /&gt;A vossa estimada, maravilhosa, sensual e carismática&lt;br /&gt;Anacê&lt;br /&gt;Cascais, 22 de Dezembro do ano de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-8946359113041206730?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/8946359113041206730/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=8946359113041206730&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8946359113041206730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8946359113041206730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/12/queridos-amigos.html' title='Queridos Amigos'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-6324915034702175925</id><published>2009-12-08T09:56:00.003Z</published><updated>2009-12-08T09:57:56.610Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia 26</title><content type='html'>- A esta hora Sr. Prior?&lt;br /&gt;Os olhos de Joana brilhavam de surpresa.&lt;br /&gt;- Como me disseste que os ruídos chegavam ao anoitecer decidi vir, para que não os escutasses sozinha. Juntos vamos perceber o que se passa realmente, que ruídos são esses à beira da tua casa.&lt;br /&gt;Joana não sabia se havia de rir, ou chorar de agradecimento. O Prior levou a mão ao bolso, acariciando a pequena adaga que trouxera da capela que abraçava o rosário meio escondido nessa parte da batina.&lt;br /&gt;- Tem sido tão bom para mim…&lt;br /&gt;- Porque é que não desligas as lamparinas? Quem quer que venha não tem que nos ver aqui dentro a espreitar a janela.&lt;br /&gt;- Claro, claro. Eu nunca espreitei, pois morro de medo de ver alguma coisa que não quero. No fundo, no fundo, por pura falta de coragem.&lt;br /&gt;As palmas das mãos de Alberto estavam húmidas de pânico. Sabia que aquelas alucinações eram a prova viva que Joana estava possessa, que residia nela o mal de todo S. Vicente da Lua. Ele sabia-o bem dentro de si, mas por outro lado quando a via assim, desprovida de chagas, de rubores, de malícia, sentia que estava perante a mulher mais pura da aldeia. Pureza de alma. Enquanto a via desligar as lamparinas com uma fé cega no seu conselho desejava estar errado, desejava ouvir realmente as cantilenas que ela dizia escutar. Rezou com fervor para que começassem os gritos no escuro, as velas acesas lá fora, pois assim não teria que usar aquela adaga que lhe ardia como fogo entre os dedos.&lt;br /&gt;Ao longe, abrigado do frio por uma grossa samarra de lã grossa, Júlio olhou mais uma vez a casa onde o esperava o filho e tremeu quando viu a fraca luz que a iluminava apagar-se, deixando tudo em seu redor envolto na mais completa bruma. Estugou o passo da burra e sentiu que a sua própria vida dependeria da velocidade a que conseguisse alcançar a aldeia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-6324915034702175925?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/6324915034702175925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=6324915034702175925&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6324915034702175925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6324915034702175925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/12/o-inverno-e-aldeia-26.html' title='O Inverno e a Aldeia 26'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-5379045447660858138</id><published>2009-12-07T20:33:00.002Z</published><updated>2009-12-07T21:09:37.222Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ao meu amado filho, ainda por nascer.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Meu filho, após uma longa e solitária viagem de três dias, a pé por entre os montes e as matas que os habitam, eis que me encontro na serra sobranceira a S. Vicente. Quero genuinamente sentir-me feliz, alegre e revigorado pela visão da minha terra, da nossa terra, aquela onde conheci a tua mãe e onde foste concebido mas não sinto nada. Nada. Será talvez porque, na verdade, não vejo o casario? Todas as casas, desde as mais próximas aos campos até às ladeiras à Igreja estão perdidas no meio do nevoeiro cerrado. Só se vê a torre da Igreja, como se o Senhor estivesse a assistir, impávido e sereno, ao que acontece dentro do negrume. Será possível que Deus nos tenha abandonado?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Nem sei porquê esta interrogação que me invade. Mas sinto-me vazio, frio, gelado por dentro. O meu coração, que me encheu de força para encontrar o meu filho, está agora parado. Que coisa é esta que me invade? Onde foi a alegria que trouxe até aqui? E porque não sou capaz de entrar na minha terra, no pedaço de mundo que viu nascer? O silêncio está por todo o lado. Não se ouve nada. Nem pessoas, nem os cães, nem os mugidos das vacas e os seus badalos, nem o sino da Igreja, nem as crianças a correr pelo empedrado das ruas, nem os pássaros a piar ao final da tarde. Mas o que mais me impressiona é esta indiferença ao facto de estar a pouca distância de ti, meu filho. A minha mente é constantemente invadida por imagens de dor e sofrimento. Não que tu estejas a sofrer mas que... sejas tu o causador do desespero. Vejo imagens de um homem, adulto, que ri enquanto bate e humilha outros homens e mulheres. Ele ri e eu oiço o seu riso, o seu gargalhar ecoa na minha cabeça e eu sei, eu sei que esse homem é o meu filho. Esse homem serás tu. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mas que pai serei eu, que homem cria o seu filho para que ele se torne no canalha que me invade a mente? Onde se esconderão os meus erros? Falho na minha missão de pai mesmo antes do teu nascimento, meu filho. Perdoa-me, se puderes. E este maldito vento que se faz sentir no monte onde me encontro. Maldito que vem das partes do nevoeiro e parece trazer as preces da gente da terra, as mesmas preces que se ouvem nos funerais, lentas, murmuradas que parecem empurrar o morto para além dos sete palmos da cova que lhe talharam. Sempre me arrepiou esse lamurio das carpideiras que fazem da dor dos outros o seu entretém nas noites passadas sentadas nos frios bancos de pedra da casa mortuária da Igreja, enquanto ensaiam choros fingidos e gritos de dor. Cada uma na sua vez, encadeadas como num coro. São esses os sons que trás o vento, meu filho. E, como sempre, a minha pele arrepia-se de angústia. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A noite cai. É hora de me preparar para a caminhada que me levará a sentir-te na barriga da tua mãe. E é curioso que seja a noite a trazer-me uma alegria. Vejo ao longe uma luz, no meio do nevoeiro! Uma luz que parece ténue mas que deve ser forte, para conseguir trespassar o espectro negro que rodeia a aldeia. Uma luz que ondula, como as árvores ao vento, como se estivesse a assinalar onde tu estás, meu filho. Conheço bem a aldeia, e ali, de onde a luz parece chamar-me é a casa da tua mãe, Joana. Bem perto fica a torre da Igreja, solene, alta, distante. Dela só me chega angústia.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Se eu perecer, rogo a quem encontrar a minha velha carcaça que entregue esta carta ao meu filho, o filho de Júlio e Joana de S. Vicente da Lua.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este episódio é dedicado à Nuvem. Pela sua incansável fidelidade, obrigado!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Já podes ir falar com o Pai Natal!)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-5379045447660858138?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/5379045447660858138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=5379045447660858138&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5379045447660858138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5379045447660858138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/12/o-inverno-e-aldeia.html' title='O Inverno e a Aldeia.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-2961105338548848737</id><published>2009-11-25T17:21:00.002Z</published><updated>2009-11-25T17:49:25.423Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Pai nosso que estáis nos Céus.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A força da fé no Senhor me dê forças para as provações que terei ainda de passar mas feliz daquele que sofre por Deus, como ele por nós sofreu o martírio da crucificação. Porque hoje estive no covil do mal. As mãos doem e tremem ao escrever estas letras, como se tivessem sido queimadas pelo fogo do próprio Inferno. Enquanto rezava as orações de mãos dadas com aquela mulher, as mãos ardiam num fogo invisível. Ela não tem a marca do mal nas mãos, confirmei, antes a maldade está dentro dela. Vive dentro dela, alimenta-se dela e através dela se espalha aos corações das minhas ovelhas. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Confesso, meu Deus, que rezava para que me désseis força para suportar a dor daquele fogo que me atravessava através das minhas já frágeis mãos. Rezava por mim e não para combater aquele terrível mal. Sucumbi perante a violência daquela força. As vozes das almas condenadas flagelaram a minha mente, como sempre o fazem quando abandono a Igreja. Malditos sejam os inimigos do senhor. Este mal que nos ataca é enorme. Invadiu já a Casa do Senhor mas o covil fica naquela casa. A puta do Diabo chorou lágrimas de dissimulação mas eu bem vi o seu olhar vazio, as sombras a olharem-me por trás dos olhos dela. As suas mãos eram frias, como as de um falecido após a noite de velório em cima da pedra mortuária. Frias mas ao mesmo tempo queimavam como um ferro em brasa. São estas as contradições e a perfídia de Lúcifer.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O povo apercebe-se já do mal que emana daquela casa. Fazem-se vigílias e procissões em redor dela. Os cânticos dos vossos servos entoam agora pela noite. A luz da casa apaga-se mas, sem luz lá dentro, os homens quebram na sua determinação. Dizem que ela silva, como uma serpente, que leva a noite, que se apagam as estrelas, que sentem um frio no peito como se o coração tivesse parado, que se sentem vazios por dentro e temem. Temem mais ao Diabo que a Deus. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mas a raíz de todo o Mal está dentro dela. Enquanto fervorosamente rezava por mim, pela minha salvação, consegui ouvir a sua voz dentro de mim. "Temes-me já e ainda nem nasci. Mas nada temas, serás o meu escravo assim que eu nascer. Verás todo o teu rebanho a perecer perante a minha força e, mesmo assim, servir-me-ás!". Estas palavras ressoavam por todos os meus ossos, toda a minha carne, corpo de Deus. E o riso, o riso que gela e nos rouba a vontade, a força nas pernas e oprime o peito. Não estava preparado Senhor para tamanha força. Hoje mesmo apertarei ainda mais o silício que trago na perna para que sangre o Sangue Divino através do qual purificarei as almas mais preversas! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Aquela criança é Lúcifer. O mal personificado puro e frágil. Tem de morrer! Pelo meu punho, pelo punho de Deus! Deus Pai Todo-Poderoso que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Diário do Vigário, 22 de Novembro de 1951)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-2961105338548848737?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/2961105338548848737/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=2961105338548848737&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2961105338548848737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2961105338548848737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/11/o-inverno-e-aldeia_25.html' title='O Inverno e a Aldeia.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-1983562303901421730</id><published>2009-11-24T16:52:00.004Z</published><updated>2009-11-24T17:25:46.306Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Hospital &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Psiquiátrico&lt;/span&gt; de São João de Deus&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Serviço de Internamento de Doentes Agudos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Diário Clínico&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;10/12/1952: O doente apresenta-se sem alterações do seu estado. Mantém-se em mutismo, não colabora nos cuidados. É extremamente agressivo e violento para com os &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;profissionais&lt;/span&gt; de saúde que considera como inimigos. Verbaliza apenas quando "ataca" o pessoal. Passo a citar:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;em&gt;Cambada de filhos da &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;puta&lt;/span&gt; nojentos haveis de morrer nos fogos dos infernos de onde &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-corrected"&gt;saíram&lt;/span&gt;"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Nunca me vergarão, &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;cabrões&lt;/span&gt;"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Matem-me de uma vez seus filhos de uma cabra &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;sarnenta&lt;/span&gt;"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A um dos enfermeiros arrancou uma orelha com uma dentada. Mantém-se contido no leito com correias de couro no tórax e membros inferiores e ainda com o colete de forças vestido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi aplicado o protocolo &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;terapêutico&lt;/span&gt; de &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;electrochoques&lt;/span&gt; diários, sem resultados visíveis. No final de cada sessão o doente apresenta-se prostrado, sonolento e aparentemente calmo. Neste curto período de tempo verbaliza repetidamente a seguinte frase: "&lt;em&gt;Hei-de regressar para te salvar."&lt;/em&gt;. Não foi possível estabelecer o significado dessas palavras. Contudo o doente regressa aos seus delírios e &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;confabulações&lt;/span&gt; logo que retoma a plena consciência. Não há registo de qualquer outro &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;esquizofrénico&lt;/span&gt; que seja tão refractário ao tratamento. O doente parece adaptar-se a cada tratamento, a ponto de, actualmente não parecer sofrer qualquer tipo de desconforto com as descargas eléctricas cada vez mais potentes. Chega a parecer &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;sobrenatural&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ferida no &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;deltóide&lt;/span&gt; mantém-se por cicatrizar. Após uma semana a receber injecções de penicilina (2.400.000 unidades), a ferida mantém sinais &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;inflamatórios&lt;/span&gt; exuberantes com expulsão de &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-corrected"&gt;pus&lt;/span&gt;. Aparentemente sem dor, o paciente parece estar infectado com qualquer tipo de bactéria resistente à &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-corrected"&gt;penicilina&lt;/span&gt;, o que será caso único na literatura médica conhecida. Mantém-se tratamento. O doente apresenta agora traumatismos múltiplos no corpo. Na sessão de tratamento de ontem, o doente conseguiu libertar-se do colete de contenção e tentou uma fuga, atirando-se pela janela da sala de tratamentos. Foi perseguido e apanhado já fora dos muros do hospital pelos enfermeiros que assistiram à tentativa de fuga. Na ânsia de escapar, correu de encontro ao portão e embateu com a cabeça no mesmo. Perdeu a consciência por traumatismo &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;craneo&lt;/span&gt;-encefálico que aguarda evolução. Mantém as correias de imobilização no leito. Mantém esquema de &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;electrochoques&lt;/span&gt;. O doente é considerado perigoso para a sociedade e se este esquema de tratamento não for bem sucedido pondera-se a sua &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;institucionalização&lt;/span&gt; em hospício com medidas de contenção permanentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O médico psiquiatra,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(assinatura ilegível)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-1983562303901421730?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/1983562303901421730/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=1983562303901421730&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1983562303901421730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1983562303901421730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/11/o-inverno-e-aldeia_24.html' title='O Inverno e a Aldeia.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-3417864559866810928</id><published>2009-11-23T10:34:00.004Z</published><updated>2009-11-23T10:40:23.978Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia 22</title><content type='html'>S. Vicente da Lua, 22 de Novembro de 1951&lt;br /&gt;Página número 29 do Diário Pessoal de Joana Espinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido Diário&lt;br /&gt;Hoje chorei muito. Chorei como não chorava desde que me lembro. O vigário apareceu aqui ontem à noite e cedi ao seu abraço misericordioso. É o único que não me vira a cara na aldeia, que não me julga, quando é certo que cometi mais do que um pecado capital.&lt;br /&gt;Todo o ambiente estranho que nos envolveu na capela se dissipou aqui em casa. Orámos com muito fervor, lemos passagens da Bíblia que pareciam escritas para mim, conversámos sobre o sentido das coisas e o Vigário pareceu mais sereno do que ontem de manhã. Pediu-me para ver as palmas das mãos, mas nada encontrou. Não lhe falei da estranha marca sobre o meu ventre que aparece e desaparece ao sabor do dia e da noite. &lt;br /&gt;Deixou-me Água Benta para que me benzesse todas as manhãs e assim o vou fazer, bem como passá-la sobre a marca rosada no bucho, pois sei que nesta altura apenas Ele me pode valer.&lt;br /&gt;Hoje os meus alunos pareceram menos cruéis e, apesar de no caminho de regresso a casa, alguns deles me terem seguido e jogado pedras, foram menos os que participaram no “linchamento”.&lt;br /&gt;Estou convencida de que ouvem em casa aquilo que me gritam pelo caminho e certa de que quando me chamam puta nem sabem o que essa palavra quer dizer.&lt;br /&gt;Segurei o meu rosário com todas as forças e caminhei de cabeça erguida, o que pareceu deixá-los um pouco atordoados, habituados como estão a ver-me gritar e perder as estribeiras.&lt;br /&gt;Pensei muito no Júlio e em como seria bom tê-lo aqui perto de mim, mas não posso, não devo ceder à tentação. Para o bem e para o mal já tomei a minha decisão, vou entregar esta criança quando ela vir a luz do dia. Certa de que será mais feliz longe daqui, deste negrume que nos afunda a todos.&lt;br /&gt;Ainda não falei com o Vigário sobre esta minha decisão. Talvez ele me possa ajudar se for um menino, dá-lo para os padres criarem no Mosteiro das Levadas. Se for menina eu mesma a entregarei num convento e quem sabe não pedirei para ficar também eu em voto de clausura.&lt;br /&gt;Enquanto te escrevo escuto os ruídos lá fora e sei que vou passar mais uma noite em claro, possessa de horror. As cantilenas e preces na língua que desconheço parecem munidas de mais vozes a cada noite que passa. Quero encher-me de coragem para espreitar lá para fora, mas ainda não consigo. Chego a temer pela minha vida. Sinto que tudo piora todos os dias. Tudo menos a minha fé que foi resgatada dos confins de mim mesma pelo meu santo Vigário.&lt;br /&gt;Vou ficar por aqui, pois as velas pouca serventia me dão. Esmorecem e apagam-se sempre à mesma hora. À hora dos cânticos. Sei que eles se aproximam, pois as velas já pouca chama queimam. Amanhã volto a ti querido Diário, até lá rezo para passar desta noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-3417864559866810928?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/3417864559866810928/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=3417864559866810928&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/3417864559866810928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/3417864559866810928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/11/o-inverno-e-aldeia-22.html' title='O Inverno e a Aldeia 22'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-5723651096481622644</id><published>2009-11-16T21:09:00.001Z</published><updated>2009-11-16T21:39:13.691Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Correspondência&lt;/span&gt; nunca expedida.)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Penhas&lt;/span&gt; da Saudade, 21 de Novembro de 1951&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Minha querida e Santa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Mãezinha&lt;/span&gt;, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Espero que estas breves letras a encontrem de boa saúde, a mesma com que a deixei quando parti nesta viagem que agora me parece tresloucada. Quero que saiba o que se está a passar porque não estou certo que algum dia vá regressar o mesmo Júlio que viu partir. Cheguei ontem às &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Penhas&lt;/span&gt; da Saúde a não são bons os augúrio que vêm de S. Vicente. O velho comboio que fazia a ligação até ao apeadeiro de S. Vicente já não sai da barracão onde se resguarda e os homens das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Penhas&lt;/span&gt; não vão até S. Vicente. Dizem que o mau-olhado paira sobre as casas e os campos da aldeia. Alguns dos jovens com o sangue mais quente aventuraram-se até ao campos dos homens da aldeia mas não foram capazes de lá entrar. Dizem que o nevoeiro é cerrado, que não se vê vivalma. Os poucos que se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;atreveram&lt;/span&gt; a entrar nos domínios do nevoeiro perderam-se e voltaram mudos para as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Penhas&lt;/span&gt;. Ninguém fala de S. Vicente, é como se a aldeia tivesse deixado de existir. Ninguém está disposto a ajudar-me a atravessar os montes até chegar ao meu destino.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Na tasca das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Penhas&lt;/span&gt; conta-se a história de um homem louco e bêbado que passou por aqui, vindo de S. Vicente. Um homem que contou histórias de morte e lutas. Um homem que falava no Diabo como se o tivesse visto com os seus próprios olhos. "Um maluco!" disseram-me, mas o certo é que este homem foi corrido das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Penhas&lt;/span&gt; sem que ninguém, ninguém lhe tenha dado uma côdea de pão. Tentei identificar o homem, pois loucos é coisa que nunca houve em S. Vicente mas nada mais consegui que louco, desdentado, sujo, ladrão de chouriços e do fumeiro que entrava à socapa nas casas abertas. Há quem jure que esse homem trazia as mãos manchadas de sangue, que estava possuído. Também me contaram de como o levaram ao padre das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Penhas&lt;/span&gt;, para que o benzesse, e de como ele silvou como uma serpente e cuspiu para o padre. Deram-lhe uma tareia e abandonaram-no no monte.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mas, minha querida mãe, a razão porque lhe escrevo é outra. Desde que cheguei aqui que a dúvida me assalta. Serei covarde talvez mas, que faço eu? Que loucura é esta que me preparo para fazer? Deixar Lisboa, a minha casa, o meu trabalho? Atrás de um filho que eu nem sequer sei se existe? Atrás de um filho que pode até nem ser meu? Afinal de contas, há quanto tempo saí eu de S. Vicente? Tanto quanto julgo saber, Joana esteve sempre só durante esse tempo. E se procurou outro homem para se aquecer nas noites frias do monte? Eu bem senti o calor daquela mulher, minha mãe. Joana não é mulher para ficar sem homem durante muito tempo. Pouco tempo depois de nos namorarmos já estava na cama dela, ela por cima de mim, meneando-se, pedindo-me que lhe lambesse as tetas e lambendo-me o peito. Perdoe-me a franqueza minha mãe, mas uma mulher honrada não tem estes comportamentos. Pensei que estava apaixonado mas agora já não sei... &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Mas, acima de todas estas dúvidas, está um sentimento. Uma espécie de vazio no estômago, um arrepio na espinha que me atormenta desde que pus pé nas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Penhas&lt;/span&gt;. Um sentimento que este filho, o meu filho, será também a minha desgraça.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Que Deus a tenha em Eterno&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Descanso minha mãe. Amanhã parto em direcção aos montes das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Penhas&lt;/span&gt;. Que estas palavras, estas dúvidas que me ensombram a alma a encontrem no seu lugar no Céu. Que a sua sabedoria me guie na hora em que tenha que decidir. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Para sempre saudoso, o seu filho&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Júlio.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-5723651096481622644?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/5723651096481622644/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=5723651096481622644&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5723651096481622644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5723651096481622644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/11/o-inverno-e-aldeia_16.html' title='O Inverno e a Aldeia.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-8134048922695417065</id><published>2009-11-16T11:07:00.003Z</published><updated>2009-11-16T11:09:49.731Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia 20</title><content type='html'>Correspondência Pessoal&lt;br /&gt;S. Vicente da Lua 21 de Novembro 1951&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu caro, mais uma vez lhe escrevo na qualidade de amigo e penso que não será preciso pedir-lhe que guarde as minhas missivas como a um segredo de confissão.&lt;br /&gt;Hoje procurou-me uma jovem cheia de dor, recentemente chegada à aldeia, sem família por perto e com um fardo demasiado grande para carregar apenas com as suas mãos. Não deixou de me comover a sua busca de conforto precisamente aqui, na Casa do Senhor. Pois numa altura em que todos os fiéis parecem correr na direcção oposta à minha, esta jovem buscou-me, procurando respostas, compreensão.&lt;br /&gt;Carrega no ventre um filho cujo pai não quis nomear e achei por bem não insistir em querer chamá-lo à razão, pois senti-a irredutível nesse ponto. Como se quisesse proteger o pai da criança do mesmo infortúnio que parece tê-la atingido.&lt;br /&gt;Mas o que me levou a escrever-lhe não foi a história desta jovem e a sua criança, foi sim a certeza mais do que absoluta que estive perante a presença de uma força cheia do mais negro que há.&lt;br /&gt;No frio da capela (já lhe disse que o Fernando Lenhador deixou de me fornecer de lenha) enquanto conversávamos de mãos dadas,  senti que as suas mãos ardiam. Não a quentura usual da pele, mas mais. Um ferver, uma labareda, um calor quase insuportável que me obrigou a soltar-me sufocando um grito de dor. Ao olhar as palmas daquelas mãos brancas de leite duas enormes chagas rosadas e salpicadas de negro cobriam toda a sua superfície.&lt;br /&gt;Ao perguntar-lhe se as tinha há muito ela fingiu-se desentendida, que não as via, que nada sentia. Mas como? Perguntei, se elas estão aqui, se queimam?&lt;br /&gt;O seu olhar meio tolo fez com que acreditasse que de facto não as via. Que só aos meus olhos surgiam aquelas hediondas chagas. Na mão esquerda uma cruz invertida, na mão direita três números 6 seguidos formando o número da besta.&lt;br /&gt;Ao pedir-lhe que mergulhasse as mãos em água benta, assentiu pacificamente e quando emergiram do líquido que purifica tudo desaparecera. Tudo menos o negrume que se apoderara do seu olhar.&lt;br /&gt;Foi como se tudo tivesse passado da pele para os recantos escondidos da sua alma. Aquele olhar que me fitava num desafio, chamando-me para dentro de si, deixou-me muito abalado e de nada lhe servi. Nenhuma ajuda lhe prestei.&lt;br /&gt;Sinto-me o pior dos descrentes. Se esta jovem tem alguma espécie de demónio dentro de si, cabia-me a mim apaziguá-la, mas emudeci, aterrorizado. E na superfície líquida do seu olhar o lado branco ficou negro como breu e a sua voz soou grossa como a noite catapultando-me para a mais vil das cobardias que me levou a expulsá-la da casa do Senhor.&lt;br /&gt;Esta noite mesmo terei que me redimir. Procurarei a jovem Joana e juntos descobriremos uma solução.&lt;br /&gt;De qualquer forma gostaria de dar inicio aos procedimentos para poder exorcizar esta alma. Junto seguirá um pedido de autorização que espero que reencaminhe a quem de direito. Mas desde já lhe desabafo que com, ou sem autorização superior, tenciono fazer tudo o que estiver ao meu alcance para libertar esta jovem e a criança que carrega, do domínio do mal.&lt;br /&gt;Seu servo e amigo&lt;br /&gt;Alberto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-8134048922695417065?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/8134048922695417065/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=8134048922695417065&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8134048922695417065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8134048922695417065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/11/o-inverno-e-aldeia-19.html' title='O Inverno e a Aldeia 20'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-3201014471513583150</id><published>2009-11-15T11:52:00.001Z</published><updated>2009-11-16T11:09:59.151Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia 19</title><content type='html'>Meu Querido Diário&lt;br /&gt;Depois de uns dias de indisposição que me atiraram à cama, regressei à escola. Escondi o melhor que pude o ventre que me encurta já os vestidos e de peito erguido enfrentei os olhares a que já me acostumei.&lt;br /&gt;Todas as noites rezo por uma solução, Deus me perdoe, por um desfecho natural a este meu estado. Já pensei pedir à tia Maria das Dores que me desse a tragar uma das suas mezinhas, mas falta-me a coragem e penso ir já muito adiantada no tempo para poder desmanchar o que fiz.&lt;br /&gt;Os meus alunos falam de mim de cada vez que me viro para a ardósia e sinto os olhares dos habitantes cada vez mais enraivecidos na minha direcção.&lt;br /&gt;Podia jurar que me fazem uma espécie de vigília durante a noite, pois escuto cantilenas bem próximas da minha porta. A falta de coragem leva-me a fechar todas as janelas e esconder-me debaixo das cobertas, por isso ainda não pude confirmar as minhas suspeitas. Mas quando amanhece encontro rastos de cera e vestígios de velas ardidas espalhadas em redor da casa.&lt;br /&gt;Que mal me quer esta gente sisuda e como estou arrependida por ter trilhado o caminho que me trouxe aqui.&lt;br /&gt;O meu amado continua longe e sem saber que espero um filho, não tenho amigos, não tenho posses além do pouco que ganho na escola e não sei que passo dar além de um pé à frente do outro todos os dias.&lt;br /&gt;As forças faltam-me. Amanhã falarei com o Vigário. Não sei porquê, mas alguma coisa me diz que é nele que devo buscar conforto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20 de Novembro de 1951&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-3201014471513583150?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/3201014471513583150/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=3201014471513583150&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/3201014471513583150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/3201014471513583150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/11/o-inverno-e-aldeia_15.html' title='O Inverno e a Aldeia 19'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-6015604975768871266</id><published>2009-11-09T22:29:00.002Z</published><updated>2009-11-10T09:55:45.818Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia.</title><content type='html'>(Documento nº 657, Tipo: Arquivo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Liturgico&lt;/span&gt;, homilia proferida em 10 de Novembro de 1951)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Corações ao alto! Nosso coração está em Deus! Seja feita a sua vontade!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Fieis! A nossa terra foi envolta por uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;névoa&lt;/span&gt; de maldade! Não vos enganeis, pois é o mal que nos envolve silenciosamente! À data da minha chegada, o rebanho era próspero e feliz e caminhava nos trilhos de Deus, mas hoje o rebanho está perdido... Procurei no meu coração a razão da perdição dos servos de Deus, julguei ser eu a razão da debandada dos nossos irmãos para a vida desregrada da grande cidade. Mas não! O Senhor é meu Pastor e mostrou-me o caminho...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Esta semana visitei vossas casas, uma a uma. Assisti ao sofrimento que trespassa o coração das gentes da nossa terra, o frio que envolve todas as casas, a morte que tocou já quase todas as famílias da nossa aldeia. Mas uma casa, apenas uma casa não estava cheia com este sofrimento. Nesta casa havia música... MÚSICA POR DEUS!! Quem se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;atreveria&lt;/span&gt; a trazer para este nicho de santidade e devoção um instrumento de Satã? A purificação dos pecados vem pelo sofrimento, pela abstinência, pelo sacrifício! Apagai a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;réstia&lt;/span&gt; de alegria que viver nos vossos corações pois adivinham-se tempos de abnegação... Onde estão os nossos irmãos desaparecidos misteriosamente na floresta? Onde estão o Manuel, o António, o Joaquim, o Ernesto? Não há notícia de vida mas não há notícia de morte. Em que limbo estarão as suas almas perdidas? Aqueles que morrem em pecado sem culpa, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;vaguearão&lt;/span&gt; para todo o sempre nos corredores do limbo de Nosso Senhor, Nosso Deus. Mas nessa casa havia algo mais. Algo mais forte, mais poderoso, mais insidioso que a canção de Lúcifer debitada pela voz mecânica... Não... senti algo. Algo me possuiu como se eu fosse uma marioneta. Era uma voz estridente que ria como louca. Dizia-me "sim Vigário... estás na casa do Escolhido... ele vem a caminho para tomar todas as almas do teu rebanho..." e uma criança chorava, chorava mas depois ria, ria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;estridentemente&lt;/span&gt;!! Eu vos digo, vem aí o Maldito, o Portador da Chave do Inferno, o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Príncipe&lt;/span&gt; do Apocalipse!!! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Pensem, pensem em quando a desgraça se abateu sobre as nossas casas... Quem chegou, de novo, a esta bendita terra? Foi ela que trouxe consigo o nevoeiro, o frio, a morte... Ela é a Mãe do Maldito!! Ela vai parir o mal aqui, na nossa bendita terra!! Eu sei! Eu vi com os meus olhos iluminados por Deus, vi-a a parir o mal em forma de criança, olhos deitando chispas de ódio, uma criança que não chora, só ri! E o seu riso enlouquece quem o ouvir e obriga as gentes a matar a gente do seu próprio sangue. Eu lutei com ela nesse dia, naquela casa. Mas ganhei! Eu que sou o arauto da boa-nova, sou a Espada de Fogo na mão direita de Deus, sou o Arcanjo em carne mortal de homem. Eu fui o enviado para lutar com o Maldito. A Lei de Moisés é clara: a mulher adúltera será executada por lapidação!! Essa mulher traiu a Deus concebendo uma criança com o Diabo, uma criança sem pai, sem alma, sem Deus. Marcharemos para o seu covil e apedrejaremos a traidora até à morte. Eu atirarei a primeira pedra.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-6015604975768871266?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/6015604975768871266/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=6015604975768871266&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6015604975768871266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6015604975768871266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/11/o-inverno-e-aldeia.html' title='O Inverno e a Aldeia.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-6898328778648344485</id><published>2009-11-08T12:08:00.005Z</published><updated>2009-11-08T15:22:58.311Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia.</title><content type='html'>HOSPITAL &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;PSIQUIÁTICO&lt;/span&gt; SÃO JOÃO DE DEUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SERVIÇO DE INTERNAMENTO DE DOENTES AGUDOS&lt;br /&gt;Relatório de Admissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOME DO DOENTE: Não identificado&lt;br /&gt;IDADE: não identificada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Doente do sexo masculino, idade não especificada presumivelmente situada entre os 25 e os 30 anos. Não foi possível colher antecedentes clínicos e familiares. Os exames clínicos efectuados não revelaram qualquer alteração. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trazido ao hospital por mau estado geral, mal nutrição e alterações do comportamento. À entrada apresentava-se em mutismo, com comportamentos de agressividade perante os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;profissionais&lt;/span&gt; de saúde. Foram tomadas medidas de contenção físicas (camisa de forças e correias de contenção no leito) e foi medicado com terapêutica &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ansiolítica&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;neuroléptica&lt;/span&gt; (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;haloperidol&lt;/span&gt;). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Exame físico: cuidados de higiene precários. Apresenta-se globalmente sujo, cabelo muito sujo e emaranhado (manda-se rapar o couro cabeludo), as unha estão sujas de terra, os dentes apresentam-se cobertos por placa bacteriana com alguns dentes ausentes e muitos fracturados. Apresenta equimoses disseminadas pelo tronco e abdómen e também nas pernas. Presume-se que causadas por agressão. A diferente coloração entre elas sugere que o doente foi sujeito a traumatismos vário em diferentes momentos temporais, de forma continuada. Apresenta-se emagrecido, o cabelo quebradiço. Presume-se algum tipo de deficiência nutricional. Foi encontrado em muito mau estado junto à casa de um lavrador e foi transportado até ao hospital. Foram referidos comportamentos agressivos e um discurso de repetição: "Nunca me irão apanhar vivo, nunca me irão apanhar vivo." (Fim de citação). Neste momento está em recusa de comunicação, não fala, não olha para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;interlocutor&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apresenta uma única ferida recente, ainda em fase de cicatrização. Trata-se de uma ferida compatível com mordida de animal no músculo trapézio à direita. Prescreve-se a vacina anti-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;tetânica&lt;/span&gt; e penso diário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A primeira observação do doente, juntamente com os relatos dos acompanhantes levantam desde já algumas impressões &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;diagnósticas&lt;/span&gt;, a saber:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Esquizofrenia&lt;/span&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Psicose &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Maniaco&lt;/span&gt;-Depressiva?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Delírio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Persecutório&lt;/span&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prescreve-se:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contenção física no leito&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Terapia de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Electrochoques&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Médico Psiquiatra&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(assinatura ilegível)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;HPSJD&lt;/span&gt; em 5 de Dezembro de 1952&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-6898328778648344485?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/6898328778648344485/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=6898328778648344485&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6898328778648344485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6898328778648344485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/11/hospital-psiquiatico-sao-joao-de-deus.html' title='O Inverno e a Aldeia.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-8688298447832299434</id><published>2009-11-07T15:16:00.004Z</published><updated>2009-11-08T22:41:11.051Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia 16</title><content type='html'>17 de Novembro, 1952&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha querida Conceição, só te rogo uma coisa: não voltes. Não olhes para trás. Não sei se chegam à capital notícias desta terra por Deus esquecida, mas não devem chegar. Esta aldeia está a deixar de existir aos poucos, e não estranhes se um dia deixares de receber notícias minhas. Faço as minhas orações todos os dias e estou em paz com o Senhor. A única coisa que me apoquenta é o não mais me confessar. Isso deve ser uma surpresa para ti, pois desde a primeira eucaristia que o fazia todas as semanas. Mas deste que o outro padre foi substituído, que não sei quem está por trás da cortina do confessionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei sim, filha, que Deus não é. Por isso, agora resolvo os meus pecados directamente com Ele, em oração, na esperança que me perdoe.&lt;br /&gt;Deves estar-te a perguntar se ainda vou à missa. Vou, querida, da casa do Senhor não me posso afastar. Mas digo-te aqui, nesta missiva que só tem a ti como destino, que não sou capaz de olhar para o altar. Olho para a Santa Cruz e para a Virgem acima, mas para o altar, não.&lt;br /&gt;E recebo a hóstia de olhos fechados. Quem ainda vai à missa faz o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, minha querida, vou-te deixar em paz com estes achaques de velha da aldeia, que nada disso deve interessar-te. Tenho de ir visitar a prima Joana e levar-lhe uma mezinha, que ela, e isso é um segredo que te conto porque sei da vossa amizade, está de esperanças. Sabes que não sou como as outras mulheres cá do sítio e não atiro a primeira pedra. Para mim, esta criança é filha de um amor honrado e abençoado por Deus, embora não consagrado. Mas é uma questão de tempo, tenho a certeza.&lt;br /&gt;Já escrevi ao Júlio e espero que ele chegue antes que o ventre da moça se faça notar.&lt;br /&gt;Tenho medo que ele não tenha recebido a carta, pois já recebi duas tuas depois de lhe ter escrito a ele.&lt;br /&gt;Mas Deus vai trazê-lo a tempo de evitar os falatórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao Joaquim, meu amor, acho que o viram para as bandas de Nossa Senhora dos Pinhais, e de Obradeiro. O que se diz dele prefiro não escrever aqui. Tenho a certeza de que são boatos.&lt;br /&gt;Afinal o Joaquim desapareceu antes de o Inverno chegar tão cedo a esta aldeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muito amor, da tua tia que te roga: não voltes.&lt;br /&gt;Não voltes nem por amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria das Dores&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-8688298447832299434?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/8688298447832299434/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=8688298447832299434&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8688298447832299434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8688298447832299434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/11/o-inverno-e-aldeia-16.html' title='O Inverno e a Aldeia 16'/><author><name>Melissinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18202737288608170635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/SY8vxBBpKCI/AAAAAAAAAKA/Tfhay72WoDI/S220/amigos+006.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-8531278935400535382</id><published>2009-11-04T16:13:00.002Z</published><updated>2009-11-04T16:14:08.882Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia 15</title><content type='html'>Lisboa, 1 de Novembro de 1952&lt;br /&gt;Documento nº42 – Caixa 17 – Correspondência Pessoal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querida tia&lt;br /&gt;Espero que esta carta te encontre de boa saúde, só Deus sabe como me custa estar afastada de ti, afinal de contas foste tu que me criaste de gaiata, desde a morte dos paizinhos e até hoje não conhecia a distância entre nós.&lt;br /&gt;Gostava de te dizer que tem sido fácil a vida aqui na capital, mas não posso, não consigo mentir-te e mesmo que tentasse, certamente me lerias nas entrelinhas e perceberias que trouxe de S. Vicente a mágoa que quis abandonar.&lt;br /&gt;Comigo veio o sonho dos palcos, mas veio também a culpa de ter deixado para trás os que me queriam bem, tu sabes de quem falo...&lt;br /&gt;Ele deixou de dar resposta às minhas cartas e o único medo que tenho no coração é tê-lo ferido de morte, mas tive que o fazer. Conheces-me, sabes que não nasci para ficar na sombra de um casamento e o ensino há muito que não me trazia felicidade. Se não tentasse definharia em S. Vicente e comigo definharia ele tentando fazer-me feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixemo-nos de lamúrias que a vida não é dos queixosos, amanhã vou prestar provas para uma revista. Se gostarem de mim participarei num papel pequeno, mas ao lado dos grandes. Reza por mim tia, pode bem ser o primeiro passo de muitos que se seguirão e se tudo correr bem quem sabe não te mando vir. Já nos imaginaste de braço dado pelos jardins da cidade como duas senhoras de bem?&lt;br /&gt;Vivo num quarto pequeno em casa de uma viúva mal humorada e com buço, mas sei que em breve  a minha sorte vai mudar e não precisarei de um casamento conveniente para me sustentar. Eu vou ser dona de mim.&lt;br /&gt;Se as coisas aí na aldeia continuarem pesadas como o manto negro do infortúnio vem querida tia, não hesites em deixar S. Vicente para trás. Percebi há muito que essa aldeia nada faz além de nos botar raízes de tristeza nos pés e de nos amarrar a uma vida de suspiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da tua sobrinha que te quer bem&lt;br /&gt;Maria da Conceição&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-8531278935400535382?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/8531278935400535382/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=8531278935400535382&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8531278935400535382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8531278935400535382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/11/o-inverno-e-aldeia-14.html' title='O Inverno e a Aldeia 15'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-1769907384701943988</id><published>2009-11-03T12:51:00.003Z</published><updated>2009-11-03T12:56:23.698Z</updated><title type='text'>Alteração à nossa programação...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Do "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;blogonovelencontro&lt;/span&gt;" surgiram algumas ideias novas para a história "O Inverno e a Aldeia". Pela primeira vez na história do blog teremos uma história pensada e discutida pelos autores, em vez do normal "jogo do empurra" em que cada um tentava surpreender os outros com voltas e acontecimentos inesperados no enredo. Assim, os capítulos já escritos da história serão revisitados e alterados para que esta história (que julgamos com muito potencial!) ganhe a qualidade que pretendemos para ela. Seremos capazes? Não sabemos, mas morreremos a tentar!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estejam atentos...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-1769907384701943988?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/1769907384701943988/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=1769907384701943988&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1769907384701943988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1769907384701943988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/11/alteracao-nossa-programacao.html' title='Alteração à nossa programação...'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-5437637613222672977</id><published>2009-10-30T22:41:00.002Z</published><updated>2009-10-30T22:44:05.942Z</updated><title type='text'>Pausa Criativa.</title><content type='html'>Os autores deste blog informam os leitores que a história "O Inverno e a Aldeia" será retomada após tertúlia criativa entre os três. Para que leiam histórias com (ainda mais) qualidade!&lt;br /&gt;Passem bem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-5437637613222672977?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/5437637613222672977/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=5437637613222672977&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5437637613222672977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5437637613222672977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/10/pausa-criativa.html' title='Pausa Criativa.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-5560828273295901416</id><published>2009-10-28T23:12:00.005Z</published><updated>2009-11-04T17:21:31.620Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia 14</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;(PRIORITÁRIO)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Aldeia de S. Vicente da Lua, 1 de Novembro do ano de 1951 de Nosso Senhor Jesus Cristo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Reparo na data que acabei de escrever e um &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;sorriso&lt;/span&gt; triste aflora-me os lábios. O Dia dos Fiéis Defuntos. Ele chegou finalmente e com ele trouxe a desdita. Não tenho dúvidas que estou perante um servo da Besta que com ela trata directamente. Curiosamente ainda não me maltratou. Pelo contrário, tem sido cordial, dentro da imensa maldade que brota dos seus olhos vazios. Não estou preso, não imobilizado. Permite-me que ande pela casa da Igreja livremente mas um coro de vozes sobrepostas invade a minha cabeça assim que coloco pé fora, no adro. O volume e a cólera da sua voz de mil almas condenadas aumenta à medida que me afasto da porta. Ao fim de alguns metros a violência do coro diabólico é tanta que me prostro no chão e rastejo de volta à igreja. Só assim me encontro seguro. É irónico como esta força negra me arrasta para o cativeiro e que este cativeiro é a Casa de Deus. E esta é a prova da força que se apodera de mim. Algo que é capaz de viver dentro da Casa do Senhor.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Sei o que está a fazer ao meu rebanho. Como um lobo, alimenta-se dos meus &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-corrected"&gt;fieis&lt;/span&gt; e outros mata apenas por prazer. Sei-o porque as sombras no seu olhar parecem plantar imagens na minha mente. Vejo as portas abertas com os crucifixos voltados, os corpos mutilados no chão frio de pedra e no meio da rua. Alguns deles aparecem-me a sacudir-se involuntariamente. Sofrem mesmo depois da Ceifeira chegar. Oiço os seus gritos de terror, a sua súplica por uma morte mesericordiosa e rápida, enquanto as suas carnes são rasgadas por eles. Rezam a Deus Pai Todo Poderoso enquanto são consumidos pelo Renegado. É essa a força da fé em Deus que vive nas almas dos meus fiéis. São misteriosos os desígnios do Senhor.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Contudo não tenho medo. Não me cabe a mim questionar os desígnios de Deus. "O Senhor é meu Pastor e nada me faltará". Não tenho medo. Estou pronto para cumprir o meu destino. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Folha 1ª do diário do Vigário)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-5560828273295901416?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/5560828273295901416/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=5560828273295901416&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5560828273295901416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5560828273295901416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/10/o-inverno-e-aldeia_9503.html' title='O Inverno e a Aldeia 14'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-4392137952979328295</id><published>2009-10-28T19:17:00.004Z</published><updated>2009-11-04T16:12:43.239Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia 13</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;correspondência&lt;/span&gt; nunca expedida. Página 1)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ao meu filho, ainda por nascer.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Querido filho. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Chamo-te filho porque desejo com todo o meu ser que sejas um rapaz! Nada me faria mais feliz que um filho varão que perpetue a linhagem da nossa família. Dizem que ninguém é eterno mas eu digo que serei eterno através dos meus filhos e netos, e dos seus filhos e netos. Porque no leito de morte de um Homem não cabem as riquezas mundanas, só os nossos filhos podem ser a nossa maior riqueza.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Meu querido filho, no momento em que te escrevo estas palavras parto de Lisboa, da Estação de Sta. Apolónia, em direcção a vós, meu filho e minha amada Joana, tua mãe. Sinto as entranhas revolvidas pela ansiedade. Sei da tua existência apenas porque, com o estranho silêncio que chega de S. Vicente, a tia &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Micas&lt;/span&gt; (que sabia já através de conversas entre comadres) me veio dizer que devia procurar a tua mãe. Que ela está grávida! Grávida meu Deus!! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mas há outra coisa que me alarma: o silêncio... Porque é que todos os nossos conterrâneos em Lisboa deixaram de ter notícias de S. Vicente? Porque é que o comboio deixou de parar no apeadeiro, para onde foram o João Maquinista e o Manuel Pica que sempre guardaram e trabalharam na estação? O filho dos &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Alvares&lt;/span&gt; não mais deu notícias... Sinto que há algo de maléfico que paira sobre S. Vicente e temo pela vossa segurança. A minha jornada começa agora. Amanhã chegarei às &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Penhas&lt;/span&gt; da Saudade e depois percorrerei os 70 km que me separam de vós. Através dos montes. A minha vontade é férrea, irredutível mas serão muitos dias a pé por entre os bosques e as falésias, no terreno dos lobos. Vou preparado o melhor que posso e sei e hoje amaldiçoo o dia em que me fiz doente para não ir à tropa. Deus sabe o que gostaria de ter treinado no meio do mato, as técnicas de &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;sobrevivência&lt;/span&gt; e o manuseamento de armas. Sim, estou armado.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Escrever-te-&lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;ei&lt;/span&gt; todos os dias da minha viagem de reencontro convosco e guardarei as cartas junto ao meu coração. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Se eu perecer rogo a quem encontrar a minha velha carcaça roída pelos animais do monte que as façam chegar ao meu filho. O filho de Júlio e Joana de S. Vicente da Lua.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-4392137952979328295?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/4392137952979328295/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=4392137952979328295&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/4392137952979328295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/4392137952979328295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/10/o-inverno-e-aldeia_28.html' title='O Inverno e a Aldeia 13'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-7495946445456861912</id><published>2009-10-26T20:48:00.004Z</published><updated>2009-11-04T16:12:31.980Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia 12</title><content type='html'>(Documento nº1, caixa 1, registo de investigação policial)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;RELATÓRIO INICIAL DE INVESTIGAÇÃO &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;LOCAL: Apartamento &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;sito&lt;/span&gt; no 4º andar do prédio nº 1 da Marginal de Cascais&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;IDENTIFICAÇÃO DA VÍTIMA: Maria da Conceição &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Felismino&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;DATA: 10 de Outubro de 1973&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;DESCRIÇÃO DA CENA DO CRIME: trata-se de um apartamento situado no último andar do referido prédio. &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Constituido&lt;/span&gt; por um &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;hall&lt;/span&gt; de entrada, uma cozinha, dois quartos, uma sala e varanda que circula toda a área da casa (ver planta em anexo). A vítima foi encontrada pela mulher-a-dias no quarto principal. À chegada o investigador deparou-se com o corpo da vítima deitada, nua, na cama. Não se detectaram sinais de luta. A ordem na arrumação da casa estava aparentemente mantida. Todos os indícios apontam para que o crime tenha sido iniciado e concluído no quarto da vítima. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há claros sinais de crime passional violento. O corpo encontra-se &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;lateralizado&lt;/span&gt; sobre o seu lado direito. O cadáver está muito pálido, houve perda de sangue exuberante mas os lençóis estão praticamente limpos. Existe uma grande mancha na parede que se situa á cabeceira da cama. Presume-se que será sangue com uma substância &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;esbranquiçada&lt;/span&gt; que se apresenta em pequenos montículos agarrados á cabeceira de madeira trabalhada da cama. Presume-se que se trata de substância &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;encefálica&lt;/span&gt;. O crânio da vítima apresenta-se largamente deformado. Cerca de um terço da calota &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;craneana&lt;/span&gt; (á direita) foi, aparentemente, pulverizado e projectado para a cabeceira da cama. Não foi possível encontrar o olho nem a orelha direita da vítima. Presume-se que a causa de morte terá sido traumatismo violento com objecto rombo. As bordas da ferida mostram pequenos sulcos no osso exposto que fazem presumir um objecto &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;serrilhado&lt;/span&gt;. A averiguar pela medicina forense. Nos flancos da vítima surgem pequenos sulcos paralelos espaçados em cerca de 3 cm entre eles (em grupos de 5) com uma profundidade de cerca de 1 cm. Feitos &lt;em&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;post&lt;/span&gt;-&lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;mortem&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt; A vítima apresenta ainda fracturas dos ossos dos braços e pernas, que se encontram colocados em ângulos &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;anatomicamente&lt;/span&gt; impossíveis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As janelas da varanda encontram-se fechadas por dentro à chegada do investigador. Não há sinais de violação. Aguarda-se por mais dados forenses.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conclusão: crime de homicídio voluntário e premeditado com uso de violência extrema e mutilação do corpo &lt;em&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;post&lt;/span&gt;-&lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;mortem&lt;/span&gt;, &lt;/em&gt;presume-se que de causa passional. Ainda não foram identificados suspeitos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-7495946445456861912?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/7495946445456861912/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=7495946445456861912&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/7495946445456861912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/7495946445456861912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/10/o-inverno-e-aldeia_26.html' title='O Inverno e a Aldeia 12'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-1550291190359389901</id><published>2009-10-25T16:21:00.002Z</published><updated>2009-11-04T16:12:14.863Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia 11</title><content type='html'>Floresta S. Vicente da Lua, Janeiro 1953&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem interessar&lt;br /&gt;Continuo vivo e na floresta. Tal como eu uma mão cheia de habitantes da aldeia conseguiu fugir, tenho a certeza disso, apesar de nenhum deles se querer mostrar, pois vivemos como ratos enfiados em buracos escuros e sujos. &lt;br /&gt;Aprendi a lutar com tudo o que apanho, desde paus, a pedras, às minhas próprias unhas que deixei crescer para lhes cravar os olhos, assim ficam sem ver até se recomporem. Os gajos saram qualquer tipo de ferida. Quando a gente pensa que os esventrou cicatrizam com uma limpeza que assusta.&lt;br /&gt;tenho tentado fabricar armas com o que a natureza me dá, mas aqueles cornos não morrem assim. O máximo que tenho conseguido é atordoá-los, ganhar tempo para a fuga. Mas até na fuga eles me fodem, se corro lento demais eles saem da espécie de desmaio e apanham-me, se corro muito depressa posso cair e por aqui já aprendi que quando caímos morremos. tenho fugido como um animal selvagem, fintando, trocando-lhes as voltas em ziguezagues. &lt;br /&gt;Sei que tenho que ser forte por ela, pois apesar de me ter abandonado, acabará por voltar, se é que já não voltou e se esconde tal como eu num destes buracos sujos.  Tenho dias em que só quero morrer pelas minhas mãos, outros dias em que acordo com ganas de dar cabo deles todos, se ao menos soubesse como...&lt;br /&gt;Já percebi que eles farejam medo, que nos lêem dentro da cabeça, sabem para onde vamos e nos moem tanto o corpo como a alma, esta parte disse-me o vigário. Os gajos não gostam do vigário, não lhe tocam, têm-lhe asco. Ele não quis fugir, ficou na capela. Pensa que a malta que lá ficou tem que ser salva, só não percebeu é que todos os que ficaram estão fodidos. Foram mordidos e em breve se vão transformar também. &lt;br /&gt;Se ao menos eu conseguisse chegar ao padre. Se eles lhe têm nojo o homem é de serventia para os que como eu fugiram. Já tentei reunir mais homens para voltarmos à aldeia, mas nenhum tem tomates, nenhum dá as caras. Eles sabem que só quando estamos escondidos nos buracos é que não nos sentem. Por isso sair só para arranjar o que comer e mesmo assim o risco é muito. &lt;br /&gt;Sempre que saio para caçar tento estudá-los melhor. Hoje sei que vou descobrir um bocadinho mais. Só não posso sentir medo, medo não, nunca. O medo é que o eles cheiram primeiro.&lt;br /&gt;Já escureceu e de noite é menos perigoso, eles não enxergam bem, só cheiram, cheiram o medo. Mas eu não posso ter medo, não agora que precisam de mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Caixa número 30 /Documentos por identificar. Prioridade: Máxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: A aguardar análise de laboratório forense.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-1550291190359389901?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/1550291190359389901/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=1550291190359389901&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1550291190359389901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1550291190359389901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/10/o-inverno-e-aldeia-12.html' title='O Inverno e a Aldeia 11'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-5274316292326233569</id><published>2009-10-23T14:48:00.004+01:00</published><updated>2009-10-23T15:10:12.947+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia 10</title><content type='html'>Lisboa, 7 de Setembro de 1974&lt;br /&gt;Correspondência Pessoal/Devolvido ao Remetente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana não faz sentido impedires-me de ir aí. &lt;br /&gt;Se o risco que corro é perder-te para sempre se te procurar, diz-me então o que é que muda se ficar?&lt;br /&gt;O que é que se passa de tão grave? As cartas que remeto aos meus pais são devolvidas com uma enorme cruz sobre os seus nomes, os telegramas que tento enviar não chegam. De Sta. Apolónia dizem-me que o velho apeadeiro de S.Vicente da Lua encerrou, que não há bilhetes de comboio para aí chegar. Que terei que percorrer os 70 quilómetros que separam as Penhas da Saudade de S. Vicente pelo meu próprio pé, entre bosques e florestas. Ainda assim estou disposto a ir, enfrentarei lobos, tempestades, geadas para encurtar a distância entre nós. Mas rogo-te que me respondas, que me dês uma luz de esperança, um sinal por mais ínfimo que seja e eu irei. Viveremos aqui mesmo na Capital, longe do que te atormenta aí. O meu quarto chega para nós.&lt;br /&gt;Vivo ensurdecido com o silêncio que me chega daí. Se a tua resposta não vier dentro deste mês partirei e não há nada, nem ninguém que me impeçam de te resgatar do que quer que seja.&lt;br /&gt;Envio-te estas letras pelo filho dos Alvares que parte hoje mesmo para S.Vicente de boleia com um colega nosso de faculdade. &lt;br /&gt;Do sempre teu&lt;br /&gt;Júlio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correspondência Pessoal/ Recebida juntamente com o documento anterior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S.Vicente da Lua (data omissa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlio devolvo-te a tua carta, tenho medo que a apanhem. Eles parecem desprovidos de cérebro, mas...(ilegível)... O filho dos Alvares disse que ia tentar chegar às Penhas da Saudade e pedi-lhe que enviasse....(ilegível)... Eles querem matar-nos a todos.... Os teus pais, eles não sobrev...(manchado de substância de cor vermelha)...Ajuda-me a fugir, vem por favor esquece tudo o que te disse e vem... Espero um filho teu, tira-nos daqui... Vou tentar... (ilegível).... Na floresta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: Prova redigida com o que parece ser sangue de animal, não foi usada tinta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-5274316292326233569?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/5274316292326233569/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=5274316292326233569&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5274316292326233569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5274316292326233569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/10/o-inverno-e-aldeia-10.html' title='O Inverno e a Aldeia 10'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-5284344961449341635</id><published>2009-10-19T18:20:00.005+01:00</published><updated>2009-11-04T18:57:58.773Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia 9</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;/em&gt;(Clicar no &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;play&lt;/span&gt; e começar a leitura, &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;please&lt;/span&gt;...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mM5YDI7ttME&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mM5YDI7ttME&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Aldeia de S. Vicente da Lua, 24 de Dezembro de 1952&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A quem aprouver.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Hoje tentei abalar daqui outra vez. Os filhos da &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;puta&lt;/span&gt; ficam-se no cerco a este buraco onde estou enfiado. &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Cabrões&lt;/span&gt;. Já &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;não&lt;/span&gt; boto apeguilhos ao bucho há dois dias. Não tenho dúvidas que estes &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;caralhos&lt;/span&gt;, estes meio-sangue de merda vão tentar sair daqui para tomar outra terra qualquer. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Consegui ir até à aldeia. O fedor... pedaços de homem e mulher enontram-se espalhados pelos cantos, meio comidos meio por comer. Os gajos cagam onde comem. Entrei na casa do Ernesto Mouco, ele é costumeiro de ter o fumeiro  atado na cozinha. Lá estavam os chouriços! Eles não comem a nossa comida. Nós somos o mata-bicho deles! Quando ia a abalar estava lá um. Estranhei estar sozinho, costumam andar em bando como os ciganos. Covardes! Era um meio-sangue dos pequenos, um meia-&lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;leca&lt;/span&gt; de merda que me mostrou os dentes serrados, sujos de terra. Ainda andava curvado como um macaco. Atirou-se à minha perna e levou um pontapé bem em cheio no focinho! Já não me apoquentam os pequenos. São ainda crias a aprender a lutar. A merda toda é que uma cria nunca anda longe da mãe...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ouvi o grito na rua de trás. Parecia alguém a riscar um quadro de ardósia. MERDA! MERDA! MERDA! Pisei o meia-&lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;leca&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;não&lt;/span&gt; tive tempo de o matar e corri pela vida! Só se pode correr, em pelejando com os grandes. Apareceu num pincho na esquina da rua e consegui ver. Estão sempre a escorrer cuspo os filhos da &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;puta&lt;/span&gt; esfaimados. Este corria como um louco e conseguia sentir o seu bafo &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;merdoso&lt;/span&gt; na minha espinha. Saquei do meu bordão de atiçar o gado e, sem parar de correr, balancei-o para trás e espetei-lho com ele nas trombas! Nem soube o que o atingiu!! Ficou no chão, a espernear que nem um bezerro acabado de nascer. Mas fui apanhado à traição por outro, que se atirou para cima de mim. &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;FODA&lt;/span&gt;-SE, não sei de onde ele saltou mas a minha sorte foi que rebolámos pelo chão e ele largou-me. Ainda sinto a sua sua carne &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;rançosa&lt;/span&gt; na minha mão, como se fosse carne podre a criar aquele &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;bafio&lt;/span&gt;, aquela &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;ranha&lt;/span&gt; viscosa que surge antes dos &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;murcões&lt;/span&gt; começarem a crescer. Agarrei numa pá que me apareceu e bati-lhe com toda a minha força! Não devo ter acertado em cheio porque se levantou e voltou a perseguir-me. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não há mais nada a fazer. Corri e fugi deles todos com a pá a bater neles e nas paredes, nos grandes e nos pequenos, nem sei quantos eram mas eram muitos. Não sei como se matam os grandes e não consigo matar os pequenos porque nunca andam sozinhos. Enfiei-me no meu buraco outra vez. Consegui trazer dois chouriços que não sei até quando me aguentam... O meu coração bate na minha garganta. Não sei até quando vou viver, mas sei que estes &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;cabrões&lt;/span&gt; não me comem sem eu dar luta. Filhos de um corno manso hão-de morrer de &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;caganeira&lt;/span&gt; se me comerem. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;No meio dos que me atacaram consegui ainda ver as feições da Maria das Dores, do Zé Pastor e do Ernesto Mouco. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-5284344961449341635?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/5284344961449341635/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=5284344961449341635&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5284344961449341635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5284344961449341635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/10/o-inverno-e-aldeia_19.html' title='O Inverno e a Aldeia 9'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-3497557595835442360</id><published>2009-10-19T16:15:00.003+01:00</published><updated>2009-10-19T17:22:37.731+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia 8</title><content type='html'>&lt;strong&gt; Alberto &lt;br /&gt;                                   Outono de 1950&lt;br /&gt;                                      A Chegada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua mão esquerda uma pequena mala com poucos pertences. Alguns livros dos quais nunca se separava, duas, ou três camisolas quentes para vestir debaixo da batina, pois ouvira dizer que naquela aldeia o vento chegava a doer nos meses de Inverno.&lt;br /&gt;Na mão direita a Bíblia puída pela leitura diária e apaixonada.&lt;br /&gt;Olhou S.Vicente da Lua do topo da colina onde se encontrava e respirou fundo, inspirou cada detalhe da paisagem que se prostrava perante o olhar comovido daquele homem de Deus.&lt;br /&gt;A sua primeira Paróquia, os primeiros fiéis, almas humildes ainda puras pela falta do cinzento das grandes cidades. Esta seria a sua missão e tomá-la-ia com os dois braços e o coração inteiro, disso estava certo. Alberto nunca tivera um chamamento épico, uma força visceral a puxá-lo para o seio da Igreja. Fora um caminho sereno o que percorrera até decidir entrar para a vida austera de serviço ao Altíssimo. Não quisera fugir a nada, nem de ninguém. Quisera sim correr na direcção da fé e fizera-o sem medo.&lt;br /&gt;E agora ali estava ele, prestes a entrar na vida activa de um padre, comovido até aos ossos, portador da credulidade dos que acabaram de se iniciar.&lt;br /&gt;Acedera ao pedido do Bispo de Coimbra sem perguntas. O anterior Vigário de S.Vicente da Lua suicidara-se e o escândalo em torno daquela morte pecadora levou a que a Paróquia estivesse sem regente durante largos anos. O seu querido amigo e Bispo confiara nele, um jovem padre, a nobre missão de retomar as actividades da Santa Madre Igreja na aldeia.&lt;br /&gt;Um ruído desviou Alberto do rumo dos seus pensamentos. As folhas de Outono sob os seus pés levantaram-se como que movidas por uma brisa invisível e formaram uma espécie de caminho esvoaçante sobre o seu olhar atónito. Podia jurar que sentia uma mão quente a pressionar-lhe as costas na direcção que as folhas indicavam e uma voz suave no seu ouvido que lhe dizia: Vai!&lt;br /&gt;Apertou a bíblia com toda a força na palma da mão e rezou enquanto caminhava na direcção de um ruído. À medida que as folhas iam caindo sem vida sobre o chão húmido de Outubro, o som foi ficando mais claro, até ser impossível não perceber que um homem e uma mulher se amavam escondidos entre as árvores da floresta.&lt;br /&gt;Quis virar costas e retomar o caminho da aldeia, mas a mão invisível aprisionava-o ao chão e a voz segredava-lhe: “Vê! Vê com os teus próprios olhos o que perdeste Alberto”.&lt;br /&gt;As árvores que cobriam os jovens amantes afastaram-se como que por encantamento, deixando-os desnudos ao azulado e terno olhar do vigário.&lt;br /&gt;Ele cobria de beijos o corpo quase transparente dela, com uma dedicação que só empreende quem ama. Ela gemia baixinho sob os seus lábios, como que transportada ao mais belo dos lugares. Enquanto entrava suavemente dentro daquela bela mulher ele entoava palavras de amor, como se lhe cantasse ao ouvido, para serenar o que não precisava de conforto, para adocicar o que já de si parecia tão doce. Alberto estremeceu, não de luxúria, mas de encantamento por tamanho amor.&lt;br /&gt;- Amo-te Joana, vou ser sempre teu, para sempre teu.&lt;br /&gt;- Também te amo Júlio, fica comigo…&lt;br /&gt;O Vigário forçou-se a contrariar a mão que o mantinha preso naquela contemplação, usando para isso todo o fervor da sua fé:&lt;br /&gt;- Deixa um homem de Deus continuar o seu caminho, nada tenho a fazer aqui – Sussurrou.&lt;br /&gt;- “Vê o que perdeste padre! Olha-os uma última vez”&lt;br /&gt;A voz era assexuada, indefinida, perigosamente tentadora, mas Alberto levantou o crucifixo que lhe pendia do pescoço bem alto e rezou com quantas forças tinha, estugando o passo colina abaixo. Um único pensamento lhe movia os sentidos: Sair da floresta, chegar o mais depressa que conseguisse ao abrigo da casa de Deus e reflectir sobre o que acabara de acontecer...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-3497557595835442360?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/3497557595835442360/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=3497557595835442360&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/3497557595835442360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/3497557595835442360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/10/o-inverno-e-aldeia-8.html' title='O Inverno e a Aldeia 8'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-9103341191898187322</id><published>2009-10-16T18:15:00.004+01:00</published><updated>2009-11-03T23:08:34.291Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia 7</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(Documento prioritário.)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Diário da Viagem, dia 56.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Parti dos montes onde me tinha acomodado nos últimos dias hoje, pela fresca. O dia estava esplendoroso e quente. Estranho para o mês de Novembro! Caminhei algumas horas descendo pelas rochas menos íngremes das montanhas e cheguei à planície ao início da tarde. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Hoje fui, mais uma vez confrontado com o poder da Natureza, afinal a principal razão desta viagem só comigo e com a minha mochila. Uma viagem de auto-conhecimento através da Mãe Natureza, uma caminhada espiritual de confronto comigo mesmo e com os meus limites. Uma espécie de eremita itinerante. Mas, dizia, a Natureza tem os seus mistérios e o dia, que &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;amanhecera&lt;/span&gt; radioso, escureceu abruptamente. O Sol pareceu ter-se escondido atrás dos imponentes calhaus que dominam estas terras. No final da tarde avistei um pequeno aglomerado de casas. Inicialmente foi-me difícil percebê-las tal era o peso do nevoeiro sobre elas. As casa pareciam espectros flutuantes que apareciam e desapareciam a seu &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;bel&lt;/span&gt;-prazer. Não vi habitantes. Ao chegar apercebi-me que se trata de uma aldeia deserta! Que privilégio o meu de poder caminhar onde já só os fantasmas do passado vagueiam.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Entrei em algumas casas, muitas ainda com vestígios de vida: as mesas, as cadeiras, algumas fotos de família. Certamente ninguém voltou a este local inóspito para reclamar os pertences dos seus queridos. Acho que pertencem ao monte agora. Deixei-os ficar. Escrevo à luz das velas da velha capela, guardado pelos santos que me olham dos seus altares.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(fim de página, ler página seguinte.) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Diário da Viagem, dia 57. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Este &lt;strong&gt;(nódoa)&lt;/strong&gt; está amaldiçoado. A luz do dia permitiu-me ver melhor. Há crucifixos &lt;strong&gt;(nódoa)&lt;/strong&gt;, de cabeça para &lt;strong&gt;(nódoa)&lt;/strong&gt;. Alguns espalhados pelas ruas. Os cães selvagens que me têm seguido desde &lt;strong&gt;(nódoa) &lt;/strong&gt;desapareceram. O nevoeiro é &lt;strong&gt;(nódoa)&lt;/strong&gt; pesado. Pesa sobre os ombros, dobra-nos, retira-nos a alegria. Em algumas casas as paredes estão manchadas com &lt;strong&gt;(nódoa)&lt;/strong&gt;, como se alguém &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-corrected"&gt;tivesse&lt;/span&gt; atirado latas de tinta contra elas. Mas não é de tinta que se trata... tremo &lt;strong&gt;(nódoa)&lt;/strong&gt;... sangue!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Durante todo o dia senti-me seguido mas, cada vez que olhava &lt;strong&gt;(nódoa)&lt;/strong&gt; o nevoeiro. Maldito nevoeiro... não fui capaz de encontrar um &lt;strong&gt;(nódoa) &lt;/strong&gt;saída deste lugar. Cada rumo que tomava trazia-me de volta a &lt;strong&gt;(nódoa)&lt;/strong&gt;, a igreja. Ouço uivos mas não há cães e os lobos não se aproximam. Há algo de malévolo &lt;strong&gt;(nódoa)&lt;/strong&gt;. Partirei &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;log&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="BACKGROUND-COLOR: #ffff00"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Documento encontrado junto a cadáver ainda não identificado. Resto da página coberta de sangue. Não existem mais entradas.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-9103341191898187322?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/9103341191898187322/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=9103341191898187322&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/9103341191898187322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/9103341191898187322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/10/o-inverno-e-aldeia_16.html' title='O Inverno e a Aldeia 7'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-4470363254769103272</id><published>2009-10-15T11:02:00.003+01:00</published><updated>2009-10-16T18:14:48.079+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>o Inverno e a Aldeia 6</title><content type='html'>Actualidade Sede da Polícia Judicária - Lisboa&lt;br /&gt;Alguns recortes de jornal, cartas rasgadas unidas como um puzzle caseiro, desenhos infantis com um tom demasiado macabro, relatórios de análises de ADN, relatórios periciais, fotografias de famílias inteiras que pareciam devolver o olhar a quem as fitava e dezenas de pequenos objectos não identificáveis por um observador desatento repousavam num enorme quadro de cortiça presas meticulosamente, obedecendo a uma ordem que só o Inspector entendia.&lt;br /&gt;Apagou o último cigarro do maço e passou as mãos pelos cabelos salpicados de cinzento. Levantou-se sentindo as pernas pegajosas pelo calor que se fazia sentir no gabinete e deu um pontapé na inútil ventoinha que se limitava a espalhar ondas de calor em seu redor.&lt;br /&gt;- Nem que seja a última merda que faça na minha vida, eu vou conseguir descobrir-te, viva ou morta! Porra para isto tudo! Nada bate certo!&lt;br /&gt;Desta vez o pontapé saiu na direcção da sua própria cadeira que se limitou a girar em torno de si própria enquanto gemia baixinho, gozando com ele. Tudo parecia zombar de si, até o próprio gabinete, claustrofóbico de luzes fluorescentes que acendiam e apagavam consoante o seu estado de espírito.&lt;br /&gt;Desapertou o colarinho suado e apoiou-se no imenso placar fitando cada uma das pessoas retratadas nas imagens, buscando nos seus olhares vazios a resposta.&lt;br /&gt;Retirou do bolso a carta que não chegara a etiquetar como prova e segurou-a na palma da mão quente e poderosa. Podia sentir as pontas dos dedos de quem a escrevera a percorrerem o contorno dos seus finos lábios.&lt;br /&gt;O seu estado de transe foi interrompido por um estrondo seguido da mais completa escuridão. Mas ele nem pestanejou, estava mais do que acostumado às nuances das luzes naquele gabinete. Limitou-se a recitar interiormente o conteúdo da carta que sabia de cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Documento não anexado ao rol de provas. Categoria: Correspondência Pessoal.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Aldeia de S Vicente da Lua, 10 de Agosto de 1974&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlio rogo-te que não regresses.&lt;br /&gt;Se tens ainda no teu coração algum amor por mim fica na cidade, não me procures mais.&lt;br /&gt;Eu não sou a mesma Joana que deixaste. Dentro de mim cresce alguma coisa que não consigo mais controlar, agora tenho a certeza disso. Só pode ser Ele que veio para nos buscar a todos, a cada um de nós. O Vigário tem colocado cruzes sobre as nossas casas quase todas as noites, mas de nada nos valem. Estamos irremediavelmente tomados.&lt;br /&gt;Temo o nosso reencontro, pois o amor que julgas nutrir por mim esfumar-se-á assim que pisares a Aldeia, assim que vires no que me transformei.&lt;br /&gt;Não desejo voltar a tocar-te, a olhar-te, a falar-te, pois assim como o nosso caso começou, como um fogo terminou com a mesma rapidez.&lt;br /&gt;Se tornares à terra não te perdoarei e tudo o que tivemos deixará de ser uma boa recordação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grito gutural fez com que os vidros das janelas estremecessem à beira do colapso e as luzes reacenderam-se como que por magia. Só passados uns segundos é que percebeu que aquele rosnar cavernoso saira de dentro da sua própria boca. Ele jamais voltaria a ter paz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-4470363254769103272?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/4470363254769103272/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=4470363254769103272&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/4470363254769103272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/4470363254769103272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/10/o-inverno-e-aldeia-6.html' title='o Inverno e a Aldeia 6'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-964535836062263625</id><published>2009-10-14T17:34:00.005+01:00</published><updated>2009-11-03T23:07:25.204Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia 5</title><content type='html'>(Documento nº 578, caixa nº 76, tipologia: recorte de jornal / documento público)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÚLTIMA HORA: ACTRIZ QUERIDA DO POVO LISBOETA ASSASSINADA!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Maria da Conceição &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Felismino&lt;/span&gt;, conhecida do grande público como &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Sãozinha&lt;/span&gt;, apareceu ontem morta no seu apartamento na marginal de Cascais. A polícia mobilizou todos os seus efectivos para tentar encontrar pistas que permitam encontrar e levar à justiça o autor de tão hediondo crime. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar dos esforço para obter dados que permitam esclarecer o público acerca das &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;circunstâncias&lt;/span&gt; da morte de &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Sãozinha&lt;/span&gt;, a polícia bloqueou todos os acessos aos luxuosos apartamentos onde vivia a actriz. Fonte próxima da investigação, contudo, declarou ao nosso jornal que se tratou de uma morte violentíssima, com traumatismos corporais que deixaram o corpo quase &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;irreconhecível&lt;/span&gt;. Contactado pelo nosso jornal, o agente de &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;Sãozinha&lt;/span&gt; declarou "ela não tinha inimigos! Era uma pessoa querida por todos, no meio do teatro e saía à rua sem qualquer tipo de dissimulação. Toda a gente gostava dela!", visivelmente emocionado. Os vizinhos de &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;Sãozinha&lt;/span&gt;, membros da alta sociedade de Cascais como a proeminente família Bourbon e Cyrne, não prestaram declarações oficiais mas fizeram saber da sua consternação pela morte, ocorrida num dos condomínios mais seguros do país. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao fim da manhã, muitos populares juntaram-se junto ao cordão de segurança montado pelas forças policiais. A tristeza era a nota dominante e logo surgiram as primeiras flores, velas e fotos da malograda actriz. "Era como se fosse minha filha... adorava vê-la no teatro e nas novelas. E era natural de uma terra bem próxima da minha..." declarou, entre lágrimas, uma fã da actriz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Maria da Conceição &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;Felismino&lt;/span&gt; era natural da Aldeia de São Vicente da Lua, tendo nascido em 29 de Março de 1941. Mudou-se para Lisboa na década de cinquenta perseguindo o sonho de ser actriz. Foi com o filme "Adeus Adeus minha Terra" que se tornou conhecida do grande público. Morre em &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;circunstâncias&lt;/span&gt; trágicas e ainda por esclarecer após uma carreira de 10 anos de sucesso. Na edição de amanhã será publicado um artigo biográfico em homenagem a &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;Sãozita&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A redacção presta publicamente, as condolências à família e amigos da actriz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado na edição de "A Voz Lisboeta" de 10 de Outubro de 1973. Ver documento relacionado nº 579, na mesma caixa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-964535836062263625?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/964535836062263625/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=964535836062263625&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/964535836062263625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/964535836062263625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/10/o-inverno-e-aldeia_14.html' title='O Inverno e a Aldeia 5'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-2708596940964656756</id><published>2009-10-13T17:26:00.008+01:00</published><updated>2009-10-14T18:19:52.118+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia - 4</title><content type='html'>Documento nº3, caixa 12, tipologia: cópia de registo simples/ a destruir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Albergaria Nossa Senhora dos Pinhais&lt;br /&gt;Travessa do..., nº 4, Lugar de Magusteiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nome completo: Joaquim ????&lt;br /&gt;Proveniência: Aldeia de São Vicente da Lua&lt;br /&gt;Entrada: 11/Outubro/195...&lt;br /&gt;Saída: ND&lt;br /&gt;Pagamento: ND&lt;br /&gt;Observações: o rapaz estava vizivelmente perturbado e bastante &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;(letra ilegível) &lt;/span&gt;muito nervozo só sei que era de São Vicente porque deixou cair uma fotografia de uma rapariga com a igreja de lá por tráz e dizia para Joaquim, com amor, Conceição.&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;(linha em branco)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tentei cumprir as ordens do patrão e pôr o hóspede na rua, mas ele começou a (letra ilegível) e atacou-me &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;(letra ilegível)&lt;/span&gt;. Sem sinais de embriaguez mas com &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;(ilegível)&lt;/span&gt; nas unhas.&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;(duas linhas em branco)&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;Nota à parte, colada no registo:&lt;/span&gt; Patrão, se quizer que eu continue ao vosso servisso não fasso mais o turno da noite. Tenho filhos a criar e &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;(completamente ilegível)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;(uma linha em branco) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Nota à parte, colada no registo:&lt;/span&gt; Patrão, vou-me embora com os meus filhos para longe daqui. Não se preocupe com as contas. Fique com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Conclusão: registo e notas escritos por Manuel Silverino, viúvo, funcionário da Albergaria Nossa Senhora dos Pinhais de 1940 até à data do presente registo, n.1919, pai de Guilhermina Silverino n. 1939 e Manuel Silverino Filho, n. 1942.&lt;br /&gt;Paradeiro de Manuel Silverino: desconhecido.&lt;br /&gt;Paradeiro de Guilhermina Silverino: desconhecido&lt;br /&gt;Paradeiro de Manuel Silverino Filho: desconhecido.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-2708596940964656756?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/2708596940964656756/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=2708596940964656756&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2708596940964656756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2708596940964656756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/10/o-inverno-e-aldeia-parte-4.html' title='O Inverno e a Aldeia - 4'/><author><name>Melissinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18202737288608170635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/SY8vxBBpKCI/AAAAAAAAAKA/Tfhay72WoDI/S220/amigos+006.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-6398328553004249331</id><published>2009-10-13T14:06:00.006+01:00</published><updated>2009-10-19T17:22:58.277+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>o Inverno e a Aldeia 3</title><content type='html'>Documento nº 25/ Caixa 3 / Tipologia: Correspondência Pessoal Vigário Alberto/ Em análise&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldeia de S. Vicente da Lua, 2 de Julho de 1952&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que Bispo, meu Caro amigo Pedro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com as mãos trémulas pela crescente falta de fé e vergadas pela dor que lhe redijo o que penso ser a minha última missiva. A gélida temperatura que se instalou na aldeia nestes meses de verão impede-me de continuar a escrever-lhe, pois com o gelo veio também a artrite não apenas nos meus frágeis ossos, mas acima de tudo na minha empobrecida alma.&lt;br /&gt;Enquanto os gemidos da noite e do vento (assim quero acreditar) gritam lá fora este seu amigo não dorme, caminha de batina pela capela, cai de joelhos defronte do altar, apela sem agravo a todos os santos redentores. Porquê meu Deus, porque é que não consigo chamar o rebanho à igreja nem como refúgio do frio que se faz sentir? Porque é que a palavra do Senhor deixou de fazer sentido aos habitantes da aldeia? Eles que me enchiam a capela todos os dias do mais puro dos fervores? &lt;br /&gt;Porque é que sinto que já não sou bem-vindo nas suas casas, nas suas vidas? E acima de tudo porquê este vacilar interior que me atormenta, este fogo numa alma que se quer humilde? &lt;br /&gt;À noite tudo surge para me roubar a pouca sanidade que resta. Escuto gemidos, preces longínquas em sânscrito, vejo sombras. Sei que tudo não passa de uma interminável provação de fé, mas porquê a mim? &lt;br /&gt;Continuo a colocar noite após noite os crucifixos sobre as portas das habitações, tal como me aconselhou, mas basta um par de dias para que retornem à proveniência. Contei-lhe já como as cruzes de Cristo reaparecem na capela pregadas ao contrário sobre o altar…&lt;br /&gt;Quero ser mais forte que tudo isto, Deus sabe que tenho tentado ver as coisas sob o seu olhar, mas sinto-me no final de um longo caminho infrutífero e sinto que Ele está na sombra à espera para me levar a qualquer momento...&lt;br /&gt;Aguardo impacientemente ordens suas meu amigo, pois se nenhuma orientação me der, estou em crer que me perderei irremediavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu servo e amigo&lt;br /&gt;Alberto&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Sobre a folha de papel encontrados vestígios de uma substância de cor avermelhada que se repete sobre a entrada número 2 desta sequência. Aguarda análise do laboratório.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-6398328553004249331?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/6398328553004249331/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=6398328553004249331&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6398328553004249331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6398328553004249331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/10/o-inverno-e-aldeia-3.html' title='o Inverno e a Aldeia 3'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-7611155624784359829</id><published>2009-10-12T20:46:00.007+01:00</published><updated>2009-11-03T23:06:22.702Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(Documento nº 66, caixa 5, &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Status&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;: em análise)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Querido Diário:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinto-me triste. Uma tristeza profunda que não vem de dentro. Não é como as outras tristezas que já senti antes.  É uma tristeza que vem de fora. É como se a tristeza fosse transportada por este estranho nevoeiro que envolveu toda a aldeia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje na escola &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;proíbi&lt;/span&gt; os meninos de sair para o recreio. Ficámos todos dentro da sala, mas ninguém falou ou brincou. O silêncio pareceu-nos tão pesado que ninguém sequer se levantou do seu lugar. No corredor ouvia-se a discussão exaltada entre o Padre, o guarda Abel e a menina &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Cidinha&lt;/span&gt;. Os seus gritos chegavam-nos aumentados e distorcidos pelas paredes de pedra fria. A menina &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Cidinha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; saiu para a rua a chorar. &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;Vimo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;-la através das janelas. Correu para fora dos portões da escola e desapareceu, envolvida pela névoa. O padre Alberto saiu logo depois dela mas travou a fundo junto aos portões. Parecia que tinha batido contra uma parede. Regressou lentamente para dentro. Nunca virou as costas aos portões. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Continuo a ser olhada com desconfiança desde que cheguei. Parece que me culpam pelo abandono da antiga professora. Os pais não me falam, o padre não me consulta, as velhas beatas segredam à minha passagem. Apenas uma pessoa sorri para mim. Um homem com aspecto doce mas com a pele escura pelo sol que apanha nas eiras. Parece que todos discutem na aldeia. No caminho para casa notei a melancolia que paira sobre este lugar. As luzes estão apagadas em quase todas as casas. As portas fechadas e os &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-corrected"&gt;crucifixos&lt;/span&gt; pregados da parte de fora. Nunca tinha visto tantas cruzes em tantas portas. Algumas delas estavam meio abertas mas não sei se alguém tinha entrado ou tinha saído. Ouvi alguns homens a berrar com as suas mulheres, com os seus filhos. Não querem que saiam de casa. Alguns deles não vão há escola há dias. Dizem que foi comigo que chegou o nevoeiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os cães pararam de ladrar. Os cães ladram sempre durante a noite. Ao desafio. Se um começa logo outro o acompanha e depois outro e outro. Fico sempre contente por os ouvir ladrar. Consigo imaginar o som dos cães a viajar pelas ruas da aldeia. Mas também isso acabou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Das traseiras da escola vi três sombras que se deslocavam no bosque. As árvores escondiam-nos porque parecia que eles apareciam num lugar para depois desaparecer e voltar a surgir num local diferente. Acho que foram eles que fizeram calar todos os cães. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;Releio&lt;/span&gt; o que escrevi. Acho que esta solidão a que estou votada, a forma fria como as gentes me tratam desde que cheguei estão a  fazer-me ver coisas...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-7611155624784359829?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/7611155624784359829/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=7611155624784359829&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/7611155624784359829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/7611155624784359829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/10/o-inverno-e-aldeia_12.html' title='O Inverno e a Aldeia 2'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-135102580275708468</id><published>2009-10-11T22:41:00.012+01:00</published><updated>2009-10-26T10:06:06.238Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Inverno e a Aldeia'/><title type='text'>O Inverno e a Aldeia  1</title><content type='html'>(documento nº 41, caixa 17 - tipo: correspondência pessoal. Status: a destruir)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldeia de São Vicente da Lua, 14 de Outubro de 195...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querida Maria da Conceição, que Deus te guarde sempre, minha sobrinha.&lt;br /&gt;Sei que é assim que se costuma acabar as cartas, mas prefiro escrever o mais importante já, para o caso de algo me impedir de terminar esta missiva. É que algo tão simples e pequeno, como o tempo que levo a mandar-te as notícias desta aldeia que deixaste, deixou de ser certo. Por isso, desta vez não te escrevo a contar das coscuvilhices da vizinhança e da algazarra dos mais pequenos, ou do padre estranho que nos mandaram este ano, ou da escola que ainda não conseguiu encontrar uma professora à tua altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há tempo, minha doce Conceição, sei-o com a certeza de todos os meus cabelos brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo-te sim, do Inverno que trouxe geadas demasiado cedo este ano – como se também ele temesse pelo tempo que lhe resta - ou sobre as petúnias da minha querida irmã e tua mãe, que deixei morrer ainda não sei bem como, quebrando uma de duas promessas: a de cuidar de ti e delas, suas filhas amadas. Digo-te ainda que suspenderam o terço das segundas à noite e os bordados das quintas no salão paroquial. Estes dias, ficamos todos em casa ao cair da noite, desfiando e bordando os nossos próprios pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma coisa está a passar-se nesta tua terra, Conceição. Viúvas de luto aliviado voltaram a cobrir-se de negro, as crianças não saem em debandada no fim das aulas. Deixaram de brincar no pátio da igreja também. Se eu pensar bem, há muito tempo que não oiço o Zezinho da Eulália, ou o Inácio, ou o pequeno Pedro do padeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças têm estado em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não quero encher-te de ralações, pois foste para Lisboa em busca do teu sonho, ser actriz, e não para te preocupares com esta gente que te virou as costas. Toda a aldeia falou de ti, mas fizeste ouvidos moucos, e ainda bem. Quem nasce com a tua capacidade para entender a alma humana está destinado a voos mais altos, e por isso ajudei-te a ir. Tu realizaste o meu sonho, que era aprender a ler e a escrever, em troca da tua liberdade. Nada mais justo. Deste-me a chave das palavras, eu dei-te as chaves da tua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca te tinha dito isto, pois não? Acho que não. Esta carta já parece uma despedida de uma velha moribunda. Deves pensar que tolinha é a tua tia... mas, se pensares bem, o que sabemos nós da hora da nossa partida? Nada. Ou quase nada.&lt;br /&gt;Só podemos senti-la.&lt;br /&gt;Como um Inverno que chega demasiado cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despeço-me assim, minha querida Conceição, na esperança de te mandar notícias mais animadoras da próxima vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todo o amor desta tia que te quer como mãe,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Dulce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS – tentei dar a fotografia ao Joaquim, mas não o encontrei ainda. Há dias que ninguém o vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Rabiscado em rodapé: fotografia ??? MD - desaparecida em 1/11/195..., Joaquim ??? sobrenome??? &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-135102580275708468?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/135102580275708468/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=135102580275708468&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/135102580275708468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/135102580275708468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/10/o-inverno-e-aldeia.html' title='O Inverno e a Aldeia  1'/><author><name>Melissinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18202737288608170635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/SY8vxBBpKCI/AAAAAAAAAKA/Tfhay72WoDI/S220/amigos+006.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-7301164686931291760</id><published>2009-10-09T16:58:00.002+01:00</published><updated>2009-10-09T17:00:17.619+01:00</updated><title type='text'>Então???</title><content type='html'>Mas afinal não se começa aqui outra história??? Um gajo retira-se durante uns dias e já nada se faz neste blog...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-7301164686931291760?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/7301164686931291760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=7301164686931291760&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/7301164686931291760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/7301164686931291760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/10/entao.html' title='Então???'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-5429141745875001968</id><published>2009-09-30T21:44:00.003+01:00</published><updated>2009-09-30T22:58:19.692+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>O Prazer à distância de um botão.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Daniel entrou no quarto da mãe e encontrou-a pendurada no tecto, lívida. Ainda mais alva do que o normal. Aquele branco marmóreo &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;contrastava&lt;/span&gt; com o negro das suas vestes. "Mãe?" &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;sussurrou&lt;/span&gt; Daniel que sabia que Alva detestava que falassem alto na sua presença. Olhou-a e sentiu os seus olhos vazios. Estranhou o baloiçar do corpo da mãe. O grito da empregada que descobriu aquele cenário assustou-o. Encostou-se a um canto e assistiu ao desespero de Thomas a suportar o peso do corpo, ao choro compulsivo das empregadas, á chegada dos homens de negro que a retiraram do laço mortal, ao padre que entoava orações sombrias e ao silêncio do quarto quando todos se retiraram. Ninguém pareceu dar pela sua pequena presença. No chão da sala, o véu mortal repousava. A medo, Daniel aproximou-se e pegou no véu negro. Aproximou-o da face e foi &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-corrected"&gt;invadido&lt;/span&gt; pelo cheiro a incenso intenso que dele emanava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mesmo cheiro que invadiu o corpo de &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; na noite em que foi visitada pelo Anjo Negro. No dia seguinte a essa noite, acordou dorida e com estranhas marcas negras nas costas. Descobriu que tinha imensa dificuldade em respirar e e&lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;m&lt;/span&gt; mover-se mas não se lembrava de nada. A noite era um enorme buraco na sua memória. Sentiu o desprezo e a rispidez das freiras e dos padres e estranhou a ausência de um dos padres do convento. Entretanto foi adoptada e abandonou o convento mas sempre com aquele buraco negro na sua memória. Anos mais tarde, quando trabalhava numa empresa como secretária de um dos directores, entrou numa sala e sentiu aquele cheiro novamente. Sentiu-se invadida por ele, dominada por ele. Acordou no dia seguinte, nua, no meio de escombros de um incêndio e, logo depois, perdeu tudo. E ganhou um novo hiato na sua mente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Daniel cresceu atormentado pela mãe. Na &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;adolescência&lt;/span&gt; via-a &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;esporadicamente&lt;/span&gt;. Atrás de uma árvore, no cimo das escadas, sentada na sua cama. E ele guardava sempre o véu perto de si. Quando &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; chegou, Daniel estava lá. Assistiu ao seu encontro com Carvalho, o zelador. E, pela primeira vez, Alva falou com ele. "Esta mulher é o Diabo!" disse-lhe. E Daniel seguia-a, para todo lado. Estava lá quando &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; seduziu Thomas, estava lá quando &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; se masturbava freneticamente. E não resistiu aos feitiços que &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; lhe lançou quando se entregou a ela. Depois disso, Alva falava com ele constantemente "Tens de os matar!" gritava-lhe sem cessar. Depois de ser enviado para o Seminário, um bondoso padre percebeu a tormenta daquele jovem. Cuidou dele e percebeu a razão da loucura de Daniel: o confronto com a morte violenta da sua mãe. E quando viu o véu de Alva encontrou a razão! Através de um processo doloroso de hipnose regressiva, Daniel pode finalmente confrontar-se com a sua perda e fazer o luto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando Daniel entrou no quarto de &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; e Thomas, &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; sentiu aquele odor a preenchê-la de novo. Sentiu claramente a sua sanidade a abandoná-la e abandonou-se ao sabor da &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-corrected"&gt;lascívia&lt;/span&gt;.  Apoderou-se dela uma vontade selvagem e atacou Thomas com fulgor. A sua língua tentava penetrar fundo na boca de Thomas. Guiou-o até aos seus seios firmes gemendo "Lambe-me..." enquanto disparava um olhar felino em direcção a Daniel. "Daniel, por favor, preciso de um homem que me preencha, que me penetre com a força e o volume que eu preciso... e tu tens isso Daniel, suplico-te... INVADE-ME!!" Daniel deixou cair o véu e retirou-se. "Não tomarei parte nesta loucura..." enquanto &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; se colocou em cima da Thomas. Abriu as pernas e sentou-se na face dele, como se desejasse que ele se introduzisse, todo ele, no seu húmido túnel. Thomas fazia tudo para aplacar aquele fogo que a consumia. A sua língua penetrava-a o mais fundo que era capaz mas nada chegava! &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; repetia continuamente "Preciso de um cajado forte e duro... preciso de um homem a sério..." e Thomas desistiu. Sentia-se humilhado, &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-corrected"&gt;diminuído&lt;/span&gt;, derrotado. Afastou-a e sentou-se na cama. "&lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt;... precisamos de resolver... &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt;?", mas ela estava absorta pelo véu, obcecadamente a olhá-lo como se a sua vida dependesse disso! "&lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt;? &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;GINA&lt;/span&gt;!!" mas ela continuava hipnotizada por um qualquer poder que o véu destilava. Num salto, agarrou o pedaço de tecido e queimou-o. O cheiro a incenso foi rapidamente consumido pelas chamas e &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-corrected"&gt;substituído&lt;/span&gt; pelo das fibras queimadas. &lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; despertou e estava confusa. "Meu amor, o que se passou?", e Thomas percebeu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns meses de terapia bastaram para &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; recuperar os buracos negros da sua memória. Compreendeu e aceitou o que lhe tinha acontecido e foi finalmente feliz! Fazia amor com Thomas muito regularmente, descobriram juntos novos acessórios de prazer que a satisfaziam. Falavam muito e amavam-se sem reservas. Mas Thomas sentia-se levemente infeliz. muito embora o tentasse disfarçar e &lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; percebia isso. Até que um dia, &lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; entrou no quarto com a felicidade estampada no rosto! "Thomas, meu amor!!! Olha, olha o que eu descobri!! Vê...." e passou uma revista para as mãos de Thomas. Ele olhou a pagina e pegou na revista. Por um longo momento não manifestou qualquer emoção mas depois chorou. E chorando abraçou longamente &lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; dizendo "Obrigado meu amor, muito obrigado!!". &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; devolveu o abraço e a revista caiu no soalho lustroso do quarto. Na página via-se a foto de um pénis de onde saiam fios electrónicos ligados a uma consola com alguns botões e na legenda "Descubra a primeira prótese &lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;peniana&lt;/span&gt; do mercado!! A suavidade e &lt;span id="SPELLING_ERROR_29" class="blsp-spelling-error"&gt;verosimilhança&lt;/span&gt; do &lt;span id="SPELLING_ERROR_30" class="blsp-spelling-error"&gt;silicone&lt;/span&gt; moldado à sua medida aliada à tecnologia de ponta. Com uma pequena intervenção cirúrgica, o prazer está à distância de um botão".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E viveram felizes para sempre. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-5429141745875001968?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/5429141745875001968/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=5429141745875001968&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5429141745875001968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5429141745875001968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/09/o-prazer-distancia-de-um-botao.html' title='O Prazer à distância de um botão.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-4734909430268109326</id><published>2009-09-29T10:39:00.001+01:00</published><updated>2009-09-29T10:41:10.030+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>Finalmente o Véu</title><content type='html'>Gina beijou o rosto de Thomas, sorvendo cada lágrima que lhe molhava a pele, como se quisesse livrá-lo de toda a dor que sentia. As mãos dele percorreram a parte de dentro da curta camisa de noite e acariciaram-lhe a pele demasiado macia naquela zona sensível. Gina estremeceu e envolveu-o nos seus braços num abraço que lhe cortou o fôlego.&lt;br /&gt;Thomas desprendeu-se e olhou-a repleto de uma frustração muda.&lt;br /&gt;- Como é que vamos conseguir viver assim? &lt;br /&gt;Gina pegou suavemente na mão dele e conduziu-a até à zona mais quente do seu corpo arrepiado.&lt;br /&gt;- Há formas de continuarmos felizes Thomas. Eu quero acreditar que vamos conseguir sim. Por favor vamos pelo menos tentar.&lt;br /&gt;A porta do quarto rangeu de forma assustadora e um rosto pueril assomou, olhando-os num misto de doçura e arrependimento. Daniel tinha mudado. Em vez de envelhecer, havia regressado à ingenuidade juvenil que perdera algures entre tanta loucura.&lt;br /&gt;- Daniel? – A voz de Thomas estava enrouquecida, quase chocada.&lt;br /&gt; O olhar de Gina caiu sobre o pedaço de tecido que Daniel segurava entre os dedos. Um tecido delicado, vaporoso que parecia libertar uma luz avermelhada como que por magia.&lt;br /&gt;- Aqui o tem. O véu é seu, faça dele o que bem entender. Durante o internamento fui visitado por um padre que me curou. Isto já não exerce qualquer influência sobre mim.&lt;br /&gt;Thomas tremeu, a simples imagem daquele véu era o suficiente para despertar nele mais náuseas do que podia suportar.&lt;br /&gt;- Está com medo de quê? Força, pegue nele, queime-o, rasgue-o, abrace-o, consuma-o, eu já não quero saber. Vou ingressar no Seminário amanhã mesmo. Nada disto me toca, me afecta.&lt;br /&gt;Gina estremeceu face à palavra Seminário, todas as memórias bíblicas da sua infância regressaram em catadupa, deixando-a a arfar. Apertou com força a mão daquele homem ao seu lado enquanto fitava Daniel.&lt;br /&gt;- Estás mesmo bem Daniel? &lt;br /&gt;Gina teve que desapertar os botões da camisa de noite que a asfixiava, toda ela era fogo. Seria a luz daquele maldito véu que a penetrava em silêncio?&lt;br /&gt;- Já lhe disse que estou curado – Daniel atirou o véu na direcção do pai que o agarrou como se de uma chama se tratasse. O seu rosto ficou automaticamente púrpura assim que o tecido lhe tocou a pele e Thomas chamou o jovem que se afastava já.&lt;br /&gt;- Espera Daniel!&lt;br /&gt;O olhar de Daniel caiu sobre o pai, para logo se desviar para o peito generoso de Gina.&lt;br /&gt;- Tenho uma proposta para te fazer. Um pedido.&lt;br /&gt;O véu despertava cada poro da sua pele, ardia-lhe como ácido e as palavras voaram antes que tivesse tempo de pensar sobre elas.&lt;br /&gt;- Fica connosco.&lt;br /&gt;Gina pousou a mão sobre o véu e completou o pensamento de Thomas. Os dois eram agora um só, pensavam em uníssono, freneticamente.&lt;br /&gt;- Fica Daniel. Serás a parte que nos falta.&lt;br /&gt;Thomas beijou languidamente Gina, enquanto esta olhava Daniel suplicante, abrindo levemente as suas longas pernas e mostrando-lhe o caminho que deveria seguir...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-4734909430268109326?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/4734909430268109326/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=4734909430268109326&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/4734909430268109326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/4734909430268109326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/09/finalmente-o-veu.html' title='Finalmente o Véu'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-568011006536257167</id><published>2009-09-24T23:25:00.002+01:00</published><updated>2009-09-25T00:06:25.223+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>Alva.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Alva. Alva era o seu nome. Conhecia-a ela era ainda muito jovem e eu um já um homem feito, com 19 anos. Não sei se os seus pais preconizaram a sua aparência física através do nome mas a sua pele era clara e limpa. Uma perfeição à vista e ao toque. Os seus olhos claros eram de um azul-água cristalino que até hoje não vi em mais mulher nenhuma. E era tímida. Muito tímida. Inicialmente não lhe prestei muita atenção. Estava mais interessado nas caçadas a`cavalo que o seu pai organizava nas suas terras. Estas terras que hoje me pertencem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu era um jovem rebelde e &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;inconsequente&lt;/span&gt;, famoso entre as donzelas da alta-sociedade pelas minhas desventuras sexuais! Até que, um dia, alva olhou para mim e os seus olhos prenderam-me. Parecia estar enfeitiçado por aqueles olhos cor de mar e nunca mais olhei outra mulher. &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Entregámo&lt;/span&gt;-nos um ao outro debaixo da sombra protectora do Grande Carvalho, nos limites das propriedades. Cavalgávamos até lá e &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-corrected"&gt;fazíamos&lt;/span&gt; amor sem reservas, sem tabus e depois adormecíamos para acordar já demasiado tarde para que não fossemos descobertos! O seu pai, apesar da minha fama de marialva, gostava da minha energia e começou a incluir-me na gestão dos homens e dos trabalhos na propriedade. Casámos numa cerimónia simples debaixo do mesmo Grande Carvalho que enfeitou de branco, como a cor da sua pele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os primeiros tempos de casamento foram vividos em contínua lua de mel. Todos os pretextos eram suficientes para nos tocarmos, para abraçar e para, eventualmente, nos enrolarmos no nosso pequeno ninho de amor. Mas Alva escondia uma parte de si que se revelou ao primeiro contratempo: o ciúme! Quando, numa tarde de Outono entrou na sala onde eu e uma velha amiga que nos visitava, ficou tão furiosa que destruiu as loiças da cerimónia do casamento. Esse foi o ponto de viragem Passámos a discutir quase todos os dias e ela tornou-se obsessiva. Seguia-me para todo o lado e não raras vezes me insultou em público. O meu interesse por ela esmorecia na medida inversa do aumento da sua loucura. Deixei de dormir na mesma cama, o que só aumentou a sua certeza de traição. Num acto tresloucado de ciúme, seduziu um dos nossos empregados e, dormindo com ele, engravidou. Nove meses depois nascia Daniel. O empregado desapareceu nesse mesmo dia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alva nunca tratou de Daniel. Passou a vestir-se de negro e a usar um véu a cobrir a face. Se por vergonha, não sei. Tornou-se numa fanática religiosa e &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;púdica&lt;/span&gt;, com tiques de moralidade vitoriana. Andava muitas vezes pela casa, murmurando orações de excomunhão ou falando com ela própria. O pai dela morreu, desgostado com o deplorável estado da filha e eu fiquei só com ela e Daniel. O ambiente tornou-se insuportável levando a que todos os empregados se despedissem. Todos menos Constança, que chegou já depois da loucura de Alva mas que parecia entendê-la e até ser capaz de racionalizar com ela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa noite, Alva apareceu no meu quarto, nua e tresloucada. Queria que fizesse amor com ela mais uma vez. Dizia que se sentia as entranhas em fogo e que precisava que eu a apaziguasse. Recusei, uma e outra vez. Alva enforcou-se nessa mesma noite. Com o véu que lhe cobriu a face durante tantos anos. Alva foi a enterrar, o véu desapareceu e nunca mais tive &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-corrected"&gt;descanso&lt;/span&gt; desde então."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Obrigado meu amor, por te teres revelado a mim de forma tão íntima. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; beijou Thomas longamente enquanto se envolviam num abraço, tentando que os seus corpos nus se tocassem na maior parte de pontos possíveis. Thomas derramou uma lágrima que &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; logo lambeu da sua face.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-568011006536257167?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/568011006536257167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=568011006536257167&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/568011006536257167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/568011006536257167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/09/alva.html' title='Alva.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-5078769126743644457</id><published>2009-09-24T14:49:00.003+01:00</published><updated>2009-09-24T14:53:01.650+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>Romantismo</title><content type='html'>Toda a sucessão de imagens do passado dava a Gina a força que precisava para continuar a massajar o peito de Thomas, conferindo às suas frágeis mãos uma força que desconhecia. &lt;br /&gt;- Vive Thomas, vive! Não me podes deixar aqui entregue ao passado, por favor vive!&lt;br /&gt;Soprava-lhe uma dádiva de ar sobre os lábios, enquanto a massagem de reanimação prosseguia, impiedosa, já não dependendo de si. Era alguém que movia os braços por ela, alguém superior a ela. Gina chorava, mas as lágrimas eram agora a sua voz que gritava por ajuda.&lt;br /&gt;Foi como num sonho que viu entrar ajuda e como num sonho que foi também ela carregada em braços para longe dali.&lt;br /&gt;- Salvem-no, façam alguma coisa, ele não pode morrer, não nos meus braços! Eu tenho que amar, eu ainda consigo amar…&lt;br /&gt;E tudo ficou negro como um manto de noite sobre os seus olhos molhados.&lt;br /&gt;Gina acordou o que podiam ser dias ou meses depois. Um quarto demasiado claro, demasiado branco atordoou-a por breves instantes antes de se aperceber que alguém a seu lado a velava.&lt;br /&gt;- Thomas? &lt;br /&gt;E um sorriso sofrido confirmou-lhe a suspeita. Aquele homem outrora forte e determinado estendia-lhe agora uma mão frágil e magra, afagando-lhe o rosto.&lt;br /&gt;-Salvaste-me Gina… Mas sofreste uma emoção tão forte que caíste num sono profundo.&lt;br /&gt;- Quanto tempo? Há quanto tempo é que estou aqui? – Tentava sorrir-lhe de volta, mas não conseguia.&lt;br /&gt;- Há dois meses minha querida. – Aquele era mesmo o dono de Netherfield, frio e distante? Parecia-lhe transformado, talvez pela emoção quente que só o amor confere.&lt;br /&gt;- E tu? Como é que estás? &lt;br /&gt;- Referes-te à parte de mim que me faz mais homem?&lt;br /&gt;Gina anuiu sem sombra de embaraço.&lt;br /&gt;- Sou agora menos homem Gina. Tiveram que optar entre a minha virilidade e a minha vida. Estou vivo, mas menos eu. – Os seus lábios donos de uma quentura desconcertante beijaram-lhe a palma da mão que se arrepiou.&lt;br /&gt;- E o Daniel? Ele, ele foi preso? O que é que lhe aconteceu?&lt;br /&gt;- O Daniel está internado numa instituição para doentes mentais, mas em breve vai ter alta. Os velhos fantasmas de Netherfield nunca mais apareceram para me atormentar, anda tudo estranhamente calmo desde a catástrofe.&lt;br /&gt;- Talvez tenham tido a sua vingança. - Gina queria acreditar nas suas próprias palavras.&lt;br /&gt;Thomas desviou o olhar, como se escondesse alguma coisa e colocou os seus lábios sobre os lábios de Gina, quase como numa carícia. Foi com deleite que Gina deixou que a língua dele reconhecesse cada recanto da sua boca. Deixou-se beijar, sem tomar parte do processo, gozando apenas a sensação de se sentir completamente preenchida em tantos sentidos além da carne...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-5078769126743644457?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/5078769126743644457/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=5078769126743644457&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5078769126743644457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5078769126743644457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/09/romantismo.html' title='Romantismo'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-8689807345128333673</id><published>2009-09-23T23:33:00.003+01:00</published><updated>2009-09-23T23:37:31.206+01:00</updated><title type='text'>Deita cá pra fora!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"E eu, e eu?" dizia numa voz tão fina que arrepiava, o pénis agora separado do seu amo e senhor De &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Netherfield&lt;/span&gt;, "E agora quem me afaga, quem me dá carinho? Sinto-me tão sozinho..." enquanto derramava lágrimas espessas e leitosas do seu olhinho único, qual &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Cyclops&lt;/span&gt; fálico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Não tenho o que escrever no "Cheirinho...")&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-8689807345128333673?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/8689807345128333673/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=8689807345128333673&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8689807345128333673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8689807345128333673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/09/deita-ca-pra-fora.html' title='Deita cá pra fora!!'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-7136486349863716856</id><published>2009-09-22T15:24:00.001+01:00</published><updated>2009-09-22T15:28:56.038+01:00</updated><title type='text'>Peguem nela...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As peças encaixam-se (e de que maneira!)  na história de Gina. Abusada enquanto pré-adolescente, será santa ou o diabo em pessoa? Que mistério encerra a morte de Thomas? O que aconteceu ao seu pénis decepado? Quem controla a fúria de Daniel? Quem são as mulheres que aparecem sempre nos cenários de tragédia?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algumas da meninas que pegue no cajado, digo, na história, faz favor!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-7136486349863716856?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/7136486349863716856/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=7136486349863716856&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/7136486349863716856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/7136486349863716856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/09/peguem-nela.html' title='Peguem nela...'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-8400378368043210977</id><published>2009-09-21T21:04:00.004+01:00</published><updated>2009-09-21T22:24:50.066+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>O Palpitar da Paixão:Anjo Negro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; cresceu e tornou-se numa jovem mulher. Aos olhos expressivos e pele alva, juntaram-se o despontar de voluptuosos seios e um corpo torneado de uma mulher. O movimento ondulante das suas ancas, &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;bamboleando&lt;/span&gt; as suas nádegas firmes era agora comentado em surdina pelos padres do convento. Sendo apenas uma pré-púbere, &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; despertava já o desejo naqueles homens ressequidos pela maldade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A noite estava calma, anormalmente escura, a Lua coberta por grossas nuvens que encobriam os predadores. Talvez por isso não se ouvisse o som dos animais nocturnos. Nem a coruja, nem os cães, nem mesmo os laboriosos ratos do forro do quarto de &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; davam sinais de actividade. Ela dormia um sono agitado, como se sentisse falta do embalo da música da noite, como se o breu lhe atiçasse os sentidos. Por isso despertou quando ouviu o fino ranger da porta do seu quarto, que se abria. Apercebeu-se de um vulto de contornos indefinidos, um fantasma de negro, um espectro que pairava aos pés da sua cama. &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; afundou-se nos lençóis, amedrontada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"-&lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;Schiuuuuu&lt;/span&gt;, minha menina... não faças barulho.", o espectro falava enquanto invadia o leito, "Vais receber a comunhão mais importante de todas. A comunhão divina só reservada para os nossos cordeiros mais especiais." A sua voz era sussurrada, &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;sibilina&lt;/span&gt;. &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; notou uma ansiedade contida no tom em que falava o espectro como se travasse uma batalha interior com algo maligno dentro dele. Agarrou na mão dela e, suavemente, guiou-a dizendo "Vem sentir o vigor do meu cajado. O cajado a que servirás a partir de hoje". &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; sentiu a sua mão a fechar-se sobre um corpo duro mas com pele enrugada e, enquanto apertava a mão de &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; sobre o seu cajado, o espectro guiava-lhe agora o braço em movimentos &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-corrected"&gt;rítmicos&lt;/span&gt;, fazendo a sua mão deslizar naquele corpo duro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; estava petrificada. Que entidade era aquela? Seria anjo ou demónio? Um anjo-negro. A sua mente estava fechada a qualquer pensamento e sentia-se invadido por um sentimento de nojo que aquele objecto duro, coberto por uma pele &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;escorregadia&lt;/span&gt; e mal-cheirosa lhe causava. Sentia apenas a sua textura, que se propagava ao longo do braço, e os movimentos como se fossem involuntários. O espectro &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;fê&lt;/span&gt;-la parar e deslizou para baixo dos cobertores poeirentos. Ela sentia a sua respiração pesada no seu umbigo, nas suas coxas. Abriu as pernas, como que hipnotizada por uma serpente e sentiu a língua do espectro, quente e húmida, lambendo suavemente os lábios da sua boca do prazer. Estremeceu, estranhando. O espectro lambia cada vez mais avidamente, mordiscava e sorvia. De repente, &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; contorceu-se, &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-corrected"&gt;involuntária&lt;/span&gt; e inesperadamente. O espectro atingia-a &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;agoro&lt;/span&gt; num ponto preciso, mesmo na união superior dos lábios, e atacava-o com precisão. &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; conteve um grito e agarrou os &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-corrected"&gt;lençóis&lt;/span&gt; com força. Sentia-se molhada, um líquido espesso molhava-lhe o interior das coxas. Perguntou-se se seria a saliva do espectro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"-Estás pronta.", o anjo negro subiu pelo meio das sua pernas e encarou &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; que fechou os olhos. "Recebe o meu cajado dentro de ti...". &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; sentiu o seu cajado duro a invadi-la. Foi atingida por uma dor que nunca tinha sentido. Uma dor que não doía mas que se propagava, impiedosamente, por todo o seu corpo. O anjo avançava, uma e outra vez, penetrando no seu íntimo cada vez mais fundo. &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; sentia o controlo sobre o seu corpo a abandonar os seus comandos e a sucumbir a algo que crescia agora dentro dela. Algo que emergia das sombras do seu corpo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"-&lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;AHHHHHHHHHHHH&lt;/span&gt;!!!" o anjo gritou, como se tivesse libertado um peso, como se se evadisse de uma prisão. &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; sentiu um fluxo quente dentro dela. A lua libertou a sua luz por momentos e reflectiu-se num objecto que pendia do pescoço do anjo. &lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; foi ofuscada por aquele clarão momentâneo e viu a enorme cruz que o Bispo sempre ostentava por fora da sua batina. Um sorriso de escárnio nasceu na face de &lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; "-Já acabou Sr. Bispo? Ora, ora..." a Lua finalmente vencera as trevas e iluminava a noite em todo o seu esplendor! &lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; libertou-se do peso do anjo agora revelado e montou-o com uma agilidade &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;felina&lt;/span&gt;. Lambia-lhe a face enquanto prendia firmemente o cajado com uma das mãos. O padre exibia uma face de surpresa e desnorte, enquanto &lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; introduzia o se membro já não tão hirto na sua caverna novamente. Com os joelhos firmemente apertados contra os flancos do padre assustado e as mão segurando-o no peito mantendo-o aprisionado, &lt;span id="SPELLING_ERROR_29" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; movia os &lt;span id="SPELLING_ERROR_30" class="blsp-spelling-error"&gt;quadris&lt;/span&gt; em todas as direcções imagináveis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"-Dá-me mais padreco, DÁ-ME MAIS!!" Com a respiração a &lt;span id="SPELLING_ERROR_31" class="blsp-spelling-error"&gt;entrecortar&lt;/span&gt;-lhe o discurso &lt;span id="SPELLING_ERROR_32" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; enlouquecia de prazer "SIM... SIM... eu... estou... quase...quase.... QUASE!!! &lt;span id="SPELLING_ERROR_33" class="blsp-spelling-error"&gt;AIIIIIIIIIII&lt;/span&gt;!!"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_34" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; acordou com o som da sua porta a bater. O bispo entrava, secundado pela Madre Superiora e dois diáconos. Entoavam em uníssono: "Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome...". O bispo acercou-se de &lt;span id="SPELLING_ERROR_35" class="blsp-spelling-error"&gt;gina&lt;/span&gt; e, de dentro da sua capa revelou um chicote de 3 pontas com nós nas extremidades. Despiu &lt;span id="SPELLING_ERROR_36" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; violentamente e virou-a contra a parede. À primeira investida, &lt;span id="SPELLING_ERROR_37" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; caiu no chão. A segunda &lt;span id="SPELLING_ERROR_38" class="blsp-spelling-error"&gt;fê&lt;/span&gt;-la desmaiar.     &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-8400378368043210977?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/8400378368043210977/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=8400378368043210977&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8400378368043210977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8400378368043210977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/09/o-palpitar-da-paixaoanjo-negro.html' title='O Palpitar da Paixão:Anjo Negro'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-3251298158313850483</id><published>2009-09-16T16:26:00.005+01:00</published><updated>2009-09-17T15:43:46.141+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>O Palpitar da Paixão: os lençóis da morte.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Daniel entrou no quarto da jovem empregada da mansão &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Netherfield&lt;/span&gt;. Cabeça baixa, a respiração pesada e acelerada, o corpo tenso, braços baixados ao longo do corpo. A lâmina suja com os últimos despojos da virilidade decepada de Thomas. Deixou tombar o machado que, ressoando no soalho, chamou a atenção da jovem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"DANIEL! O que se..." Sem permitir que a jovem terminasse a sua pergunta, Daniel avançou sobre ela bruscamente. Agarrou-a nos ombros e empurrou-a contra a cama, virando-a violentamente de costas para si. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Mas, Daniel..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Cala-te." sussurrou entre dentes. Empurrou-a com força para cima da cama e ergueu-lhe os &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;quadris&lt;/span&gt;, obrigando-a a ficar apoiada nos joelhos. A bata de serviçal voou para um canto do quarto e a fina &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;lingerie&lt;/span&gt; de renda não foi obstáculo para a fúria de Daniel. A jovem não lutou ficando antes extremamente excitada com esta versão animalesca do adolescente que sempre fora tão meigo com ela. O quarto estava agora repleto com o odor dos fluidos que molhavam todo o interior daquela mulher. Daniel sentiu esse cheiro e ao pegar no cabo do seu corpo julgou, por momentos, estar novamente com o cabo do machado nas suas mãos. Guiou o seu pau másculo e duro até à entrada da húmida caverna e invadiu-a sem aviso, apressadamente, violentamente. A empregada suprimiu um grito e Daniel avançava e recuava furiosamente. Como se quisesse derrubar algo com o seu aríete de ferro. Daniel olhava para as costas suadas e delineadas da empregada a contorcerem-se num misto de dor e de prazer, os seus &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;quadris&lt;/span&gt; a recuarem oferecendo um caminho fácil para que aquele aríete de pura rocha a invadisse a seu &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;bel&lt;/span&gt;-prazer. Apoiada apenas num braço, acariciava-se e simultâneamente afagava as &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;entumescidas&lt;/span&gt; bolas de Daniel. Daniel acometia-a furioso e pensava &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;Puta&lt;/span&gt;, és uma &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;puta&lt;/span&gt; como aquela &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt;..." agarrou-a pelos cabelos e puxou-se mais para dentro dela. Ela gritou e parou com as carícias. Daniel, com uma mão a agarrar os finos cabelos e com a outra firmemente apoiada no fundo das costas da empregada, penetrava-a como um animal, bufava e estava no limite da sua velocidade. Pensava em &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; e em Thomas e queria castigá-los e estava agora a aplicar toda a sua raiva naquela mulher que gemia agora ruidosamente, um gemido de dor. Daniel finalmente sentiu a sua arma de arremesso a endurecer até ao limite e rebentou, despejando toda a sua raiva dentro da inocente empregada. Largou-a e ela saiu, coxeando e com a face molhada pelas grossas lágrimas que teimavam em escorrer-lhe pela face. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentou-se na cama &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;exaurido&lt;/span&gt; pela fúria que o consumiu e que libertara momentos antes. Sentiu uma mão que pousava leve no seu ombro, quase imperceptível como o toque de um leve lençol de seda. Não conteve mais o choro que combatia e disse, num pranto&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Mãe. Que fiz eu?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O que precisava ser feito, meu filho..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Thomas estava deitado no chão frio e duro. Ao seu lado o outrora imponente &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;pelourinho&lt;/span&gt; da sua masculinidade definhava, roxo e mirrado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt;..." chamou-a com uma voz sumida "&lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt;, há algo que tenho que precisas saber..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Não, Thomas, não fales, poupa-te enquanto eu chamo ajuda!" &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; chorava copiosamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Ouve-me, &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt;, não tenho muito mais tempo... ela nunca te largará enquanto não desapareceres... como as outras... descobre o véu... e &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;destrói&lt;/span&gt;-o... é a única maneira de seres feliz..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Mas, Thomas, estás a alucinar. Perdeste muito sangue... deixa-me ir...."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"NÃO! O véu... &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;destrói&lt;/span&gt; o véu... &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;destr&lt;/span&gt;...." A sua voz perdeu-se e apagou-se a luz dos seus olhos. Uma poça de sangue eram os lençóis da morte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-3251298158313850483?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/3251298158313850483/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=3251298158313850483&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/3251298158313850483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/3251298158313850483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/09/o-palpitar-da-paixao-os-lencois-da.html' title='O Palpitar da Paixão: os lençóis da morte.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-7371136042658266302</id><published>2009-09-16T10:51:00.002+01:00</published><updated>2009-09-16T10:53:04.541+01:00</updated><title type='text'>Um Enfermeiro Por Favor!!!!</title><content type='html'>Onde está um enfermeiro? Eu preciso de um enfermeiro!!!!! Ninguém me vê aqui e se me pisam e se me esmagam?&lt;br /&gt;Enfermeiro Miguel vem tratar de mim antes que me deitem fora!!!!&lt;br /&gt;Gritava o pénis cada vez mais pálido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-7371136042658266302?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/7371136042658266302/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=7371136042658266302&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/7371136042658266302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/7371136042658266302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/09/um-enfermeiro-por-favor.html' title='Um Enfermeiro Por Favor!!!!'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-3198661716458039182</id><published>2009-09-11T15:07:00.004+01:00</published><updated>2009-09-11T15:09:17.976+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>O Palpitar da Paixão - Jaz Morto e Arrefece</title><content type='html'>Um grito gutural, quase animal enche a divisão, congelando tudo em volta. Um grito de guerra enraivecido torna a voz de Daniel irreconhecível enquanto se lança na direcção de Thomas com um olhar possuído. Este apenas tem tempo de cobrir Gina com o seu próprio corpo, escudando-a daquela brutal investida.&lt;br /&gt;- Tu mataste-a e agora vais morrer também como o cão que és! – Daniel desfere o primeiro golpe, mas Thomas consegue travá-lo com um pontapé bem aplicado no peito do jovem.&lt;br /&gt;- Daniel o que é que se passa? – A voz de Gina soa estranhamente calma. Calma demais. Mas nenhum dos dois a escuta, pois envolveram-se numa mortífera luta pela vida. Thomas querendo prolongar a sua própria vida, Daniel querendo ceifá-la a todo o custo. &lt;br /&gt;- A minha mãe morreu por tua culpa, das tuas depravações e agora vais pagar por isso, tu e essa cadela no cio!&lt;br /&gt;- Daniel eu nunca matei a tua mãe, eu amava-a com todas as minhas forças! A Gina não tem culpa de nada, simplesmente aconteceu. Eu tenho o direito de refazer a minha vida.&lt;br /&gt;Thomas completamente despido, despojado da sua virilidade, parecia quase patético a Gina que tentava cobrir-se com uma almofada, enquanto se aproximava dos dois. &lt;br /&gt;- Eu é que enfeiticei o Thomas. Se queres matar alguém mata-me a mim – Gina estava agora entre os dois e o seu peito tentava suster a respiração assustada. Do outro lado da janela as duas mulheres pareciam sorrir, cúmplices, como se dominassem toda a cena que se desenrolava.&lt;br /&gt;Qualquer coisa demoníaca bailava no olhar do jovem, enquanto fitava ora um, ora outro, como para decidir qual dos dois leva primeiro para o Inferno.&lt;br /&gt;- Gina sai daqui, foge. – A voz de Thomas é agora um fio inaudível. A única motivação que Daniel precisava para soltar o carrasco de dentro de si. Levantando o machado bem alto prepara-se para tirar Gina do caminho, da pior forma possível, mas Thomas empurra-a deixando que o machado tombe sobre ele e Daniel, atrapalhado acaba por enterrar a lâmina mais abaixo, bem mais abaixo do coração.&lt;br /&gt;Um jacto de sangue corre pelas pernas do patriarca, enquanto este cai de joelhos, sucumbindo à dor e ao choque. Gina grita num exorcismo improvisado:&lt;br /&gt;- Ordeno-te que deixes este corpo em nome de Cristo!&lt;br /&gt;Daniel treme, pois mesmo à sua frente, empunhando o velho crucifixo como uma arma, Gina reza com uma devoção assustadora. Daniel parece vacilar ante as palavras divinas.&lt;br /&gt;- Ordeno-te que deixes este servo de Deus em nome de Cristo! Vai de retro Satanás! Pai Nosso Que Estais no Céu...&lt;br /&gt;Daniel sente-se agoniado, não suporta a visão da cruz, as palavras santas queimam-no por dentro.&lt;br /&gt;Gina olha a janela enquanto reza, as duas mulheres desapareceram.&lt;br /&gt;Thomas está caído no chão, desfalecido de dor e mesmo ao seu lado, ironicamente arrancado pela raiz, jaz o seu membro sem vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-3198661716458039182?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/3198661716458039182/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=3198661716458039182&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/3198661716458039182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/3198661716458039182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/09/o-palpitar-da-paixao-jaz-morto-e.html' title='O Palpitar da Paixão - Jaz Morto e Arrefece'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-2441469511464486156</id><published>2009-09-06T13:11:00.002+01:00</published><updated>2009-09-06T13:12:17.536+01:00</updated><title type='text'>Uma nuvem que lá passa parece dizer, baixinho</title><content type='html'>"Mais vale pousares o machado e descansares um bocadinho, Daniel."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-2441469511464486156?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/2441469511464486156/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=2441469511464486156&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2441469511464486156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2441469511464486156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/09/uma-nuvem-que-la-passa-parece-dizer.html' title='Uma nuvem que lá passa parece dizer, baixinho'/><author><name>Melissinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18202737288608170635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/SY8vxBBpKCI/AAAAAAAAAKA/Tfhay72WoDI/S220/amigos+006.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-2802318922671213548</id><published>2009-08-31T22:30:00.006+01:00</published><updated>2009-09-01T22:33:44.375+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>O Palpitar da Paixão -  Êxtases</title><content type='html'>Uma chuva miudinha molhava a terra vermelha do cemitério da propriedade Netherfield naquela tarde abafada de Verão, criando pequenos córregos encarnados que escorriam entre os sapatos e barras das saias dos poucos presentes à volta do caixão. Ninguém dizia nada. Ninguém se entreolhava. Não havia lágrimas, nem choro. O esquife baixa à terra enquanto o padre diz as suas últimas palavras.&lt;br /&gt;- Vieste do pó e ao pó voltarás, Constança Belleview.&lt;br /&gt;Gina levanta os olhos pela primeira vez, e mesmo sob o véu que lhe cobre respeitosamente a vista, encontra o olhar cheio de ódio de Daniel. Gina abana a cabeça, perturbada como se dissesse que não.&lt;br /&gt;Não, não fora ela a cometer aquele crime hediondo.&lt;br /&gt;- Descanse em paz, Mrs. Belleview.&lt;br /&gt;O padre retira-se. Pouco a pouco, os empregados da mansão Netherfield o seguem, numa procissão cheia de sussurros e troca de olhares evitados durante a cerimónia fúnebre. Gina vê que lhe apontam o dedo, que dizem o seu nome em surdina.&lt;br /&gt;No meio deste incómodo, sente uma mão firme sobre o seu ombro. Vira-se.&lt;br /&gt;- Venha comigo. Você está visivelmente abalada e precisa de descansar.&lt;br /&gt;- Os empregados vão falar, Sr. Netherfield. – diz com uma voz grave.&lt;br /&gt;- Desde que não a importunem, podem falar à vontade. Mas o primeiro que a incomodar será despedido.&lt;br /&gt;Netherfield oferece-lhe o braço, que Gina aceita, relutante. Saem os dois em direcção à mansão. Gina ainda olha para trás, para encontrar mais uma vez o semblante de raiva de Daniel sob a chuva que começa a cair mais forte. Mas um casaco quentinho que cai sobre si como um abrigo afasta-a daquela visão sombria.&lt;br /&gt;- Obrigada, Sr. Netherfield.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegam completamente ensopados à pequena sala privada de Netherfield, pois um longo caminho separa o cemitério da casa grande. Gina tira os grampos que prendem o véu e o xaile que cobre o seu regaço, deixando que os seus cabelos fartos rolem sobre o seu peito generoso. Netherfield não esconde um ar de surpresa. Corando, Gina desculpa-se e faz-se à saída.&lt;br /&gt;- Muito obrigada por me ter acompanhado, Sr. Netherfield. Se precisar de alguma coisa, estarei no meu quarto…&lt;br /&gt;- Gina…&lt;br /&gt;A voz é rouca, com um sofrimento e ânsia contidos.&lt;br /&gt;- Fique, por favor. Beba um brande comigo.&lt;br /&gt;Envergonhada, Gina senta-se. Aceita o brande que Netherfield lhe põe nas mãos. Cansada dos últimos eventos, Gina bebe o brande de um só trago. Pouco habituada ao álcool, o calor invade-a de súbito. Netherfield repara e ri-se.&lt;br /&gt;- Deixe-me ajudá-la.&lt;br /&gt;Netherfield solta os atilhos do decote de Gina, que, assustada, salta para trás. Um pensamento invade-a, aquecendo o seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laura não está lá. Laura morreu. Ela está livre daquele demónio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe, Gina, só queria ajudar…&lt;br /&gt;- Oh, e ajudou, Sr. Netherfield… - Gina segura a mão dele sobre o seu peito – ajudou muito. Obrigada…&lt;br /&gt;Gina larga a mão de Netherfield, que afrouxa a pressão que fazia sobre os atilhos da blusa dela. Estão soltos, e os seus seios estão agora em plena liberdade. Inebriada pelo brande, Gina suspira de olhos fechados e deixa-se relaxar completamente sobre o sofá. Netherfield tem a respiração acelerada.&lt;br /&gt;- Menina Virgínia…&lt;br /&gt;Num sorriso lânguido, Gina replica.&lt;br /&gt;- Chame-me Gina, senhor. Gina, apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Netherfield entende aquele singelo consentimento e enlaça-a num beijo longo e morno, que para ela tem sabor a um pecado consentido, desejado. A língua dele é sôfrega e explora os seus recantos. Lábios, pálpebras, lóbulo… pescoço… nuca. Gina é pura alegria e liberdade. Decidida, alcança o membro de Netherfield, enrijecido sob as calças. Desembaraça-o em movimentos rápidos e, fazendo deslizar o seu desnudo tronco para baixo, sorve toda a masculinidade daquele homem, que uiva de prazer. Gina olha-o nos olhos enquanto lhe dá aquele momento de satisfação oral, lânguida, húmida.&lt;br /&gt;Querendo retribuir, Netherfield puxa o seu frágil corpo e, num único impulso viril, coloca-a sentada no braço do sofá, mergulhando entre as suas saias, encontrando as suas partes moles e quentes e saboreando o doce néctar que Gina lhe oferece.&lt;br /&gt;Nunca foram tão felizes. Nem tão livres.&lt;br /&gt;Fazendo com que Netherfield se sente, Gina, afastando bem as suas pernas, senta-se lentamente sobre o seu sexo, sentindo aquela maravilhosa e libertadora dor, tomando ela as rédeas do acto, sendo ela a agente daquela penetração. Netherfield agarra-a pela cintura e embala-a com ritmo, doce ao princípio, cada vez mais frenético a cada investida. Têm os olhos fechados ao aproximar-se do inevitável êxtase.&lt;br /&gt;O relógio da sala bate as doze badaladas enquanto os dois se banham no calor e humidade um do outro, gemendo alto. Ter-se-ão passado assim tantas horas, Gina pensa rapidamente. De facto, é noite lá fora. As cortinas estão abertas.&lt;br /&gt;Nada importa. Netherfield e Gina chegam ao clímax ao mesmo tempo. Netherfield, exangue e exausto, mergulha no regaço nu de Gina, que finalmente abre os olhos para as janelas. A chuvinha fina agora é uma tempestade furiosa, e um ou outro clarão invade a sala de quando em quando.&lt;br /&gt;E agora ela tem a certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma mulher a olhá-la numa delas. Veste negro e é muito pálida.&lt;br /&gt;Na outra janela, outra mulher, coberta com um véu branco.&lt;br /&gt;Constança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração de Gina pára. Netherfield larga-a, de repente. Gina olha-o e vê que o seu olhar está fixo na porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá está Daniel, encharcado, com um machado na mão. O seu olhar pede sangue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-2802318922671213548?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/2802318922671213548/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=2802318922671213548&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2802318922671213548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2802318922671213548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/08/o-palpitar-da-paixao-extases.html' title='O Palpitar da Paixão -  Êxtases'/><author><name>Melissinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18202737288608170635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/SY8vxBBpKCI/AAAAAAAAAKA/Tfhay72WoDI/S220/amigos+006.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-823385386529933929</id><published>2009-08-29T17:37:00.009+01:00</published><updated>2009-09-01T22:33:29.339+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>O Palpitar da Paixão: num quarto esconso.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;AIIIIIIIIIAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH&lt;/span&gt;!"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num quarto escuro e &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;esconso&lt;/span&gt; uma mulher gritava de dor. Gotículas de suor teimavam em formar-se na sua testa muito embora já todo o corpo estivesse húmido e &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;escorregadio&lt;/span&gt;. Esta mulher estava acompanhada por uma outra, velha, mão sujas de sangue, olhar apreensivo. Apoiada nos joelhos flectidos daquela mulher deitada à sua frente, a velha forçava as pernas contra a barriga proeminente enquanto gritava:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"FORÇA!! FAZ FORÇA AGORA EMÍLIA!!! JÁ VEJO O BEBÉ!! &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;FOOOORÇA&lt;/span&gt;!"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma pequena e &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;ensanguentada&lt;/span&gt; cabeça anunciava-se através da vagina de Emília. Ficou preso naquela posição mas, após mais um grito de desespero da parturiente, o bebé conseguiu finalmente dar o seu primeiro suspiro fora de água. Quando a velha parteira o puxou para fora do ventre materno já a pequena criatura anunciava, aos berros, a sua chegada ao mundo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"É uma menina Emília... uma linda menina!" anunciou a velha enquanto colocava a bebé ainda suja de sangue e de uma mistela verde-acastanhada no regaço da sua mãe. Mas esta não reagia. Não abraçou a sua filha, não chorou a sua chegada. Estava pálida, imóvel, os lábios negros. No meio de tanta preocupação com a menina, a velha não se tinha apercebido do estado de Emília. "Oh meu Deus, meu Deus, ajudai-me nesta aflição". O sangue vermelho vivo jorrava imparável por entre as pernas de Emília. O cordão umbilical rompido percorria o caminho de volta para as entranhas de Emília. A velha puxou, o resto do saco ficou dentro do útero de Emília e impedia que este se contraísse e contivesse a extensa hemorragia. A velha fez tudo ao seu alcance mas este era demasiado curto para valer a Emília. Estava morta. A velha tapou o corpo pálido e frio de Emília. Limpou a bebé com um pano limpo e olhou para um canto escuro daquele pequeno quarto. Uma pequena menina brincava com uma velha boneca de trapos, suja e já sem cabelo, aparentemente alheia a todo aquele cenário. "Vamos Virgínia, vamos embora." A bebé olhou para a velha, dirigiu-se a ela e dando-lhe a mão, saíram do quarto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após o funeral, a velha dirigiu-se ao velho orfanato. Uma freira com ar sereno e doce acolheu-a com bonomia. Recebeu a bebé nos braços enquanto Virgínia se escondia atrás das saias da velha. A boa freira baixou-se e sorriu-lhe. A velha empurrou-a suavemente e Virgínia deu a sua mão à mão estendida da freira. A velha virou costas e disse: "Essa chama-se Virgínia. A bebé não tem nome."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Laura. Chamar-se-á Laura."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As meninas cresceram sem nunca saberem o seu parentesco. A velha e seca Madre-Superiora assim tinha determinado. Mas desde cedo as meninas se aproximaram. Andavam juntas, comiam juntas, dormiam juntas e eram castigadas juntas porque juntas faziam as travessuras de meninas. Quem as via tão juntas, tão cúmplices, tão felizes na companhia uma da outra dizia que, se fossem irmãs eram perfeitas uma para a outra. Os anos passaram. Juraram que sairiam juntas daquele cárcere. Juraram que seriam companheiras até ao final da vida, que encontrariam maridos juntas e que em casas juntas viveriam. No dia em que Laura viu &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; a abandonar o orfanato pela mão de tão distinto homem algo dentro dela mudou. As lágrimas corriam-lhe pela face mas não as sentia. Tornou-se indomável e destruidora. A destruição que tinha tomado conta dela estava a alastrar-se para fora de si mesmo. E sentia-se estranhamente atraída pelo fogo. Uma série de pequenos incêndios aconteceram então no orfanato e Laura encontrava-se sempre envolvida. Embora não se lembrasse de alguma vez ter ateado o fogo, era constantemente encontrada inconsciente nos locais ardidos. Até que acordou um dia no meio de um grande incêndio no seu quarto. Estava atordoada, não sabia o que se estava a passar. Desesperada, saltou pela janela em chamas e caiu desamparada na rua das traseiras do orfanato. As freiras gritavam e corriam desordenadamente em todas as direcções. Laura viu a sua liberdade ao esticar da mão e agarrou-a. Fugiu para não mais ser encontrada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Marcada pelo fogo no seu &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;abdomén&lt;/span&gt;, parou e desmaiou junto a uma casa simples. Uma mulher viu-a e acorreu em seu auxílio. Tratou dela até Laura acordar. "Não te preocupes minha menina... qual é o teu nome?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com uma voz fina e trémula, Laura respondeu: "Constança... o meu nome é Constança."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-823385386529933929?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/823385386529933929/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=823385386529933929&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/823385386529933929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/823385386529933929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/08/o-palpitar-da-paixao.html' title='O Palpitar da Paixão: num quarto esconso.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-8174780679862939259</id><published>2009-08-28T14:54:00.002+01:00</published><updated>2009-08-28T14:55:07.178+01:00</updated><title type='text'>Que cheiro é este?</title><content type='html'>É a Constança que está morta desde terça-feira...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-8174780679862939259?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/8174780679862939259/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=8174780679862939259&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8174780679862939259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8174780679862939259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/08/que-cheiro-e-este.html' title='Que cheiro é este?'/><author><name>Melissinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18202737288608170635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/SY8vxBBpKCI/AAAAAAAAAKA/Tfhay72WoDI/S220/amigos+006.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-5922117497552940160</id><published>2009-08-25T19:33:00.006+01:00</published><updated>2009-09-01T22:33:13.392+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>O Palpitar da Paixão - Olhos nos olhos</title><content type='html'>- Não adianta esconder-se, Constança... não adianta!!! Achava que eu não me ia lembrar?&lt;br /&gt;Constança olha para os lados, entre os estampidos secos da porta. Maldita sejas, Gina, maldita! A porta vibra com as pancadas.&lt;br /&gt;- Pelo poder da Hóstia Consagrada, Deus há-de me dar forças para derrubar essa porta!&lt;br /&gt;Constança está encurralada. O seu maior segredo, aquilo que levaria com ela para o túmulo, fora trazido para a luz do dia. “Que idiota”, pensou. Mas a culpa era toda dela. Afinal, pesquisara durante quase todo o ano passado sobre o paradeiro de Virgínia Pureza. Fora a cartórios, notários, revirara prateleiras e prateleiras de arquivos paroquiais nas suas horas vagas. Na ausência de pistas, usara as suas parcas economias para contratar um detective particular, que finalmente resultou em alguma coisa.&lt;br /&gt;Descobrira que Virgínia havia sido adoptada por um bom homem, viúvo já com filhos, muito parecido com o próprio Se. Netherfield. Descobrira também que Virgínia casara pouco mais velha que uma adolescente e que trabalhara em duas empresas... duas empresas cujos escritórios em que Gina trabalhara arderam por completo em “circunstâncias não esclarecidas”, segundo o relatório da Polícia, mas que havia fortes indícios de fogo posto.&lt;br /&gt;- Abra já esta porta, Constança! IMEDIATAMENTE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz dela acompanhava o crescendo de força com que ia batendo à porta. Constança engole em seco. Levanta-se e caminha em direcção à janela. “Mas encontrei-a, por fim. Por fim, encontrei-a”, pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta abre e lá está Gina, com fogo nos olhos. Constança, nua, vulnerável, encostada contra a janela daquele terceiro andar, só consegue murmurar.&lt;br /&gt;- Por fim encontrei-a, Virgínia.&lt;br /&gt;- “Virgínia”?&lt;br /&gt;Gina dá uma gargalhada enlouquecida. Solta os cabelos que caem pelos ombros, atira-os para trás e caminha bamboleante em direcção a uma assustada Constança.&lt;br /&gt;- “Virgínia”? Estás a falar daquela totó que se escondia por baixo das saias das freiras?&lt;br /&gt;Gina encerra Constança contra a parede, entre as suas duas palmas.&lt;br /&gt;Sem escapatória.&lt;br /&gt;- A Virgínia morreu num incêndio.&lt;br /&gt;- Não... não... a Laura é que morreu, Virgínia. A Laura, não tu. Eu sei... eu tenho aqui as provas, se me deres um momento...&lt;br /&gt;Gina aproxima a sua boca da de Constança, e é num sopro quente e doce que sussurra.&lt;br /&gt;- Não me chames Virgínia.&lt;br /&gt;Começa a explorar-lhe o pescoço... as orelhas... a queda do ombro.&lt;br /&gt;- Virgínia, por favor, não... se soubesse quem eu sou...&lt;br /&gt;Uma pequena mordida no lóbulo. Alguma dor.&lt;br /&gt;Gina traz uma gota de sangue nos lábios e duas gramas de ódio nos olhos.&lt;br /&gt;- Não me chames Virgínia quando sabes o meu nome.&lt;br /&gt;Constança está apavorada. Pior que apavorada, está a sucumbir àquela mulher voluptuosa que explora os seus seios com a ponta da língua de forma precisa, quase cirúrgica, sem nunca tirar da parede as palmas das mãos.&lt;br /&gt;Virgínia desce. Desce para o sul do corpo de Constança, degustando de cada centímetro da sua pele de leite, das suas gotículas de suor e de culpa.&lt;br /&gt;E é a Sul que o pecado mora.&lt;br /&gt;A respiração de Constança é ofegante, mas não vai deixar que os anos de solidão a deixem cometer o maior sacrilégio da sua vida.&lt;br /&gt;E é quando Gina chega com os seus lábios aonde nenhum outro homem chegou, que Constança grita, vencendo-se a si própria. Puxa Gina para cima.&lt;br /&gt;- Virgínia, não podes fazer isso! Não podemos fazer isso! Tu disseste que sabias quem eu era, mas pelos vistos, estás enganada! Eu não sou quem pensas, não sou!!! Eu...&lt;br /&gt;- EU JÁ DISSE PARA NÃO ME CHAMARES VIRGÍNIA!!!&lt;br /&gt;Num impulso, Gina agarra aquela frágil mulher pelos pulsos e, num único movimento, atira-a pela janela fora.&lt;br /&gt;A queda é lenta. Muito lenta.&lt;br /&gt;Gina segue Constança com o olhar até que o seu corpo caia, sem fazer qualquer barulho maior que um fardo de feno, no chão.&lt;br /&gt;De olhos abertos. Fixados nos seus.&lt;br /&gt;E, num longo abrir e fechar de olhos, Gina acorda.&lt;br /&gt;Olha para baixo, onde vários empregados já cercam o corpo de Constança. "Foi a Sra. Netherfield, valha-me Deus..." "Foi o fantasma da falecida, não fico aqui nem mais um segundo..." "O Daniel? Alguém chama o Daniel?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gina está petrificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Daniel!!! Daniel!!!", ouve chamarem.&lt;br /&gt;Mas Daniel não está no andar de baixo. Daniel está, neste momento, diante de si, com o olhar aterrorizado de quem sabe tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-5922117497552940160?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/5922117497552940160/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=5922117497552940160&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5922117497552940160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5922117497552940160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/08/nao-adianta-esconder-se-constanca.html' title='O Palpitar da Paixão - Olhos nos olhos'/><author><name>Melissinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18202737288608170635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/SY8vxBBpKCI/AAAAAAAAAKA/Tfhay72WoDI/S220/amigos+006.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-6479169652728378570</id><published>2009-08-21T14:28:00.002+01:00</published><updated>2009-08-21T14:32:34.352+01:00</updated><title type='text'>Última Chamada</title><content type='html'>Melissa mais uma vez vejo-me obrigada a recorrer ao meu poder ditatorial e, sob pena de prisão efectiva com duas horas diárias de tortura fisicamente inflingida, ordeno-te que avances com a merda da história que está parada há 12 dias.&lt;br /&gt;Sem outro assunto de momento e deixando como aviso a fama de déspota impiedosa que me precede,&lt;br /&gt;Anita C (de Cócó)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-6479169652728378570?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/6479169652728378570/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=6479169652728378570&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6479169652728378570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6479169652728378570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/08/ultima-chamada.html' title='Última Chamada'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-237771046215536539</id><published>2009-08-17T20:32:00.002+01:00</published><updated>2009-08-17T20:34:59.142+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Gina estava encostada à porta batendo displicentemente, com ar de quem não espera obter resposta. Olhava o relógio e pensava: "Com tanta coisa para fazer..."&lt;br /&gt;Do outro lado, Laura estava sentada na beira da cama. Perna cruzada, a foto de Daniel perdeu entretanto o interesse. Observava as suas unhas e constatava que precisavam de um tratamento. Por quem esperam elas?&lt;br /&gt;....&lt;br /&gt;SIM!! Por Melissa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-237771046215536539?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/237771046215536539/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=237771046215536539&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/237771046215536539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/237771046215536539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/08/gina-estava-encostada-porta-batendo.html' title=''/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-6957325685780480178</id><published>2009-08-16T19:10:00.003+01:00</published><updated>2009-08-16T19:13:17.775+01:00</updated><title type='text'>Esvaída em Sangue Esperava Por... Mel</title><content type='html'>Os nós dos dedos de Gina sangravam de tanto bater, o sangue escorria já pela porta e caía no chão como uma cascata, penetrando no interior do quarto pela frincha da Constança, ups, da porta...&lt;br /&gt;- Abre sua grande vaca! Não vês que me esvaio em sangue sua pêgazorra bolorenta?!! - Gritava Gina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-6957325685780480178?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/6957325685780480178/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=6957325685780480178&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6957325685780480178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6957325685780480178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/08/esvaida-em-sangue-esperava-por-mel.html' title='Esvaída em Sangue Esperava Por... Mel'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-2175517208387220869</id><published>2009-08-11T18:11:00.001+01:00</published><updated>2009-08-11T18:13:42.245+01:00</updated><title type='text'>Bate leve, levemente, como quem chama por Mel...</title><content type='html'>Gina batia e batia e a porta não abria....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-2175517208387220869?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/2175517208387220869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=2175517208387220869&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2175517208387220869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2175517208387220869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/08/bate-leve-levemente-como-quem-chama-por.html' title='Bate leve, levemente, como quem chama por Mel...'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-2870354408576423956</id><published>2009-08-09T10:23:00.004+01:00</published><updated>2009-09-01T22:32:49.564+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>O Palpitar da Paixão - Constança</title><content type='html'>Gina participava nas tarefas de gestão daquela imensa mansão com um rigor espartano. Entre os dedos o rosário lembrava-a que não se desviasse, que não seguisse por aquele calor que a invadia sem aviso. Apertava as contas de madre pérola com uma força que lhe vincava a pele e desviava todo o seu pensamento para a limpeza das pratas, orientação das refeições, ordens aos serviçais.&lt;br /&gt;Era Virgínia Pureza quem encarnara nela e era precisamente essa Virgínia que não podia perder nunca mais. Por muito que precisasse de se sentir amada, desejada, tocada, possuída isso não era o mais importante.&lt;br /&gt;- O Sr. Netherfield gosta que as pratas sejam areadas todos os dias.&lt;br /&gt;A voz de Constança era pausada, grave. Como uma espada que rasgava sem pudor o silêncio.&lt;br /&gt;- Ela passava horas a limpar as molduras com as fotografias de família.&lt;br /&gt;- Ela quem? – Gina sentia-se meia atordoada ainda com a aparição inesperada daquela estranha personagem.&lt;br /&gt;- A Sra. De Netherfield, a falecida. – A voz prosseguia como um sussurro secreto. – Sabe que ela ainda anda por aqui a vigiar-nos a todos.&lt;br /&gt;Instintivamente o rosário foi esmagado entre os dedos suados de Gina.&lt;br /&gt;- Que disparate tão grande Constança, não tem nada para fazer? A roupa de cama foi engomada?&lt;br /&gt;Mas Constança não desarmava o sorriso sinistro.&lt;br /&gt;- Porque é que pensa que nenhuma governanta parou por aqui mais do que uns dias? Ela expulsa-as sem dó, nem piedade. A Sra. Netherfield jamais deixará outra mulher, além de mim, perto do marido. Ela só confia em mim. Ela sabe que o marido nunca me tocou, como fazia com as outras rameiras que se esfregavam nele como gatas no cio…&lt;br /&gt;Gina ensaiou uma resposta, mas Constança já virara costas em direcção à escadaria. Enquanto a via subir os degraus um arrepio de horror trespassou-a ao meio, quebrando-a. Gina conhecia aquele olhar, aquele sorriso, aquela voz agora madura lembrava-a de outra voz infantil, não, não podia ser, não era possível, Laura estava morta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fechar a porta do pequeno e bolorento quarto que lhe pertencia, Constança soltou uma gargalhada gutural, bem de dentro de si. Dirigiu-se à gaveta da cómoda carcomida e com a chave que trazia ao pescoço, abriu-a, retirando do seu interior um pequeno molho de fotografias antigas, muitas delas meio queimadas pelo fogo.&lt;br /&gt;Duas meninas de tranças olhavam-na do lado de lá do papel, como se ainda vivessem, como se pudessem sair de lá a qualquer instante. Rasgou a imagem ao meio, dividindo o abraço das amigas em dois, o seu olhar faiscava no mais terrível dos fogos, o da inveja.&lt;br /&gt;Guardou os dois pedaços de novo e retirou agora uma fotografia de Daniel, assim que lhe tocou perdeu a força nas pernas e caiu sobre o colchão de palha mal cheiroso. Aqueles olhos, aquele rosto, os cabelos em desalinho .&lt;br /&gt;Fez descer “Daniel” por dentro da sua roupa, passou pela zona onde a pele não sentia, aquela mancha acastanhada e enrugada, aquela gigantesca cicatriz que lhe roubara a possibilidade de amar. Prosseguiu a descida aos infernos que a deixava louca e pousou a fotografia bem ali, onde nunca ninguém tocara, esfregando-a como se quisesse arrancar a sua própria virgindade daquela boca infernal. Sentindo Daniel sobre ela, beijando-a no lugar onde tudo começava e acabava.&lt;br /&gt;- Beija a tua Laura, suga-a bem aí. A Laura gosta Daniel, sim...&lt;br /&gt;Mas o bater na porta arrancou-a ao êxtase. Um bater furioso, determinado, violento.&lt;br /&gt;- Abre já esta porta!!!!! Eu sei quem és Constança, eu sei quem és!!!!!!&lt;br /&gt;A voz de Gina gelou-a por dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-2870354408576423956?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/2870354408576423956/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=2870354408576423956&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2870354408576423956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2870354408576423956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/08/o-palpitar-da-paixao-constanca.html' title='O Palpitar da Paixão - Constança'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-198675005884366348</id><published>2009-08-06T18:28:00.004+01:00</published><updated>2009-09-01T22:32:35.150+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>O Palpitar da Paixão: Laura.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; abrandou enquanto as grossas lágrimas lhe desfocavam a visão. Apoiou-se na parede suavizada pelo papel de padrão vitoriano que forravam todo o corredor e, como se as forças lhe tivessem fugido, sentou-se chorando compulsivamente. Na sua face uma máscara de dor intensa, como se aquilo que sentia fosse um ferro em brasa que lhe queimasse a pele e a deixasse marcada. E &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; estava marcada. Como se a sua mente a abandonasse, &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; regressou ao passado. Ao momento onde tinha sido tirada a fotografia que perdera no incêndio do seu quarto na casa de &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Netherfield&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava um dia esplendoroso e as freiras estavam anormalmente dóceis. Talvez o sol trouxesse um pouco de calor às suas almas frígidas de mulheres presas naquele convento. Exceptuando talvez a Madre Superiora, mulher de princípios rígidos mas uma dócil serva de Deus que educava através do amor e não das sevícias físicas, aquele grupo de mulheres tementes de Deus era constituído por proscritas. Párias que tinham sido rejeitadas pelas suas comunidades ou levadas a enveredar pelo caminho das virtudes através da força da humilhação e da vergonha. Era um dia de alegria para &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; também. Aquele era o dia da sua adopção! Ia finalmente libertar-se daquele lugar sombrio e silencioso, onde as pedras frias e despidas entoavam lamentos perpetuados pelas orações das freiras e continham os gritos e o choro das crianças agredidas e abusadas. &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; via agora o enorme portão do pátio a abrir-se e, como um anjo envolto em luz celestial, entrava o seu Pai. Aproximou-se de &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; e pegou-lhe na mão. Sorrindo, perguntou: "Permites-me que te proteja a partir de agora?". &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; envergonhou-se e, corando, acenou que sim. Saíram de mãos dadas e, ao olhar para trás, &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; viu Laura a espreitar por trás da enorme oliveira que dominava o centro do recreio. Laura chorava serenamente, destilando a imensa tristeza que sentia através das lágrimas. Laura e &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; tinham crescido juntas no Orfanato. Eram amigas e depressa se tornaram inseparáveis. A separação causou enormes danos na estabilidade de Laura que rapidamente se tornou &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;problemática&lt;/span&gt;. Aumentaram os castigos físicos e psicológicos e Laura cedeu finalmente à loucura. Morrera num incêndio por ela própria causado. Ao saber disso &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; sentiu-se miserável, como se uma parte de si tivesse sido arrancada. E sentia-se responsável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vida avançou indiferente e &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; cresceu. Casou com o homem que amava e era amada por ele. O seu pai morrera entretanto mas tinha agora a sua própria família e era feliz. Trabalhava como secretária de uma conceituada e respeitável firma e era estimada por todos. Até ao dia em que todo o prédio onde trabalhava ardeu. &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; foi encontrada completamente nua nos escombros, deitada junto ao corpo, também nu, do dono da empresa. O incêndio foi considerado acidental mas a desgraça abateu-se sobre ela. O marido, desolado, abandonou-a levando com ele os filhos uma vez que o tribunal decidiu que &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; não era capaz de cuidar deles. &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; ficou devastada, fechou-se em casa durante meses, não se alimentava, não dormia. Ouvia vozes, uma dela bem distinta: Laura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt;? &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt;?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhou para cima enquanto enxugava os olhos às mangas da túnica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Sr. &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;Netherfield&lt;/span&gt;... perdoe-me, eu... não sei que dizer."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Não diga nada. Tome um banho, arranje-se, recomponha-se. Você é agora a Governanta, aja com tal!"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Retirou-se em direcção à sala seguido de Constança que ostentava um sorriso triunfante. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-198675005884366348?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/198675005884366348/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=198675005884366348&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/198675005884366348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/198675005884366348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/08/o-palpitar-da-paixao-laura.html' title='O Palpitar da Paixão: Laura.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-8609475802632481705</id><published>2009-08-06T13:06:00.002+01:00</published><updated>2009-08-06T13:09:15.654+01:00</updated><title type='text'>Clementiiiiiiiiine, ó Clementine??</title><content type='html'>Não havendo sinais de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Clementine&lt;/span&gt; Tangerina (férias?) e como secretário de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Blogostado&lt;/span&gt; proponho à nossa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Chefa&lt;/span&gt; Suprema e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Prenha&lt;/span&gt; até ás Orelhas que continue a saga de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Gina&lt;/span&gt; e sua vagina.&lt;br /&gt;É que a mulher já está quase a completar a sua segunda maratona...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-8609475802632481705?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/8609475802632481705/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=8609475802632481705&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8609475802632481705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8609475802632481705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/08/clementiiiiiiiiine-o-clementine.html' title='Clementiiiiiiiiine, ó Clementine??'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-163521587921443194</id><published>2009-08-05T14:16:00.001+01:00</published><updated>2009-08-05T14:17:19.106+01:00</updated><title type='text'>O que é aquilo que passou por ali a correr de túnica?</title><content type='html'>É a Gina, que corre, e corre, e corre...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-163521587921443194?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/163521587921443194/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=163521587921443194&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/163521587921443194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/163521587921443194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/08/o-que-e-aquilo-que-passou-por-ali.html' title='O que é aquilo que passou por ali a correr de túnica?'/><author><name>Melissinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18202737288608170635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/SY8vxBBpKCI/AAAAAAAAAKA/Tfhay72WoDI/S220/amigos+006.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-4046975318733396473</id><published>2009-08-03T22:25:00.002+01:00</published><updated>2009-08-03T22:26:50.761+01:00</updated><title type='text'>Que corredor enorme, gina!</title><content type='html'>E a Gina corre...&lt;br /&gt;E corre...&lt;br /&gt;E corre...&lt;br /&gt;E corre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-4046975318733396473?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/4046975318733396473/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=4046975318733396473&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/4046975318733396473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/4046975318733396473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/08/que-corredor-enorme-gina.html' title='Que corredor enorme, gina!'/><author><name>Melissinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18202737288608170635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/SY8vxBBpKCI/AAAAAAAAAKA/Tfhay72WoDI/S220/amigos+006.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-1557517092089974155</id><published>2009-08-02T18:38:00.001+01:00</published><updated>2009-09-01T22:32:14.180+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>O Palpitar da Paixão - Possessão</title><content type='html'>- Vista isto. Não sei se é o seu número, mas não importa. A vaidade é um dos disfarces do demónio.&lt;br /&gt;Gina abre os olhos e vê a túnica que Constança lhe atirara. Bastou-lhe um olhar para perceber que está nua. Olha à volta. Aquela cama de dorsal alto, a lareira, a pele de leão que repousa sobre o chão. Não está no quarto que lhe foi atribuído.&lt;br /&gt;- Mas o que... O que estou a fazer aqui? Como vim cá parar?&lt;br /&gt;Vê Constança. Traz uma farda preta com colarinho e punhos brancos, e o cabelo preso atrás num coque apertado. O seu olhar é de puro esgar.&lt;br /&gt;- Como todas as outras antes de si.&lt;br /&gt;Vira-se para sair, mas ainda diz:&lt;br /&gt;- O Senhor gosta do desjejum servido às sete em ponto. Nem um minuto a mais, nem um minuto a menos.&lt;br /&gt;A porta fecha-se. Gina cerra os olhos, constrangida... terá acontecido outra vez? Lembra-se de alguns flashes da noite anterior.&lt;br /&gt;Chamas. Fogo.&lt;br /&gt;O corpo de um homem maduro e experiente. Os seus lábios que se tocam e se fundem num só pecado compartilhado. A sua intimidade que é profanada com vigor. A memória arranca de si um grito de susto e benze-se, caindo de joelhos ao pé da cama, sobre a pele de leão, ainda nua como veio ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laura. Foi Laura mais uma vez.&lt;br /&gt;- Senhor Meu Pai, lavai-me dos meus pecados, lavai-me dos meus pecados...&lt;br /&gt;Gina chora convulsivamente.&lt;br /&gt;- O senhor é meu Pastor, nada me faltará... Em verdes prados Ele faz-me repousar...&lt;br /&gt;Conduz-me junto às águas refrescantes, restaura as forças da minha alma...&lt;br /&gt;Não consegue concentrar-se.&lt;br /&gt;- Foi Laura! Foi Laura! Senhor, protegei-me, Senhor, protegei-me desse súcubo que de mim se apodera...!&lt;br /&gt;Volta a fechar os olhos, em prece frenética.&lt;br /&gt;- Pelos caminhos rectos Ele leva-me...&lt;br /&gt;Sente um toque em sua mão. Um objecto. É o seu rosário. Sobre ele, uma mão masculina. Não se vira.&lt;br /&gt;Aquela figura ajoelha-se encaixando o quadril nu de Gina ao seu próprio, enlaçando-a pela cintura. Sussurra-lhe um murmúrio quente.&lt;br /&gt;- Eu rezo consigo.&lt;br /&gt;O calor... Ela conhece aquele calor. Engole em seco.&lt;br /&gt;É o calor de Laura a chegar.&lt;br /&gt;- Pode ser que assim Deus nos perdoe a ambos, - continua o murmúrio morno por trás da sua orelha.&lt;br /&gt;Gina assente, sem nada dizer. O fervor daquele momento de fé a dois suplantará a luxúria de Laura, que a invade. Concentra-se.&lt;br /&gt;- Pelos caminhos rectos Ele leva-me...&lt;br /&gt;- Por amor de Seu nome, - completa o murmúrio.&lt;br /&gt;- Por amor de Seu nome... – Gina repete, como se por algum passe de magia o salmo que recitava sempre que era invadida por Laura lhe tivesse sido varrido da memória. A sua concentração estava toda nas mãos que agora tinha a certeza serem da noite passada. Aquelas mãos perscrutavam-lhe o ventre, desciam pelas suas coxas em direcção ao fruto mais proibido.&lt;br /&gt;- Eu rezo consigo, Gina.&lt;br /&gt;Sente um leve toque húmido no seu lóbulo. Uma pequena mordidela. Um gemido. Arrepiando caminho pelas suas pernas, uma mão a invade, premindo com dedos firmes alvos certeiros que nem sonhava existirem.&lt;br /&gt;- Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei... – murmura aquele homem, ou aquele anjo.&lt;br /&gt;- ... Pois estais comigo!, - é quase um grito que lhe sai da alma.&lt;br /&gt;Sente um volume crescente a fazer-lhe pressão sobre as nádegas e, num momento, já não há nada que separe o seu corpo do corpo do anjo que reza consigo. Não, desta vez Laura não vencerá. O que é a nudez se não algo divino, engana-se Gina. Nós chegamos nus ao mundo. Toda nudez é divina, convence-se. A masculinidade daquele anjo desconhecido encontra o caminho mágico para a levar para outra dimensão, e penetra-a num só fôlego. Ela fecha os olhos com força e já grita o seu salmo protector.&lt;br /&gt;- Vosso bordão e Vosso báculo são o meu amparo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim chegam as ondas de calor que lhe dizem que fora derrotada pela volúpia, pela mácula. A sua cabeça pende para trás e deixa-se banhar nos sucos daquele homem, na sua saliva, nos seus dentes, nos seus dedos exploradores, no seu sexo encantado. Deixa que Laura a invada sem qualquer obstáculo, mais uma vez.&lt;br /&gt;- Oh, Thomas...&lt;br /&gt;Neste momento, como se tivesse dito uma palavra mágica, tudo pára. As mãos largam-na. O homem põe-se de pé. Gina não ousa olhar ainda.&lt;br /&gt;- O-obrigado por este momento, menina Gina.&lt;br /&gt;A voz é imberbe, adolescente.&lt;br /&gt;- Nunca me esquecerei deste momento e pode contar com a minha discrição. O meu padrasto nada saberá.&lt;br /&gt;Passos firmes dirigem-se para a porta. Gina ainda se vira.&lt;br /&gt;- Daniel!&lt;br /&gt;Mas a porta já se fechou.&lt;br /&gt;As memórias da noite anterior voltam a assombrá-la de outro ângulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teria de arranjar uma forma de se livrar de Laura.&lt;br /&gt;Não poderia dar-se ao luxo de perder mais um emprego.&lt;br /&gt;E de mais uma casa sucumbir a um incêndio.&lt;br /&gt;Aquele rasto de destruição e volúpia teriam de ter fim, nem que precisasse de se sacrificar a si própria no processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha para o relógio por cima da lareira. São 6h50m. Gina alcança rapidamente a túnica que lhe fora destinada, veste-se desajeitadamente e sai do quarto, correndo pelo corredor em direcção à cozinha.&lt;br /&gt;Numa das curvas da casa, esbarra em Constança, que limpa uma salva de prata, mas não pára, continua a correr, como se de si própria fugisse.&lt;br /&gt;- Já está muito atrasada, menina Laura. – diz-lhe Constança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Gina já não ouviu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-1557517092089974155?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/1557517092089974155/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=1557517092089974155&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1557517092089974155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1557517092089974155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/08/o-palpitar-da-paixao-possessao.html' title='O Palpitar da Paixão - Possessão'/><author><name>Melissinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18202737288608170635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/SY8vxBBpKCI/AAAAAAAAAKA/Tfhay72WoDI/S220/amigos+006.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-1711985667744096236</id><published>2009-08-01T22:40:00.003+01:00</published><updated>2009-08-01T22:43:00.585+01:00</updated><title type='text'>Dulcolax para a Melissa</title><content type='html'>Então vem uma gaja passar o fim de semana ao hotelzinho de beira de estrada, deita-se na cama, pronta para ler uma coisa light, uma pornochachada ligeirinha para ajudar a dormir mais tranquilamente e nada???!!!! Melissa se estás com prisão de ventre toma Dulcolax e deixa a merda fluir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-1711985667744096236?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/1711985667744096236/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=1711985667744096236&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1711985667744096236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1711985667744096236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/08/dulcolax-para-melissa.html' title='Dulcolax para a Melissa'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-152662361870608155</id><published>2009-07-30T10:56:00.002+01:00</published><updated>2009-07-30T10:59:36.181+01:00</updated><title type='text'>O Palpitar da Paixão - Não está a sair nada!</title><content type='html'>Gente, comecei 3 ou 4 vezes e saiu sempre tortinho, menos bom do que o habitual, e eu sou gaja vaidosa, prefiro não fazer a fazer coisas indignas. Se mais tarde ou amanhã não estiver cá nada, eu já serei capaz de qualquer coisa engraçada, julgo eu. Mas quem quiser adiantar-se para manter o comboio do fogo e do amor a apitar, força!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-152662361870608155?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/152662361870608155/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=152662361870608155&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/152662361870608155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/152662361870608155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/o-palpitar-da-paixao-nao-esta-sair-nada.html' title='O Palpitar da Paixão - Não está a sair nada!'/><author><name>Melissinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18202737288608170635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/SY8vxBBpKCI/AAAAAAAAAKA/Tfhay72WoDI/S220/amigos+006.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-5588951132853224828</id><published>2009-07-28T14:56:00.002+01:00</published><updated>2009-07-28T14:58:08.836+01:00</updated><title type='text'>MELISSA MEXE OS GLÚTEOS</title><content type='html'>Se não sou eu a chefe suprema desta ditadura a empurrar o proletariado para o trabalho...&lt;br /&gt;MELISSA MEXE OS GLÚTEOS que a nossa fã número 1 (Nuvem) já se queixa de formigueiros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-5588951132853224828?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/5588951132853224828/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=5588951132853224828&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5588951132853224828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5588951132853224828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/melissa-mexe-os-gluteos.html' title='MELISSA MEXE OS GLÚTEOS'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-8817806943901576586</id><published>2009-07-24T17:02:00.009+01:00</published><updated>2009-09-01T22:31:46.661+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>O Palpitar da Paixão: Netherfield, o duro.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Mr&lt;/span&gt;. &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Netherfield&lt;/span&gt; olhava &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;distantemente&lt;/span&gt;. O choro daquela mulher completamente nua não parecia despertar nele qualquer tipo de emoção. Nem comoção, nem angústia, nem excitação. Nada. Respirou fundo e voltou-lhe as costas, dirigindo-se à porta&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Descanse &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apertou a maçaneta da porta com as suas mãos ao mesmo tempo másculas mas bem tratadas quando &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; falou&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Thomas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;Netherfield&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-corrected"&gt;largou&lt;/span&gt; a porta. Havia algo naquela voz que o impedia de sair. Ouvia &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; a falar enquanto sentia que ela se aproximava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Thomas... porque vais já embora? Aqui estou eu, só num quarto &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-corrected"&gt;austero&lt;/span&gt; e frio, nua e carente... afinal quase morri num incêndio...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; entoava esta frase como um lamento mas &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;Netherfield&lt;/span&gt; percebeu a provocação escondida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Menina &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt;. Está a ultrapassar os limites. Vou esquecer isto considerando que ainda está sob alguma tensão...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Oh sim, Thomas, imensa tensão!! E preciso mesmo de a descarregar...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste momento &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; encostava os seus seios voluptuosos ás costas largas e musculadas do patrão, enquanto o envolvia com os braços, as mãos percorrendo o peito e o abdómen sólidos e agora retesados. Puxou a camisa de Thomas para fora das calças e desabotoou-lha lentamente. &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;Netherfield&lt;/span&gt; mantinha-se estático, olhando em frente, quase como se estivesse hipnotizado. A sua vontade era a de sair porta fora, mas sentia-se dominado pela voz daquela desconhecida. Estremeceu ao sentir os mamilos erectos e duros nas suas costas e sentiu um movimento ondulante na sua &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-corrected"&gt;braguilha&lt;/span&gt;. Tentou combater a traição do seu corpo mas estava perdido. &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; beijava-o &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;luxuriosamente&lt;/span&gt; o pescoço, lambia-lhe as costas. As suas mãos estavam por todo o seu corpo, evitando deliberadamente qualquer tipo de contacto com o fecho das suas calças, &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-corrected"&gt;mantendo&lt;/span&gt; aprisionada toda a virilidade deste homem dominado. &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; brincava com ele, provocava-o. Mordia-o levemente apenas para sentir a pequena convulsão que isso lhe causava. &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;Netherfield&lt;/span&gt; respirava agora rapidamente, mas de uma forma ritmada, controlada. Fazia um &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-corrected"&gt;último&lt;/span&gt; esforço para não ceder. &lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; finalmente desapertou-lhe o cinto e depois o fecho das calças. As suas mãos ficaram preenchidas com toda a masculinidade de &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;Netherfiel&lt;/span&gt;. &lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; sorriu e comentou&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Agora percebo a fama de homem forte, austero e... duro!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Thomas soltou-se! Voltou-se subitamente para &lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; e assustou-se &lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error"&gt;momentâneamente&lt;/span&gt; com o laivo de loucura que viu bailar no brilho dos seus olhos. Mas isso passou assim que &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; mergulhou a sua língua nos lábios dele. Como um animal com o cio, Thomas retribuiu o beijo quente e molhado mas, agarrando &lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; pelos &lt;span id="SPELLING_ERROR_29" class="blsp-spelling-error"&gt;quadris&lt;/span&gt;, levantou-a como se de uma pena se tratasse e encostou-a violentamente à parede. &lt;span id="SPELLING_ERROR_30" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; gemeu de um misto de dor e excitação. Afastou as pernas e mostrou-lhe o caminho para a recompensa por a ter salvo. Thomas envolveu-se entre as pernas de &lt;span id="SPELLING_ERROR_31" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; e, agarrando firmemente o seu membro do prazer duro e hirto, penetrou &lt;span id="SPELLING_ERROR_32" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; lentamente. Sentiu o seu calor a envolver todo o seu comprimento e a espalhar-se &lt;span id="SPELLING_ERROR_33" class="blsp-spelling-corrected"&gt;simultâneamente&lt;/span&gt; para as pernas e pelo peito. Aquela caverna húmida apertava-o e convidava-o a entrar mais dentro. A sua pélvis iniciou movimentos &lt;span id="SPELLING_ERROR_34" class="blsp-spelling-error"&gt;bamboleantes&lt;/span&gt; lentos no início. &lt;span id="SPELLING_ERROR_35" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; estava deliciada. Lambia os lábios como se tivesse acabado de digerir uma iguaria rara. Arranhava-o nas costas descendo as suas mãos até ás nádegas contraídas de &lt;span id="SPELLING_ERROR_36" class="blsp-spelling-error"&gt;Netherfield&lt;/span&gt;. Cravou-lhas fundo naqueles glúteos definidos e suados e Thomas urrou de dor e prazer. A dor penetrou no seu corpo e transformou-se numa onda que aumentou o tamanho e a rigidez do lenho de Thomas. Aumentou o ritmo dos movimentos pélvicos e &lt;span id="SPELLING_ERROR_37" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; gemia agora alto e &lt;span id="SPELLING_ERROR_38" class="blsp-spelling-error"&gt;ritmadamente&lt;/span&gt;. Thomas bufava como um touro a ser provocado na arena, pressentindo o fim e lutando para prolongar a sua estadia naquele paraíso quente e agora molhado. Sentia o íntimo de &lt;span id="SPELLING_ERROR_39" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; a escorrer-lhe pelas pernas. &lt;span id="SPELLING_ERROR_40" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; arqueou as costas e mordeu o lábio, sangrando. Apertou Thomas com as pernas puxando-o para o mais fundo dos seus lugares e gritou! Uma e outra vez. Estava descontrolada, o seu corpo tremia, arranhava a parede com os braços abertos. Estes movimentos descontrolados derrotaram &lt;span id="SPELLING_ERROR_41" class="blsp-spelling-error"&gt;Netherfield&lt;/span&gt;. Sentiu uma explosão com o epicentro no seu peito que percorreu todo a sua dureza e explodiu dentro de &lt;span id="SPELLING_ERROR_42" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt;, inundando-a com a sua seiva da vida. Desfaleceram ambos e caíram no chão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Thomas levantou-se, de olhar duro e frio e subiu as calças. &lt;span id="SPELLING_ERROR_43" class="blsp-spelling-error"&gt;Sobressaltou&lt;/span&gt;-se com um ruído nas suas costas. Uma velha foto da família &lt;span id="SPELLING_ERROR_44" class="blsp-spelling-error"&gt;Netherfiel&lt;/span&gt; estava no chão, o vidro e a moldura estilhaçados. Thomas viu a face alegre da sua falecida esposa e sentiu-se culpado. &lt;span id="SPELLING_ERROR_45" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; acordou do torpor que se acometeu dela e exclamou: Meu Deus, que fiz eu?. Thomas saiu, batendo com a porta deixando &lt;span id="SPELLING_ERROR_46" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; entregue à sua incredulidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num canto escuro do quarto um vulto etéreo sorria vitoriosamente enquanto desaparecia nas sombras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-8817806943901576586?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/8817806943901576586/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=8817806943901576586&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8817806943901576586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8817806943901576586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/o-palpitar-da-paixao-netherfield-o-duro.html' title='O Palpitar da Paixão: Netherfield, o duro.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-6363864590981247755</id><published>2009-07-23T20:23:00.004+01:00</published><updated>2009-09-01T22:31:28.291+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>O Palpitar da Paixão - Ajoelha-te e Reza</title><content type='html'>Foi sacudida por vários espasmos até se aperceber que um intenso cheiro a fumo lhe atingira os sentidos, atordoando-a por completo.&lt;br /&gt;Sentiu a relva molhada sob o seu corpo despido e uma mão gelada esbofeteava-lhe o rosto contorcido pela tosse.&lt;br /&gt;Lembrava-se vagamente de um rosto jovem e imberbe, de uma mão suave que a tocara no mais íntimo de si para compensar um membro frouxo, que se recusara a inchar e mais nada. Sonhara que sentira fome, que passeara no jardim com o dono da casa, mas aquela relva debaixo da sua pele, sentia-a pela primeira vez, nunca tinha estado ali e o contacto físico com a terra molhada era a única coisa que lhe dizia que não estava de novo a sonhar.&lt;br /&gt;- Por favor, acorde!&lt;br /&gt;Uns lábios aveludados e de sabor doce tocavam os seus, enquanto sopravam ar para dentro de si, tentando puxá-la para a vida, mas Gina sentia-se a flutuar. Deixou que aquele homem a ressuscitasse vezes sem conta, até ele próprio ser consumido pela exaustão.&lt;br /&gt;O sabor daquela boca era como regressar a casa, a um território familiar demais, apesar de totalmente desconhecido.&lt;br /&gt;- Está a acordar, ela está a acordar! Por favor Constança, ofereça qualquer coisa aos bombeiros, eles foram incansáveis, tu Carvalho leva os cavalos de volta ao estábulo e assegura-te que não há acidentes! Chega de espectáculo por hoje! Daniel, o que é que estás a fazer aí parado? Ajuda o Carvalho no que puderes!!!!&lt;br /&gt;Gina descerrou o olhar apenas o suficiente para ver o homem que a recebera nessa manhã e que se fizera passar por dono da propriedade, com um cavalo pela mão e aquele jovem…&lt;br /&gt;Mas quem era esta gente? Aquele rapaz que entrara no seu quarto e com quem... Ela nem conseguia lembrar-se sem que um arrepio húmido a percorresse. E aquele homem gentil, cujos lábios doces a resgataram dos braços da morte, quem era ele?&lt;br /&gt;- Sim Sr. Netherfield. Não se preocupe com os animais, estão só inquietos.&lt;br /&gt;Gina quis levantar-se, mas só então percebeu que se encontrava completamente nua, trémula de frio.&lt;br /&gt;Apercebendo-se do seu constrangimento, Thomas Netherfield colocou-lhe o seu casaco axadrezado sobre o corpo, cobrindo-lhe os seios nus.&lt;br /&gt;Gina olhou-o sem saber o que dizer, como reagir.&lt;br /&gt;-Eu peço imensa desculpa Sr. Netherfield, não sei o que aconteceu.&lt;br /&gt;Mas antes que pudesse dizer mais uma palavra foi elevada em peso pelos braços fortes e másculos daquele homem distinto.&lt;br /&gt;- Não fale. Engoliu muito fumo não deve esforçar-se…&lt;br /&gt;- Mas eu consigo perfeitamente andar, já estou bem e…&lt;br /&gt;Os passos firmes daquele homem que a carregava como uma pluma, disseram-lhe que não valeria a pena tentar contrariá-lo.&lt;br /&gt;- Cheguei agora de viagem e vi as labaredas que saíam da janela…&lt;br /&gt;- Salvou-me…&lt;br /&gt;- Salvei a propriedade, o fogo não passou do seu quarto. – A sua voz era fria e eficiente. Parecia completamente indiferente ao facto de carregar uma mulher nua nos braços.&lt;br /&gt;Já Gina parecia consciente de cada dedo que lhe marcava as pernas. Mas o que é que tinha aquele sítio para a deixar assim? Porque é que tantas governantas entravam e saíam? Porquê aquele fogo constante que a queimava por dentro e por fora? Será que ela própria com o calor do seu corpo provocara o incêndio?&lt;br /&gt;- Houve um engano, eu pensei ter falado consigo hoje, mas pelos vistos…&lt;br /&gt;- Era o Carvalho, o nosso faz-tudo. Incumbi-o de escolher a nova governanta.&lt;br /&gt;Entraram numa pequena casa no fundo do jardim – O refúgio, pensou Gina. Mas como se sonhara?&lt;br /&gt;Thomas pousou-a gentilmente sobre um sofá. Gina apertou o casaco contra si, apesar de ele nem parecer reparar que ela se encontrava despida.&lt;br /&gt;- Esta noite pode ficar aqui. – Abriu uma gaveta e tirou uma camisa que estendeu na sua direcção. – Vou pedir à Constança que lhe traga algumas roupas. Tudo o que tinha no seu quarto ardeu.&lt;br /&gt;- As minhas fotografias… - Apercebeu-se que as lágrimas molhavam o seu rosto chamuscado, enquanto toda ela se agitava, soluçando. Perdera tudo, cada recordação que trouxera, o pouco que ainda sobrara da sua vida, tudo se esfumara...&lt;br /&gt;Thomas ficou imóvel de pé, olhando aquela mulher pálida, quase translúcida que chorava e estendeu-lhe o rosário que a acompanhava desde criança:&lt;br /&gt;- Tinha isto na mão quando a tirei do quarto, nem tudo está perdido.&lt;br /&gt;Gina tentou sorrir enquanto segurava o rosário, mas senti-lo entre os dedos fez com que se lembrasse de tudo o que tinha acontecido naquele quarto. Meu Deus como pecara, o que fizera com aquele rosário? Que entidade a possuíra deixando-a sem credo e sem fé? Todo o seu corpo se agitava num profundo choro e sem que se apercebesse, o casaco axadrezado de caça que ele lhe pusera sobre os ombros, escorregara deixando-a completamente desprotegida do olhar aparentemente frio do Senhor de Netherfield, os seus seios leitosos e firmes, adornados por dois mamilos perfeitos e comprimidos pelo frio, a sua púbis dourada e escondida pelas pernas dobradas, o ventre que formava uma pequena curva e onde se via uma cicatriz rosada…&lt;br /&gt;No meio de toda a comoção, nem Gina, nem Thomas perceberam que mais alguém se encontrava naquela divisão. Uma presença etérea envolta numa luz e um sorriso, um sorriso verdadeiramente assustador...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-6363864590981247755?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/6363864590981247755/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=6363864590981247755&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6363864590981247755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6363864590981247755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/o-paliptar-da-paixao-ajoelha-te-e-reza.html' title='O Palpitar da Paixão - Ajoelha-te e Reza'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-3578369196665086226</id><published>2009-07-23T10:24:00.002+01:00</published><updated>2009-09-01T22:31:02.786+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>O Palpitar da Paixão - A casa abrigo</title><content type='html'>&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; acordou &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;sobressaltada&lt;/span&gt;, aquele não era um sonho normal, tinha sonhado com o enteado do Sr. Carvalho, apesar de nunca o ter visto sabia que ele existia. A empregada que lhe tinha feito a visita guiada pela casa, falou maravilhas do jovem galã. « &lt;em&gt;Só pode ter sido por isso, eu nem tenho &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-corrected"&gt;tendências&lt;/span&gt; para &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;jovenzinhos&lt;/span&gt;...&lt;/em&gt;» pensou ela enquanto puxava a combinação para a voltar a vestir. Mas ela deixava &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;transparecer&lt;/span&gt; uma tristeza no olhar, por ter acordado daquele sonho que tinha tudo para ser um bom sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se, bebeu um copo de agua do jarro de vidro que estava em cima da &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-corrected"&gt;cómoda&lt;/span&gt; e abriu a janela. Apesar de ser uma casa fria, sentia-se quente e sabia que não iria conseguir adormecer tão cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestiu o robe e desceu até ao jardim, para se tentar refrescar um pouco. Desceu a escadas de serviço para funcionários, e passou pela cozinha para tirar uma maça. Estranhou, havia um café em cima da mesa, confirmou pela &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;chávena&lt;/span&gt; se ela estava quente. « &lt;em&gt;Ainda está alguém acordado, deve ser a distraída da minha colega nova, só pode&lt;/em&gt;», quando se virou para ir até ao jardim foi surpreendida por uma voz grossa atrás de si.&lt;br /&gt;- Então perdeu-se pela casa? - Questionou o Sr. Carvalho&lt;br /&gt;- Não, vim só pegar uma maça porque estava com fome.&lt;br /&gt;- Esteja à vontade, aqui os empregados comem do mesmo que nós, não existem restrições.&lt;br /&gt;- Muito Obrigado. Vai desejar alguma coisa ?&lt;br /&gt;- Vou, quero companhia pelo jardim, vinha buscar o meu café quente para depois ir até ao meu esconderijo.&lt;br /&gt;- Esconderijo?&lt;br /&gt;- Sim, parece que ainda não conheceu o jardim!&lt;br /&gt;- Por acaso não, ainda não!&lt;br /&gt;- São quase 1500 metros quadrados de jardim, onde existe um mundo...há uma casa de hospedes no lado direito da casa e num recanto do lado esquerdo existe o meu abrigo. Que é onde escrevo, onde ouço música &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-corrected"&gt;clássica&lt;/span&gt; sem que ninguém me chame de louco, onde ando &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-corrected"&gt;nu&lt;/span&gt; pela casa.&lt;br /&gt;- &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;hihih&lt;/span&gt;! - &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; riu inocentemente das ultimas palavras do sr. carvalho.&lt;br /&gt;- É verdade &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt;, sabe que dizem que faz bem à &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-corrected"&gt;saúde&lt;/span&gt; andar &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-corrected"&gt;nu&lt;/span&gt; em casa, devia tentar!&lt;br /&gt;- Ah sim, um dia destes experimento...mas fique descansado que o farei quando estiver em minha casa...não quero correr riscos de estar aqui no meu quarto e alguém entrar!&lt;br /&gt;- Não sei porque, tem um corpo tão elegante de certeza que ninguém se iria assustar.&lt;br /&gt;- Obrigado, mas é melhor não.&lt;br /&gt;- Mas como eu estava a dizer, ninguém entra no meu abrigo, alias costumava entrar a &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Júlia&lt;/span&gt;, que era a Governanta que a &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; veio substituir...só ela tinha autorização para limpar o que estava sujo e meter tudo em dia.&lt;br /&gt;- &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;Uhm&lt;/span&gt;.. - &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; abanou a cabeça em sinal de &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;concordância&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;- Relativamente a si trataremos de ver o seu desempenho nas suas funções na casa grande e depois falamos sobre isso.&lt;br /&gt;- Com certeza Sr. Carvalho.&lt;br /&gt;- Bem já é tarde, volte para o seu quarto que amanhã o dia amanhece bastante cedo.&lt;br /&gt;- Até amanhã, resto de boa noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; virou costas e ficou a pensar na história do abrigo, para ela aquele abrigo era uma desculpa para ele levar para lá as empregadas tenrinhas para lhes prestarem serviços extras. &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; sentia-se incomodada com a possibilidade de ter que fazer "limpeza" aquele abrigo. Ao mesmo tempo achava estranho, pois a mansão onde vivia era suficientemente grande para ele fazer as limpezas dele e mais algumas, e sem que ninguém percebesse. Jurou que ainda iria descobrir o mistério à volta da vida sexual do Sr. Carvalho.&lt;br /&gt;De regresso ao quarto, passou pela cozinha novamente e foi surpreendida com um jovem sentado em cima da bancada da cozinha com uma taça de gelado na mão.&lt;br /&gt;- Boa noite. - Disse-lhe &lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;- Olá, olá...o que temos aqui...&lt;br /&gt;- Sou a &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; a nova governanta...&lt;br /&gt;- Já me tinham falado de ti, mas nunca pensei que fosses tão...tão...bo....bonita! Sou o Daniel.&lt;br /&gt;- Muito prazer! Precisa de alguma coisa?&lt;br /&gt;- &lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;Uiiiiiii&lt;/span&gt; precisar, até precisava...mas hoje é melhor não...&lt;br /&gt;- Então nesse caso vou-me recolher.&lt;br /&gt;- Sim, Sim recolha-se é melhor...antes que...&lt;br /&gt;- Até amanhã Sr. Daniel.&lt;br /&gt;- Durma bem &lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt;! - Mandando-lhe um beijo barulhento o suficiente para a deixar &lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-corrected"&gt;perturbada&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-3578369196665086226?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/3578369196665086226/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=3578369196665086226&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/3578369196665086226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/3578369196665086226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/o-palpitar-da-paixao-casa-abrigo.html' title='O Palpitar da Paixão - A casa abrigo'/><author><name>Clementine Tangerina</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_og2S7xDfw5c/SUgUNt-8pDI/AAAAAAAAAx0/U5d2pHVafVE/S220/eye.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-3549452661575700236</id><published>2009-07-22T21:18:00.002+01:00</published><updated>2009-07-22T21:22:19.697+01:00</updated><title type='text'>Nota da Editora</title><content type='html'>Sendo que a Editora sou eu. Ninguém aqui é obrigado a escrever se não estiver para aí virado. Isto não é uma ditadura. Sempre que se der o caso de algum de nós não estar com a inspiração, disposição, ou qualquer outra coisa acabada em ão, pode passar a bola.&lt;br /&gt;Obrigada.&lt;br /&gt;A Editora, Chefe de Redacção e Chefe de poder absoluto sobre a corja que por aqui anda:&lt;br /&gt;Ana C.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-3549452661575700236?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/3549452661575700236/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=3549452661575700236&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/3549452661575700236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/3549452661575700236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/nota-da-editora.html' title='Nota da Editora'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-3248814471159189024</id><published>2009-07-22T09:45:00.003+01:00</published><updated>2009-09-01T22:30:45.814+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>O Palpitar da Paixão - Mas livrai-nos do Mal</title><content type='html'>Gina olha à sua volta. o quarto que lhe atribuíram é pequeno e austero: uma cama estreita, uma mesa de cabeceira pesada com uma vela (“a energia falha muitas vezes nos cómodos dos empregados”, disse-lhe a jovem criada que a trouxe para o quarto) e um roupeiro. Sobre a cama, um terço de madeira oitocentista velaria o seu sono. Gina benze-se com um humilde baixar de olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abre a sua mala e vai tirando de lá os seus parcos pertences: alguma roupa de tons escuros, um missal e um rosário. Uma fotografia dela própria com um grupo de freiras.&lt;br /&gt;“Que Jesus e Maria te acompanhem sempre – Orfanato das Madalenas Descalças, 1988”. Gina apoia a fotografia na vela, de modo que as doces irmãs também zelem pelo seu sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de arrumada a roupa no roupeiro, Gina começa a preparar-se para a noite. Desabotoa lentamente a sua camisa e deixa escorregar a sua saia pelas pernas abaixo, ficando apenas de combinação. A noite é fria... Muito fria, mas algo a aquece por dentro. O Fogo de Deus, pensa. O Fogo de Deus, que também guiou os meus passos até esta casa. Sente-se tão quente que tira a combinação num impulso, ficando apenas com as suas cuecas de algodão cru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atira-se para a cama e começa a rezar. De súbito, no meio da oração, eis que lhe surge em meio aos seus pensamentos mais pios a imagem bruta e sofrida do Sr. Carvalho e uma nova onda de calor a invade. É impossível afastar da sua mente os contornos do corpo daquele homem: os ombros protectores, as mãos ásperas, as nádegas bem definidas. O cheiro dele. Nunca sentira algo com esta intensidade antes e era muito diferente do Fogo de Deus. Este novo calor tirava-lhe o domínio sobre o próprio corpo e conduz-lhe uma das mãos às suas partes mais íntimas. É o diabo, pensa. Gina tenta ir contra o impulso malévolo e recita uma oração em voz alta, muito alta, tentando voltar ao seu curso de pensamento, mas todo o seu corpo pulsa, pulsa com calor e ao ritmo do seu coração acelerado. É uma batalha dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Santificado seja o Vosso Nome... Venha a nós.... ahhhh.... o Vosso... ahhhh.....!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tudo muito forte para ela e não resiste mais à tentação, brincando livremente com o seu próprio corpo. O Diabo venceu hoje, mas amanhã confessar-se-á e tudo ficará bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Menina Gina... Menina Gina...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gina abre os olhos. Será que as suas preces foram atendidas e tem ali diante de si o próprio Senhor, que a veio resgatar da imundície? Está muito escuro e Gina resolve acender a vela.&lt;br /&gt;Tem diante de si um jovem de cerca de 19, 20 anos, muito afogueado diante daquela mulher voluptuosa e semi-nua à sua frente. Gina leva as mãos aos seios, a proteger-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem é você?&lt;br /&gt;- Daniel Netherfield, menina. Enteado do Sr. Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma pausa. O jovem é louro, tímido, franzino. Sob a luz da vela ainda parece mais frágil do que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vinha trazer-lhe este cobertor. Está muito frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gina levanta-se e aproxima-se do jovem. Sente o diabo ainda dentro de si, como se este lhe tivesse enviado este presente especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, está muito frio – diz Gina, à medida que se aproxima do jovem – Muito, muito frio. Mas não preciso de cobertores, pois não...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gina beija os lábios ao jovem, que demora a processar o que está a acontecer naquele momento. Resiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não resista, menino Netherfield... Já tentei. Mas ele é mais forte do que nós os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em carícias, Gina desce pelo corpo de Daniel abaixo. O rapaz entrega-se, finalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesa de cabeceira, a vela acesa tocou a foto das Irmãs Madalenas Descalças. A foto arde, invadindo o quarto com sombras bruxuleantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-3248814471159189024?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/3248814471159189024/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=3248814471159189024&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/3248814471159189024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/3248814471159189024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/o-palpitar-da-paixao-mas-livrai-nos-do.html' title='O Palpitar da Paixão - Mas livrai-nos do Mal'/><author><name>Melissinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18202737288608170635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/SY8vxBBpKCI/AAAAAAAAAKA/Tfhay72WoDI/S220/amigos+006.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-2457610734730159575</id><published>2009-07-21T21:19:00.004+01:00</published><updated>2009-07-21T21:21:21.527+01:00</updated><title type='text'>O Palpitar da Paixão - Frémito da Mentira</title><content type='html'>Gina sentiu um frémito percorrer-lhe o corpo inteiro enquanto via as nádegas presas dentro das calças de ganga do Sr.Carvalho e pensou: Olha mas que Carvalho que não me sentia assim desde os anúncios da Levis 501.&lt;br /&gt;Just Kiding, foi só para te assustar Melissa :) O palco é teu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-2457610734730159575?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/2457610734730159575/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=2457610734730159575&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2457610734730159575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2457610734730159575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/o-palpitar-da-paixao-fremito-da-mentira.html' title='O Palpitar da Paixão - Frémito da Mentira'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-1678362217005799108</id><published>2009-07-20T21:41:00.003+01:00</published><updated>2009-09-01T22:30:11.489+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>O Palpitar da Paixão: na casa do Carvalho.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Sr. Carvalho não era de todo o que &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; imaginara. Tinha-o idealizado como um homem envelhecido pela perda, velho. A sua viuvez associada com a sua fama de incurável irascível tinham incrustado na mente de &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; a imagem de um velho chato, rezingão e insuportável. Mas não era esse homem que se detinha em frente a ela. Em vez disso, o Sr. Carvalho revelara-se um homem de porte. Alto, musculado, com o cabelo levemente grisalho e farto, penteado naturalmente para trás dando relevo aos seus olhos castanhos, de olhar duro. O nariz longo revelava algumas mazelas de lutas antigas e a boca era fina. &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; sentiu o magnetismo animal daquele homem ao mesmo tempo rude e imponente. Recompôs-se:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Desculpe. O meu nome é &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; e venho candidatar-me ao lugar de governanta desta casa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sua voz saiu firme e confiante, muito embora &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; sentisse todo o seu corpo a tremer&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Pois bem. Eu sou o dono desta casa. Pode chamar-me Sr. Carvalho. Passemos então à entrevista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Aqui?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Qualquer lugar serve. Se não estiver satisfeita, pode voltar para de onde veio minha senhora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Pois bem, comecemos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Tem experiência na função a que se candidata?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Bom, tenho estado a tomar conta da minha própria casa nos últimos 10 anos. Penso que que isso se pode qualificar de experiência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Minha senhora, se vem para fazer perder o meu tempo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não, de todo Sr. Carvalho. Acredito que posso prestar um bom serviço na sua casa e ser uma referência para todos os criados e as suas visitas. Aprendi a estar presente sem ninguém dar por mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este argumento pareceu agradar a Carvalho. Abriu um sorriso trocista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Veremos. A senhora dona...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-...pois, &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt;. A senhora tem uma figura muito elegante, isso é certo. Fica com o trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Desculpe, mas está a oferecer-me o trabalho pela minha figura. Isso é...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Quer ou não o lugar? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Sim...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Amanhã às 8 servem o pequeno almoço. Quero vê-la junto à mesa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Carvalho virou as costas a &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; sem mais uma palavra e afastou-se. &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Gina&lt;/span&gt; permaneceu imóvel no caminho observando aquele homem a afastar-se e deu por ela fixamente a olhar para as costas largas daquele homem com as suas calças de ganga gastas bem justas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Desculpem mas não me contive... chamem-lhe ejaculação precoce!)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desculpa &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;Melissa&lt;/span&gt;, a próxima é tua!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-1678362217005799108?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/1678362217005799108/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=1678362217005799108&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1678362217005799108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1678362217005799108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/o-palpitar-da-paixao-na-casa-do.html' title='O Palpitar da Paixão: na casa do Carvalho.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-1409880751384113223</id><published>2009-07-20T19:35:00.002+01:00</published><updated>2009-07-20T19:37:28.142+01:00</updated><title type='text'>MELISSA ONDE ESTÁ A NOSSA PAIXÃO PALPITANTE?</title><content type='html'>MELISSA os fãs aguardam em êxtase. Onde andas tu mulher que devias andar a dedicar-te à pornochachada!!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-1409880751384113223?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/1409880751384113223/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=1409880751384113223&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1409880751384113223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/1409880751384113223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/melissa-onde-esta-nossa-paixao.html' title='MELISSA ONDE ESTÁ A NOSSA PAIXÃO PALPITANTE?'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-8060100543383066541</id><published>2009-07-16T19:28:00.004+01:00</published><updated>2009-09-01T22:29:50.257+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Palpitar da Paixão'/><title type='text'>O Palpitar da Paixão</title><content type='html'>Gina olhou-se mais uma vez ao espelho e com a mão trémula limpou as lágrimas que rolavam pela face sem permissão.&lt;br /&gt;Sabia que o tempo se limitara a acariciar a sua pele, investindo-a de pequenas, quase imperceptíveis rugas que mal faziam história, mas mesmo assim sentia-se a mulher mais antiga do mundo.&lt;br /&gt;O final do seu casamento com um homem que nunca a amara de verdade, seguido de um divórcio tumultuoso, em que ele arranjara forma de ficar com os dois filhos menores e de a deixar sem nada, investira-a de uma força que não sabia possuir. De dentro de si nasceu uma verdadeira leoa, disposta a lutar com unhas e dentes pelas suas crias, nem que para isso fosse preciso virar a sua vida do avesso.&lt;br /&gt;E fora precisamente isso que fizera. Apesar de ser uma mulher culta e sensível não teve qualquer problema em candidatar-se àquele lugar de governanta na célebre Mansão de Netherfield.&lt;br /&gt;O seu proprietário, um viúvo austero e solitário, que nunca recuperara totalmente da trágica morte da sua esposa, era conhecido pelos seus ataques de ira para com o pessoal de serviço. Mas nem isso, nem o facto de ser a sétima governanta a candidatar-se no espaço de um ano, a dissuadiram da entrevista a que estava prestes a submeter-se.&lt;br /&gt;Disfarçou as lágrimas o melhor que conseguiu. Prendeu o seu longo cabelo loiro com um grosso elástico. Deteve-se cautelosamente na escolha da roupa a usar, pois não poderia mostrar de mais, nem de menos. Sabia que tinha que ser sensata, agora mais do que nunca. Precisava daquele trabalho, de recuperar os filhos, de dar a volta por cima da sua própria vida. Não podia falhar logo na primeira etapa. A entrevista tinha que ser perfeita. Por isso revelaria apenas o estritamente necessário.&lt;br /&gt;Apesar de possuir umas pernas bem torneadas, deixaria apenas adivinhar os seus contornos sob a saia comprida. Os seus seios, firmes e generosos, surgiriam escondidos debaixo de um tímido decote.&lt;br /&gt;Teria que encarnar a governanta perfeita. A mulher capaz de gerir uma casa de tradição sem pestanejar. Capaz de engolir um insulto sem perder a pose. Teria que ser alguém que não era de todo e isso era o que a deixava mais nervosa.&lt;br /&gt;Foi com o coração em sobressalto que passou os portões da imponente propriedade. Olhou em volta e percebeu que estava perante uma paisagem de cortar a respiração, a imensidão de verde, salpicada de quando em vez por um contorno de céu, deixou-a deslumbrada e pensou que quem quer que vivesse ali não poderia ser uma pessoa tão gelada quanto a pintavam.&lt;br /&gt;Seguiu a pé pelo caminho empoeirado que conduzia à mansão, ajeitou mais uma vez o cabelo um pouco desalinhado e respirou fundo, projectando o peito bem para fora, desenhando uma curva que se confundia com a bucólica paisagem.&lt;br /&gt;- Onde é que pensa que vai?!&lt;br /&gt;Gina olhou na direcção daquela voz rouca e viril que arrepiou cada recanto da sua pele e não queria acreditar no que os seus olhos viam...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Nota de Rodapé: Meninos e Meninas isto não sou eu. Foi a Corin que encarnou em mim, por favor, nada de confusões...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-8060100543383066541?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/8060100543383066541/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=8060100543383066541&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8060100543383066541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8060100543383066541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/o-palpitar-da-paixao.html' title='O Palpitar da Paixão'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-2752840692684779926</id><published>2009-07-16T14:16:00.002+01:00</published><updated>2009-07-16T14:23:30.131+01:00</updated><title type='text'>Homenagem Inspiradora</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/Sl8ogwEBaFI/AAAAAAAAAgc/ZnUv4r-SCew/s1600-h/Corin2.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 202px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/Sl8ogwEBaFI/AAAAAAAAAgc/ZnUv4r-SCew/s320/Corin2.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359046624716875858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/Sl8ogtlmEMI/AAAAAAAAAgU/wCI_KUbVJ_s/s1600-h/Corin1.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/Sl8ogtlmEMI/AAAAAAAAAgU/wCI_KUbVJ_s/s320/Corin1.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359046624052383938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para irmos sentindo o ambiente que se segue, aqui ficam umas fotografias de algumas obras primas desse mito do romance de gaja desesperada, Corin Tellado.&lt;br /&gt;Uma das memórias mais vívidas que tenho da minha infância é a imagem da minha bisavó Irene sentada num sofá, solitária, segurando numa mão um cigarro que levava aos lábios sempre pintados de vermelho e na outra um destes livrinhos onde se perdia horas seguidas, sonhando no que poderia ter sido a sua vida e suspirando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-2752840692684779926?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/2752840692684779926/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=2752840692684779926&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2752840692684779926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2752840692684779926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/homenagem-inspiradora.html' title='Homenagem Inspiradora'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/Sl8ogwEBaFI/AAAAAAAAAgc/ZnUv4r-SCew/s72-c/Corin2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-8653493959432677826</id><published>2009-07-15T17:36:00.012+01:00</published><updated>2009-09-01T22:29:08.048+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Do Outro Lado da Mira'/><title type='text'>Do outro lado da mira: Ne te laisse pas influencer par la première image.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;João saiu calmamente do restaurante. Estava confuso e ele detestava isso. Toda a sua vida tinha sido simples como um disparo. Avistava o alvo, encurralava-o e puxava o gatilho. O seu coração acelerava, sentia a urgência do tempo a passar. "Vinte e quatro horas", pensou, "tenho 24 horas para descobrir como vou salvar Leonor, apanhar o quadro e, mesmo assim, evitar matar Ana." Sentia que aquela mulher era inocente no meio de toda a história, um peão &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;manietado&lt;/span&gt; por alguém. "Sérgio Andrade". Calmamente, desceu a &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Av&lt;/span&gt;. &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Champs&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Elysées&lt;/span&gt; enquanto colocava as ideias em ordem. "Preciso do quadro para salvar Leonor, mas se o entregar a Sérgio o Banco mata-me. Ana foi bem clara quanto ao valor que o quadro tem para ela, por isso não o vai entregar sem luta. Mas porquê? E a vigia, a quem respondia ela? E quem é Mel?" Demasiadas perguntas, pouco tempo para responder. João tomou uma decisão " Vou fazer como sempre: sigo o meu instinto. Disparo primeiro, pergunto depois!"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entrou no quarto de arma em punho e uma mulher igual a Ana esperava por ele. "Olá Mel!" disse com um sorriso para logo disparar um tiro certeiro no seu peito. Ela caiu, uma máscara de desespero cobriu a cara que antes ostentava um ar superior e arrogante. Agarrou o quadro e dirigiu-se à mulher, &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;agónica&lt;/span&gt; e a tremer de frio. "Diz-me para quem trabalhas e poupar-te-&lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;ei&lt;/span&gt; a horas de sofrimento..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Eles sabem que o Sérgio tem a tua mulher..." respondeu com uma voz quase inaudível "o quadro, querem o quadro..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Eles?? Quem? QUEM?"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O Banco."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;João disparou um tiro certeiro na testa de Mel. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O Banco? Mas como?.... MERDA!!" Vasculhou o corpo da mulher que jazia morta em frente a ele. Pesquisou a sua face, afastou o cabelo e descobriu. Uma pequena linha de sutura denunciava-a. Mexeu-lhe na face e esta mexeu, como se se soltasse dos ossos. "Disfarçaram esta agente para se parecer com Ana. Queriam estar certos que eu lhes levava o quadro..." Já não se tratava apenas de uma missão normal, era um teste de lealdade ao Banco. Saiu com o quadro embrulhado num lençol e pensava em Ana. O que lhe teria acontecido? Sentia-se aliviado pois uma das exigências de Sérgio foi deixar Ana em paz. Mas o seu instinto dizia-lhe que ainda a iria encontrar. O telefone tocou. A mesma voz sensual e feminina que lhe ordenou a missão. "João, meu querido! Tens um avião á espera para regressares a Lisboa. Ah, e trás o quadro sim?"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Mas, Leonor..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Sabias que este era um trabalho perigoso. Nunca devias ter-te envolvido." Desligou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais uma chamada. Leonor. "Olá meu velho! Tens 12 horas para entregar o quadro. Lisboa, no parque de estacionamento por baixo da Vasco da Gama." Mas como estavam ambos os interessados tão bem informados acerca dos seus movimentos?? Olhou em redor e viu-a. A vigia jogava nos dois campos. Ela acenou-lhe e desapareceu nas ruas escuras de Paris. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas quase três horas de viagem entre Paris e Lisboa, João considerou todas as suas hipóteses. Sabia que, mal pusesse pé na pista de aterragem estaria a ser vigiado pelo banco, Lisboa pertencia-lhes, eles eram intocáveis. Mas Leonor. Apesar de já não sentir nada por ela, devia-lhe respeito. Não podia simplesmente deixá-la morrer. Mas, mesmo que conseguisse resgatar Leonor e manter o quadro na sua posse, mesmo que entregasse o quadro ao Banco depois de salvar Leonor, eles nunca iriam permitir que voltasse à organização. E ninguém sai do Banco. Vivo, pelo menos. Em Lisboa a sua chefe aguardava-o. Uma mulher madura, nos seus cinquenta, mas muito bonita e elegante. Entrou no carro. "João. O quadro?" Ele olhou para trás e ela viu o motorista colocar o quadro na mala do carro. "Muito bem. E Leonor?" João saiu do carro sem dizer uma palavra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A noite cobriu Lisboa. O parque designado por Sérgio era convenientemente afastado e pouco iluminado. Uma carrinha preta estava parada ao fundo do parque. Dois homens saíram da carrinha quando João se aproximou. Armas apontadas, caras tapadas "O quadro?" perguntaram. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Onde está Leonor?" A porta traseira da carrinha abriu-se e um terceiro homem arrastou para fora uma mulher com a cabeça coberta. Reconheceu o vestido e a pulseira de Leonor. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O QUADRO??"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Calma, calma... cá está." retirou uma tela cuidadosamente enrolada de dentro do casaco. Quando matou Mel reparou numa reprodução exacta do &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;Modigliani&lt;/span&gt; pousada em cima de uma mesa. Devia fazer parte de um qualquer plano de fuga de Ana. Agora esperava que o pudesse ajudar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"E a Ana? Morta? Não fazia parte do acordo..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Não sei da Ana! Tanto quanto posso imaginar foi eliminada por outro agente do banco... não tenho nada a ver com isso."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Muito bem... façamos então o nosso negócio."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Sérgio Andrade... ao telefone não o imaginei um cobarde! A esconder a cara... Mostra-te!"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"EU SOU SÉRGIO ANDRADE!!" uma voz feminina ecoou entre os pilares da Ponte e saiu das sombras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Quem? LEONOR....? Mas... como...." João nunca se tinha sentido tão surpreendido e tão perdido. "TU!?!?"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Meu amor... sempre me julgaste uma mulher fútil, desligada, um pouco burra até. E tinhas a tua razão, afinal eu nunca quis ver quem tu eras. UM MENTIROSO!! Com quantas mulheres já estiveste depois de mim? QUANTAS JOÃO? Dei-te tudo de mim, aguentei as tuas "viagens de negócios" como chamas ás tuas aventuras. E depois aquela foto. Aquela mulher, aqueles olhos, aquele olhar. Sabia que nunca podia competir com aquilo!! Eu, a tua mulher usada e chata, a quem tu rejeitas chamadas e carinho. Aquela que tu &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;FODES&lt;/span&gt; quando chegas a casa frustrado do trabalho!! Eu sou o caixote do lixo das tuas frustrações... olha o que me fizeste..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então era isso. Leonor estava tomada pelos ciúmes "Leonor, eu... estás louca."&lt;br /&gt;"CALA-TE!" deu um sinal ao homem que segurava a mulher misteriosa e este revelou-lhe a face: Ana!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Agora, meu cobarde, QUERO QUE A MATES!!! MATA-A JÁ OU MORREM OS DOIS!"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;João tentou ganhar tempo. Mais uma vez estava certo, Ana era uma vítima. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Mas como? Como descobriste? Quem são estes homens?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Quando vi a foto desta &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;PUTA&lt;/span&gt; na tua secretária decidi que bastava. Estava farta das tuas mentiras. Estes homens? Não é difícil encontrar quem esteja disposto a matar por uma boa quantia. Que vai &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-corrected"&gt;sair&lt;/span&gt; da tua conta, já agora!! Depois eles encarregaram-se de encontrar quem te seguisse em Paris e raptaram esta desgraçada. E cá estamos nós."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Amadores." Pensou João "Uma cambada de amadores..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"DISPARA!" gritou Leonor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;João disparou. Um tiro certeiro no pescoço de Leonor acabou com ela, seguido quase &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-corrected"&gt;simultâneamente&lt;/span&gt; por um tiro na cabeça do raptor de Ana. Os dois outros homens largaram as armas e fugiram, apavorados. Ana chorava compulsivamente e João abraçou-a.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Desculpe, desculpe João... eles ameaçaram matar-me..." o choro tomou conta dela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;João aproximou-se do corpo de Leonor, baixou-se e acariciou-lhe a face "Não me deste escolha."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pegou em Ana e desapareceu. O telefone tocou "João, seu &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;malandreco&lt;/span&gt;!!" era a sua chefe "a missão está concluída, o cliente ficou satisfeito com o seu novo &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;Modigliani&lt;/span&gt;! Viu as fotos da "Ana" que mataste em Paris nos jornais e ficou deliciado!! Estás livre por agora. E a Ana?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Está comigo."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Leonor?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Morta."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"E o que vais fazer com o quadro?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O quadro?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"João, a besta que pagou esta missão não quis saber do quadro. Pendurou-o numa parede de uma das suas mansões e nunca vai olhar para ele. Mas eu sei que me entregaste uma réplica... o que vais fazer com ele?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Devolvê-lo à sua legítima dona."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;FIM!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PARABÉNS ANA!!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-8653493959432677826?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/8653493959432677826/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=8653493959432677826&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8653493959432677826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8653493959432677826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/do-outro-lado-da-mira-ne-te-laisse-pas.html' title='Do outro lado da mira: Ne te laisse pas influencer par la première image.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-5766212013686512461</id><published>2009-07-14T10:52:00.004+01:00</published><updated>2009-09-01T22:28:45.206+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Do Outro Lado da Mira'/><title type='text'>Do outro lado da Mira - A Vigia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentia-se completamente perdido, não sabia por onde escapar de todo aquele filme que mais parecia de bollywood do que de outra coisa, tinha tudo para ser um filme europeu mas faltava-lhe algo mas que não compreendia o que era.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava preso na sala "Privée" do restaurante, deu voltas e voltas para perceber por onde poderia escapar, talvez existisse uma saída secreta como já tinha encontrado em outros restaurantes do género. Mas sabia que no "Le Boudoir" isso não acontecia, ele conhecia muito bem o Restaurante e aquele sempre foi um local que fez questão de manter afastado das suas missões, por ser um dos seus preferidos e escolheu-o para ser o seu porto seguro quando ia a Paris. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acabou por perder a noção do tempo, talvez já tivessem passado algumas horas...começava a ficar impaciente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando se levantou para ir buscar um copo de agua de uma das garrafas da mesa, ouviu passos no corredor, eram de saltos altos. Sabia que não eram as as irmãs Casaco, pois nenhuma delas usava um salto tão barulhento. Por momentos ficou apreensivo, queria sair dali mas tinha algum receio pela segurança de Leonor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo depois a fechadura da porta destrancou-se, João não sabia muito bem o que fazer, encostou-se a uma das paredes em pé e esperou que lhe dessem ordens. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Olá João, acho que já basta de estar aqui preso...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Quem é você? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Isso não importa, o que sei é que na verdade não sei de que lado estou, se por um lado me deram ordens para o vigiar e controlar os seus passos, por outro senti-me na obrigação de o avisar que a sua esposa corre perigo. Eles impuseram um limite para esta missão ficar concluída, mas não lhe quiseram dar esse limite a si para não o pressionar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Nas minhas missões não costumam existir estes jogo de gato e rato, sou pago para fazer o serviço e nada mais. Mas esta história está a sair de todos os limites, primeiro colocam a Leonor como escudo e depois existem regras do jogo que estão claramente a ser escondidas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Por isso é que decidi arriscar e vir até aqui para lhe dizer que terá que resolver o caso em menos de 24 horas, pois caso contrario...não preciso dizer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mas diga-me quem é o manda chuva? Para quem estamos a trabalhar? Preciso saber com quem estou a lidar!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- João, sinceramente nem eu sei, tal como lhe disse fui contratada para ser a sua sombra e comunicar-lhes todos os seus passos, quanto ao resto nada sei. Fui contratada para o seguir a partir do aeroporto e até aqui disseram-me muito pouco sobre si, apenas sei o objectivo da missão, nada mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Preciso sair daqui, tenho que encontrar a Ana que me trancou aqui...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não será difícil encontra-la, ela está no "Napoleon", precisamente no seu quarto à sua espera...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não estou a perceber este jogo do gato e do rato...ela em vez de fugir de mim, está a fazer precisamente o contrario. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Talvez o João ainda não tenha visto o jogo de outros ângulos...há regras que ainda não percebeu e isso faz com que tudo isto lhe pareça estranho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O telemóvel dela tocou, afastou-se da sala e foi para o corredor falar, João aproveitou para a seguir, pois sabia que só podia ser o manda chuva. « Oui C'est Moi! está tudo a correr como o planeado, ele esteve preso numa das salas do "Le Boudoir" e tal como era previsto vai agora ter com a Mel, não ele ainda não descobriu, julga que são irmãs...nada mais...» João ouviu a conversa e voltou para o local onde tinha ficado antes do telefone tocar, estranhou toda aquela conversa da suposta vigia de serviço...e sem que esta contasse tinha ouvido a conversa, sabia que uma das Anas se chamava Mel, estranhou toda aquela história...queria sair dali o mais rápido possível. Tinha que encontrar uma explicação para todo aquela missão que começava a não fazer sentido nenhum. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas não podia sair assim, pois iria parecer que ele estava a fugir da pessoa que lhe tinha aberto a porta. Sabia que tinha que lhe passar a ideia de que confiava nela, pois já tinha percebido que também ela estava em jogo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ahhh! Peço desculpa tive que atender, era do Hotel parece que tenho que mudar de piso, acho que houve uma inundação no piso onde estou... - Mentiu descaradamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não tem problema, preciso é ir embora para conseguir apanhar a Ana no meu quarto. - Informou João.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Vá, e tente descobrir algo...precisamos finalizar a missão o mais rápido possível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não se preocupe que ainda hoje terá noticias minhas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-5766212013686512461?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/5766212013686512461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=5766212013686512461&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5766212013686512461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5766212013686512461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/do-outro-lado-da-mira-vigia.html' title='Do outro lado da Mira - A Vigia'/><author><name>Clementine Tangerina</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_og2S7xDfw5c/SUgUNt-8pDI/AAAAAAAAAx0/U5d2pHVafVE/S220/eye.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-7516000885730930940</id><published>2009-07-12T20:42:00.001+01:00</published><updated>2009-09-01T22:28:24.984+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Do Outro Lado da Mira'/><title type='text'>Do outro lado da Mira - O dia da caça</title><content type='html'>- Já percebi. É um ataque de riso nervoso. O seu corpo podia ter respondido com choro convulsivo, mas pelos vistos...&lt;br /&gt;Mas João não conseguia parar de rir. Tentava começar uma frase, mas falhava.&lt;br /&gt;- Pelos vistos você é o do tipo irónico – Ana estava cada vez mais impaciente.&lt;br /&gt;- Não, não, não, - disse João, a limpar as lágrimas histéricas e a tentar retomar algum fôlego – diga-me só uma coisa...&lt;br /&gt;Mas não completava. Gargalhava como um louco. Ana revirava os olhos. João vai conseguindo controlar-se.&lt;br /&gt;- Você tem um quadro de uma mamma italiana que aparentemente vale a vida da minha mulher, que está nas mãos de um tipo qualquer saltado do túnel do tempo. Até aqui tudo bem, se não fosse o...&lt;br /&gt;Mais gargalhada. Mais revirar de olhos.&lt;br /&gt;- ... O facto de você ter um CC e um BCC!&lt;br /&gt;Ana levanta-se já completamente impaciente.&lt;br /&gt;- Podia por favor recobrar a sua compostura?&lt;br /&gt;João levanta-se instantaneamente, pondo-se de frente para ela.&lt;br /&gt;- Posso recobrar toda a compostura do mundo, Dra. Copy/Paste, se você se dignar a dizer-me, por amor de Deus, desde quando Tarantino trabalha para os Apanhados, porque esta merda já me está a dar A VOLTA AOS MIOLOS!&lt;br /&gt;João já está aos berros.&lt;br /&gt;- POR CAUSA DO QUADRO DUMA PUTA DUMA VELHA!&lt;br /&gt;Ana encolhe-se com o último berro.&lt;br /&gt;- Sem ofensa à sua bisavó, é claro.&lt;br /&gt;Há um momento de silêncio em que João volta a sentar-se.&lt;br /&gt;- Posso fazer-lhe uma pergunta?&lt;br /&gt;João assente. Não deve haver nada que ela não saiba.&lt;br /&gt;- Quem o enviou para me matar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei.&lt;br /&gt;- E quem está a proteger-me?&lt;br /&gt;- Diga-me você.&lt;br /&gt;Ana levanta-se, está claramente nervosa. Saca de um maço de tabaco da mala, oferece um cigarro a João que aceita prontamente.&lt;br /&gt;- Pode não acreditar, mas estou tão às aranhas quando você. A mim também não me dizem nada.&lt;br /&gt;Ana estaca. Descaiu-se. Abre-se um leve sorriso nos lábios de João.&lt;br /&gt;- Você...&lt;br /&gt;Ana cerra os olhos. Dá uma passa nervosa no cigarro. João levanta-se, aborda-a por trás.&lt;br /&gt;- Você está numa missão também.&lt;br /&gt;João encosta-se a ela, respira na sua nuca.&lt;br /&gt;- Quem é o seu alvo, Ana Casaco?&lt;br /&gt;- Não é tão simples quanto parece.&lt;br /&gt;Já falou. Mas que merda, o que aconteceu ao seu profissionalismo?&lt;br /&gt;Vira-se.&lt;br /&gt;- Não estamos exactamente no mesmo meio, João. Mas pode acreditar numa coisa...&lt;br /&gt;A sua voz é rouca, quente.&lt;br /&gt;- Para mim, a única coisa que importa é o quadro. Mais nada. Para proteger o quadro, não olharei a meios.&lt;br /&gt;Agarra na mala, amarra um lenço sobre os cabelos e põe os óculos à Jackie Kennedy. João sabe que não é o momento de tentar escapar. Os anos naquele ramo ensinaram-lhe que um dia é da caça, outro do caçador.&lt;br /&gt;- Você vai ter de ficar aqui, agora. Mas vai ter notícias minhas em breve. Se se portar bem, posso ver se descubro alguma coisa sobre o meu protector e... a sua mulher.&lt;br /&gt;Leonor. Claro. O Chanel nº 5, a voz rouca e toda aquela história louca de Ana o tinha envolvido de tal forma que a sua mulher tinha passado para o fim da fila.&lt;br /&gt;- Se não puder vir, mando alguém em meu nome.&lt;br /&gt;- Uma das suas irmãs?&lt;br /&gt;Ana já está à porta.&lt;br /&gt;- Irmãs?&lt;br /&gt;- Sim, as duas mulheres ontem... no restaurante?&lt;br /&gt;Ana sorri um meio sorriso misterioso, sem nunca levantar os óculos.&lt;br /&gt;- Ne te laisse pas influencier par la première image. Jamais.&lt;br /&gt;Bate a porta. João ouve três fechaduras a serem encerradas. Está sozinho com Francesca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-7516000885730930940?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/7516000885730930940/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=7516000885730930940&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/7516000885730930940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/7516000885730930940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/do-outro-lado-da-mira-o-dia-da-caca.html' title='Do outro lado da Mira - O dia da caça'/><author><name>Melissinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18202737288608170635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/SY8vxBBpKCI/AAAAAAAAAKA/Tfhay72WoDI/S220/amigos+006.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-4573878475271134587</id><published>2009-07-11T20:23:00.002+01:00</published><updated>2009-07-11T20:25:30.700+01:00</updated><title type='text'>TOCA A MEXER MELISSA PREGUIÇA</title><content type='html'>Ó Corin Tellado de algibeira então a nossa história? &lt;br /&gt;A nossa próxima tem que ser um romance piroso-romântico-erotico-escaldante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-4573878475271134587?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/4573878475271134587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=4573878475271134587&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/4573878475271134587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/4573878475271134587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/toca-mexer-melissa-preguica.html' title='TOCA A MEXER MELISSA PREGUIÇA'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-8613614913992458213</id><published>2009-07-09T13:53:00.005+01:00</published><updated>2009-09-01T22:28:03.660+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Do Outro Lado da Mira'/><title type='text'>Do Outro Lado da Mira - Na Escuridão de um Olhar</title><content type='html'>Enquanto os lábios de “Marie” exploravam o interior da sua boca, pequenos alertas começaram a soar dentro de si. Os velhos sinais que sempre o haviam protegido em cenário de guerra e tantas vezes nas suas missões enquanto assassino a soldo, soavam agora mais fortes do que nunca, retesando-lhe os músculos, colocando-o num estado de hiper vigilância e num impulso que não conseguiu conter, afastou de si a mulher que tentava seduzi-lo, levantando-se com uma violência tal que a projectou a ela e à própria mesa pelos ares. Mas estranhamente não ouviu o ruído das garrafas a quebrarem-se, nem tão pouco sentiu o cheiro do vinho derramado.&lt;br /&gt;O olhar turvo, a boca seca, a cabeça tonta indicavam-lhe que não estava no controle da situação e isso tirava-o do sério. Queria correr dali para fora, mas as pernas estavam presas, queria gritar, mas apenas um leve murmúrio se soltava da garganta enfraquecida. Esfregou os olhos raiados de sangue e quando voltou a abri-los já não estava lá ninguém. Encontrava-se sozinho na sala privada do restaurante. A mesa não estava caída no chão, não havia garrafas entornadas, nem o ruído das vozes femininas povoava o ar em seu redor, cada vez mais escasso. Sentia-se sufocar.&lt;br /&gt;Queria juntar as peças do puzzle, raciocinar com clareza, mas antes de conseguir perceber o que lhe estava a acontecer caiu sem sentidos, inanimado no chão pegajoso do restaurante. O seu cérebro gritava ordens de comando ao corpo entorpecido, mas os músculos não lhe obedeciam.&lt;br /&gt;Ouviu uma voz feminina suave que cuspia ordens de maneira firme e segura e sentiu quatro mãos que pegavam no seu corpo inerte, elevando-o no ar. O frio da rua penetrou nos seus pulmões como uma facada e o motor de um carro em funcionamento disse-lhe que alguém aguardava por eles. O som seco de uma mala a fechar catapultou-o para o que julgou ser a sua própria morte. Então morrer era assim? Mas que voz era aquela que continuava a escutar? Que ruído de fundo, que mãos lhe tocavam agora? Só podia ser uma qualquer entidade divina encarregue de o transportar nos braços até ao juízo final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som de uma peça para piano de Mozart puxou-o do sono profundo em que havia caído e quando conseguiu finalmente descerrar o olhar e despertar do que lhe parecera o seu próprio fim, uma mulher fitava-o. Cabelos cor de mel, olhar perdido no fundo da alma. Um olhar escuro, cheio de todos os mistérios femininos do mundo. Num flash cada vez mais consciente sentiu a mão de Ana no avião quando passou por ele e reviu na sua mente tudo o que tinha acontecido. O seu olhar demasiado treinado para se deixar enganar lembrou então a subtileza com que o alvo do seu próximo crime passara a mão sobre o seu copo de Whisky pousado na mesinha de refeição.&lt;br /&gt;Mas antes de poder alinhavar as suas próprias conclusões olhou de volta o olhar que o fitava vindo de uma simples pintura e percebeu que estava na presença do famoso Modigliani. A mulher retratada pelo pintor que morrera na miséria estava no mesmo compartimento que ele, desafiando-o, tentando-o, mas ao mesmo tempo, enchendo-o da mais profunda paz. Quem quer que fosse aquela mulher ali pintada valia a pena lutar por ela, disso não restava a menor dúvida.&lt;br /&gt;- A minha bisavó Francesca e antes que me pergunte sim. Fui eu que o dopei no avião.&lt;br /&gt;João virou-se naquela cama improvisada sobre um sofá de veludo e ali estava ela mais uma vez, a mulher que teria que assassinar. Bonita, quase etérea, num olhar em tudo tão semelhante ao do quadro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-8613614913992458213?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/8613614913992458213/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=8613614913992458213&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8613614913992458213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/8613614913992458213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/do-outro-lado-da-mira-na-escuridao-de.html' title='Do Outro Lado da Mira - Na Escuridão de um Olhar'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-6898078602322334410</id><published>2009-07-08T17:25:00.001+01:00</published><updated>2009-09-01T22:27:43.936+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Do Outro Lado da Mira'/><title type='text'>Do outro lado da mira: ménage à trois.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;João entrou no restaurante que se aprontava para fechar. "&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Escusez&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;moi&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;monsieur&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;on&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;ferme&lt;/span&gt;... Ah, Senhor João, não me tinha apercebido de quem se tratava! Entre por favor." Paris tem o bom e o mau de se poder encontrar um português em cada esquina. O restaurante estava vazio. Ter-se-ia enganado no restaurante? "Desculpe" perguntou ao empregado enquanto este preparava a mesa "reparei que entrou antes de mim uma mulher, alta, morena, olhos verdes. Não pude deixar de reparar nela...", "Sim!" &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-corrected"&gt;respondeu&lt;/span&gt; o empregado com um sorriso "as gémeas Casaco! São três exactamente iguais e, perdoe-me a franqueza, é o pecado elevado ao cubo!". João não pode deixar de sorrir com a analogia matemática do empregado. "Estão numa sala privada, aqui ao lado. Mas infelizmente temos ordens para não as incomodar. Encontram-se aqui uma vez por semana, ora ao almoço e, por vezes como hoje, pedem que sirvamos o jantar."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;João sentiu todo o seu corpo a ficar tenso, pronto para a acção. Se estavam ali as três tinha de encontrar uma maneira de se aproximar delas. Levantou-se e percorreu o restaurante até encontrar a porta que procurava. A placa não deixava dúvidas "&lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;Privée&lt;/span&gt;",a ao a empurrar encontrou-se na zona de trabalho do restaurante. Percorreu o corredor escuro e deserto tentando aperceber-se de alguma actividade, alguma conversa por trás das sucessivas portas que surgiam ao longo do corredor. Parou ao ouvir risos. Abrandou o passo e a respiração e encontrou a porta que queria. Por segundos, pensou nas suas hipóteses: matar as três e tentar ocultar o facto a Sérgio Andrade até conseguir libertar Leonor ou tentar aproximar-se das &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;Anas&lt;/span&gt; e ganhar tempo para tentar sair desta situação. Inspirou fundo e abriu a porta. As três &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Anas&lt;/span&gt; estavam inesperadamente descontraídas! Descalças, com os seus sapatos de salto alto espalhados pelo chão, as camisas desabotoadas, os cabelos presos com as &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;esferográficas&lt;/span&gt; "&lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;Montblanc&lt;/span&gt;". Uma delas massajava os pés da outra enquanto a terceira fumava descontraidamente um cigarro. Sobre a mesa estavam três pratos de moelas e algumas garrafas de "Casal Garcia"! Tratavam-se de portuguesas, seguramente! Apenas após alguns segundos se aperceberam da presença de João que se sentiu esmagado pelos olhares penetrantes daquelas belas mulheres, um intenso raio verde que lhe fez estremecer as entranhas. Gaguejou inconscientemente "&lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;Ehhh&lt;/span&gt;... &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;Je&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;cherche&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;le&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;toilette&lt;/span&gt;... &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;pardon&lt;/span&gt;..." Uma das &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;Anas&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;repondeu&lt;/span&gt;, com um ar divertido "Estes &lt;em&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;avecs&lt;/span&gt;,&lt;/em&gt; sempre um bocado perdidos... &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;Le&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;toilette&lt;/span&gt; c'&lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;est&lt;/span&gt; lá &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;bas&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;au&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;fond&lt;/span&gt;.". Era a vez de João reprimir um sorriso "Perdoe-me senhora, mas nem só os franceses se perdem! O meu nome é João." As três &lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error"&gt;Anas&lt;/span&gt; explodiram numa gargalhada &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;irreprimível&lt;/span&gt; e convidaram João para se juntar a elas. João tremia de excitação e sentimento de sucesso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chamaram o empregado e pediram mais vinho. &lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;Disseram&lt;/span&gt;-lhe que se iriam demorar e que não queriam ser incomodadas. João apresentou-se como um banqueiro em viagem de negócios a Paris e elas revelaram que eram empresárias no ramo da transacção de obras de arte. João estava atento e tentava gravar cada pormenor da &lt;span id="SPELLING_ERROR_29" class="blsp-spelling-error"&gt;personalidade&lt;/span&gt; de cada uma. Como todas respondiam pelo nome de Ana tentou catalogar cada uma delas pela sua maneira de ser e estar. Uma delas tinha um olhar sensual, penetrante e poderoso. Dela emanava uma sexualidade mal contida e que dava a impressão de poder soltar-se a qualquer momento. Olhava frequentemente para ele com aqueles olhos verdes bem colados à sobrancelha e tocava frequentemente nas mãos e braços de João. Memorizou-a como &lt;span id="SPELLING_ERROR_30" class="blsp-spelling-error"&gt;Emanuelle&lt;/span&gt;. A segunda Ana era expansiva, divertida, simpática. Ria-se muito e alto e falava sobre tudo. Parecia estar magnetizada por &lt;span id="SPELLING_ERROR_31" class="blsp-spelling-error"&gt;Emanuelle&lt;/span&gt; e trocava olhares sugestivos com ela muito frequentemente. João baptizou-a como Marie. A terceira Ana era a mais reservada. Falava apenas o suficiente e quando interpelada. Parecia estar na defensiva com ele e &lt;span id="SPELLING_ERROR_32" class="blsp-spelling-corrected"&gt;perscrutava&lt;/span&gt;-os a todos com olhares demorados e inquisidores. Passou a ser a &lt;span id="SPELLING_ERROR_33" class="blsp-spelling-error"&gt;Soléne&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As horas escorreram e com elas o vinho. João tentava descobrir a mancha de cabelo que lhe desvendaria a &lt;span id="SPELLING_ERROR_34" class="blsp-spelling-corrected"&gt;verdadeira&lt;/span&gt; Ana Casaco, aquela que era o centro da sua missão. Sem sucesso. &lt;span id="SPELLING_ERROR_35" class="blsp-spelling-error"&gt;Emanuelle&lt;/span&gt; estava cada vez mais entusiasmada com o seu novo amigo. Obrigara-o a tirar o casaco e a desapertar a gravata, e os sapatos tinham sido atirados para um canto. "&lt;span id="SPELLING_ERROR_36" class="blsp-spelling-error"&gt;Fazemos&lt;/span&gt; isto uma vez por semana, para descontrair do mundo &lt;span id="SPELLING_ERROR_37" class="blsp-spelling-error"&gt;profissional&lt;/span&gt;! Mas nunca tínhamos tido um homem nas nossas pequenas festas privadas...". Acariciando o peito de João com as costas de uma das mãos enquanto acariciava os próprios lábios com a outra, &lt;span id="SPELLING_ERROR_38" class="blsp-spelling-error"&gt;Emanuelle&lt;/span&gt; aproximou-se de João. Sem aviso puxou pela gravata e beijou-o &lt;span id="SPELLING_ERROR_39" class="blsp-spelling-error"&gt;sofregamente&lt;/span&gt;. Marie, a cúmplice, encarregou-se de tirar a camisa de João rasgando-a e logo começou a lamber-lhe o peito. João lutava para não se &lt;span id="SPELLING_ERROR_40" class="blsp-spelling-error"&gt;desconcentrar&lt;/span&gt; mas isso era cada vez mais difícil. Já tinha seduzido mulheres para cumprir várias missões mas nunca isso lhe tinha dado prazer. Desta vez o prazer percorria-lhe o corpo, ondas de prazer espalhavam-se a partir de cada toque dos lábios daquelas mulheres. Estava perdido no meio dos jogos daquelas duas amazonas com o cio. Ainda viu o vulto de &lt;span id="SPELLING_ERROR_41" class="blsp-spelling-error"&gt;Soléne&lt;/span&gt; a fechar a porta mas desistiu de se manter alerta quando Marie lhe desabotoou as calças e o envolveu num quente e profundo beijo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-6898078602322334410?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/6898078602322334410/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=6898078602322334410&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6898078602322334410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6898078602322334410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/do-outro-lado-da-mira-menage-trois.html' title='Do outro lado da mira: ménage à trois.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-4842249321063377670</id><published>2009-07-08T14:01:00.000+01:00</published><updated>2009-07-08T14:02:22.516+01:00</updated><title type='text'>TOCA A ANDAR!</title><content type='html'>MIGUEL NÃO NOS FAÇAS ESPERAR MUITO POR FAVORES :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-4842249321063377670?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/4842249321063377670/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=4842249321063377670&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/4842249321063377670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/4842249321063377670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/toca-andar.html' title='TOCA A ANDAR!'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-4733328549132319910</id><published>2009-07-06T15:57:00.006+01:00</published><updated>2009-09-01T22:27:23.748+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Do Outro Lado da Mira'/><title type='text'>Do outro lado da mira - "Napoleon"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_og2S7xDfw5c/SlITze4Hp_I/AAAAAAAABck/I5eCstunv_E/s1600-h/44.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 167px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355364682079643634" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_og2S7xDfw5c/SlITze4Hp_I/AAAAAAAABck/I5eCstunv_E/s400/44.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pela primeira vez João tinha dúvidas no seguimento da sua missão, a vida de Leonor estava em risco mas também não queria deixar de desvendar todo este mistério. Três &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Anas&lt;/span&gt; é algo que nunca lhe tinha acontecido.&lt;br /&gt;Apanhou um táxi e pediu para o deixarem no Hotel "&lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Napoleon&lt;/span&gt;", era o hotel onde ficava sempre que vinha a Paris, a secretaria do banco tinha sempre o cuidado de o instalar na melhor suite e a sua chegada era sempre muito discreta. Sabia que tinha que ser discreto, por isso optava sempre por ficar no "&lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Napoleon&lt;/span&gt;", no caso de alguém do banco tentar falar com ele, sabiam que era ali que ficava sempre. Não queria levantar suspeitas.&lt;br /&gt;Quando terminou de fazer o &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;check&lt;/span&gt;-&lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;in&lt;/span&gt; a &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;recepcionista&lt;/span&gt; informou-o que tinha um envelope para ele no seu quarto, que tinha sido deixado logo de manhã.&lt;br /&gt;Estranhou já ter algo à sua espera no hotel, ele próprio só sabia que vinham à algumas horas atrás. Foi encaminhado pelo empregado até à suite 44, e pousou a sua pequena mala em cima da cama. Abriu a janela que dava para o o Arco do Triunfo e sem se sentar abriu o envelope.&lt;br /&gt;Várias fotografias, uma breve apresentação sobre a vida &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;profissional&lt;/span&gt; de Ana, os seus gostos literários e musicais. Para ele as três fotografias mais importantes eram as das três irmãs. Por trás de cada uma delas, estava uma breve discrição dos seus feitios, dos seus tiques e também algumas diferenças físicas que eram bem visíveis, o que para ele acabava por ser uma grande ajuda. Descobriu que de todas elas Ana era a única que tinha uma mescla de cabelo louro junto à orelha direita. Era uma mescla muito pequena que nem sempre era visível, principalmente quando ela andava com o cabelo apanhado.&lt;br /&gt;Descobriu através do envelope que lhe tinha sido deixado onde é que estavam hospedadas e começou por programar o seu dia para as começar a seguir.&lt;br /&gt;As horas foram passando e quando deu por isso a tarde já tinha passado, escondeu as fotografias e os documentos dentro do cofre e foi até ao "&lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;Le&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Boudoir&lt;/span&gt;" o seu restaurante preferido de Paris.&lt;br /&gt;Chamou o elevador e poucos segundos depois as portas abriram-se. Entrou e tentou disfarçar a sua admiração. Ali ao seu lado estava uma das &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;Anas&lt;/span&gt;, não conseguiu distinguir qual delas era, olhou atentamente para o cabelo mas nada da tal mescla, ouviu com atenção a conversa que esta estava a ter ao telefone. « &lt;em&gt;Sim, vou ter contigo ao "&lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;Le&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;Boudoir&lt;/span&gt;" mas olha que eu acho que eles só servem refeições ao almoço...está combinado...até já então&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;João ficou espantado, sem saber ela iria jantar ao mesmo restaurante que ele, era a oportunidade que ele teria para descobrir mais sobre elas e criar a oportunidade ideal para finalizar a missão.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-4733328549132319910?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/4733328549132319910/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=4733328549132319910&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/4733328549132319910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/4733328549132319910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/do-outro-lado-da-mira-napoleon.html' title='Do outro lado da mira - &quot;Napoleon&quot;'/><author><name>Clementine Tangerina</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_og2S7xDfw5c/SUgUNt-8pDI/AAAAAAAAAx0/U5d2pHVafVE/S220/eye.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_og2S7xDfw5c/SlITze4Hp_I/AAAAAAAABck/I5eCstunv_E/s72-c/44.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-4045869723994732571</id><published>2009-07-06T11:12:00.003+01:00</published><updated>2009-08-30T08:28:13.688+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Do Outro Lado da Mira'/><title type='text'>Do outro lado da mira - no aeroporto</title><content type='html'>João aperta o passo em ziguezague, fintando aquela gentinha anónima de aeroporto. Foda-se para isto, pensa, posso estar em Banguecoque ou em La Paz, gentalha de aeroporto é tudo a mesma coisa, carinhas bovinas a olhar painéis. Não se deixa irritar muito desta vez, ora porque o Xanax que usou para acalmar a taquicardia ainda canta, ora porque não pode perder o rasto à morena que o interpelou no voo. É incrivelmente parecida com o seu alvo, mas como seria isso possível? Acorda, João, Não seria. Merda do ar dos aviões, até alucinações dão.&lt;br /&gt;O telemóvel toca. Leonor. Leonor e os seus timings perfeitos.&lt;br /&gt;- Leonor, estou a caminho de uma reunião importante, podias deixar isso para...&lt;br /&gt;- A Leonor está bem.&lt;br /&gt;João não reconhece a voz àquele homem, mas sabe exactamente quem é.&lt;br /&gt;Sérgio Andrade. Seja esse o nome de uma pessoa ou uma organização.&lt;br /&gt;- Vai-me dizer o que devo fazer para ela continuar bem, não é?&lt;br /&gt;- O mesmo humor de sempre, João.&lt;br /&gt;Ok, já estamos a fazer progressos. É alguém do passado.&lt;br /&gt;- A mulher do avião? Esquece-a.&lt;br /&gt;- Então é mesmo a tal...&lt;br /&gt;- É mesmo a tal de quem a vida da tua mulher depende. É a tal que te tem pelos tomates, portanto. Esquece-a.&lt;br /&gt;João olha para um lado, olha para o outro. Não sabe da mulher do avião.&lt;br /&gt;- Não será difícil, já a perdi.&lt;br /&gt;- Os vossos caminhos vão voltar-se a cruzar. E tu, João, vais-te desviar dela.&lt;br /&gt;João tem um ar de riso. Claro que não era só um quadro.&lt;br /&gt;- Como é que sei que não clonaram o telefone da Leonor? Quero uma prova!&lt;br /&gt;- Sempre soubeste identificar bluffs, João.&lt;br /&gt;João suspira. É verdade.&lt;br /&gt;- Quando tivermos o Modigliani, terás a tua mulher.&lt;br /&gt;Desligam.&lt;br /&gt;O quadro, outra vez. Seja o que for, aquela mulher e aquele quadro parecem ser duas faces da mesma moeda. Do mesmo conceito.&lt;br /&gt;E, de repente, Ana reaparece. Tem agora uma maleta preta e dirige-se à porta de saída. João caminha em passos firmes sem desviar o olhar. Ela passa a porta giratória. Segundos depois, ele também. Quase tropeça num mendigo que está ali sentado com um pratinho de moedas.&lt;br /&gt;E lá, encostada ao Mercedes preto, está outra Ana. Vestida exactamente com o mesmo tailleur escuro.&lt;br /&gt;João esfrega os olhos.&lt;br /&gt;A Ana do avião cumprimenta a outra com um beijo demorado nos lábios. A porta do condutor abre-se e sai de lá outra mulher.&lt;br /&gt;Outra Ana. Idêntica.&lt;br /&gt;Trigémeas.&lt;br /&gt;Depois dos cumprimentos rápidos, entram as três no carro e partem.&lt;br /&gt;João está atónito.&lt;br /&gt;Qual delas será o seu alvo? Se falhar, é banido do "Banco". Se for bem sucedido, perde Leonor.&lt;br /&gt;Precisa de beber um café para aplacar o efeito do Xanax e pensar em tudo isso. Ao passar pela porta giratória, sente uma mão a agarrar-lhe o tornozelo. É o mendigo.&lt;br /&gt;- Quoi qu’il arrive... Ne te laisse pas influencer par la première image.&lt;br /&gt;João olha-o. Mas que diabo...&lt;br /&gt;- Quelle image?&lt;br /&gt;- Pense deux fois.&lt;br /&gt;O mendigo larga-o. Pela primeira vez em anos de profissão, João sente-se encurralado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-4045869723994732571?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/4045869723994732571/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=4045869723994732571&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/4045869723994732571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/4045869723994732571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/do-outro-lado-da-mira-no-aeroporto.html' title='Do outro lado da mira - no aeroporto'/><author><name>Melissinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18202737288608170635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/SY8vxBBpKCI/AAAAAAAAAKA/Tfhay72WoDI/S220/amigos+006.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-5096077405982276682</id><published>2009-07-06T00:29:00.001+01:00</published><updated>2009-07-06T00:30:40.873+01:00</updated><title type='text'>E a equipa continua a aumentar!!</title><content type='html'>Na verdade são 2 novos membros!! As boas vindas à Clementine...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-5096077405982276682?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/5096077405982276682/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=5096077405982276682&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5096077405982276682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/5096077405982276682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/e-equipa-continua-aumentar.html' title='E a equipa continua a aumentar!!'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-9192933315582272637</id><published>2009-07-05T19:24:00.003+01:00</published><updated>2009-07-05T19:29:50.577+01:00</updated><title type='text'>Novo Membro na Equipa</title><content type='html'>A partir de hoje temos mais um membro nesta equipa blogonoveleira.&lt;br /&gt;A Melissa, minha colega de trabalho e amiga vai-se juntar nesta viagem um bocadinho alucinada iniciada por dois perfeitos desconhecidos que se juntaram por empatia de escrita.&lt;br /&gt;Tenho a certeza que vamos ficar surpreendidos com a contribuição de mais uma alminha iluminada (até parece que é um blogue erudito).&lt;br /&gt;Miguel, como é que é? E se deixássemos a Melissa dar um pézinho de dança já "No outro lado da mira?". A ver se o blogue não anda tanto tempo parado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-9192933315582272637?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/9192933315582272637/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=9192933315582272637&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/9192933315582272637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/9192933315582272637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/07/novo-membro-na-equipa.html' title='Novo Membro na Equipa'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-6567239206370818726</id><published>2009-06-23T14:48:00.006+01:00</published><updated>2009-08-30T08:27:53.747+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Do Outro Lado da Mira'/><title type='text'>Do Outro Lado da Mira - Insegurança</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/SkDdYerYLII/AAAAAAAAAdY/eYH_sn4rxzI/s1600-h/180px-Amadeo_Modigliani_027.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350519769937751170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 290px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/SkDdYerYLII/AAAAAAAAAdY/eYH_sn4rxzI/s320/180px-Amadeo_Modigliani_027.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;À medida que o avião deixava para trás Lisboa, juntamente com a sua vida incógnita na capital. João começou finalmente a descomprimir, como se a altitude de alguma forma o ajudasse a deixar em terra todos os sentimentos de culpa que começavam lentamente a assaltá-lo.&lt;br /&gt;Tirou a fotografia de Ana do envelope de papel pardo e olhou mais uma vez a mulher morena, de olhar esverdeado e fundo, que parecia falar com ele através da imagem.&lt;br /&gt;Pela pesquisa rápida que fizera, o tal quadro de Modigliani que se encontrava na sua posse havia estado exposto na National Galery of Art em Washington D.C.&lt;br /&gt;Fora gentilmente cedido por ela a pedido da galeria, mas passados 10 anos ela decidira levá-lo de novo para a cidade que o vira nascer como artista, Paris.&lt;br /&gt;Respirou fundo e olhou as restantes indicações na sua agenda. Galeria de Arte na Rue du Bac. Era aí que o quadro estava agora exposto, juntamente com toda a colecção privada daquela mulher de olhar misterioso.&lt;br /&gt;Porque é que simplesmente não tentavam subtrair o quadro? Porquê matar a dona do mesmo? Subitamente tudo lhe parecia demasiado frívolo. Matar alguém por causa de um quadro?&lt;br /&gt;Ele nunca se debruçara sobre os motivos por detrás das ordens que recebia, mas desta vez experimentava uma sensação nova. Era como se a sua consciência começasse a despertar de um sono profundo. As palmas das mãos suadas denunciavam a insegurança, a boca seca revelava a falta de palavras que justificassem o que estava prestes a fazer com aquela mulher.&lt;br /&gt;Desapertou o botão do colarinho e fechou os olhos, tentando recuperar a sua velha frieza.&lt;br /&gt;- Sente-se bem? – Aquela voz suave fez com que abrisse de novo os olhos e quando o fez percebeu que tinha à sua frente, de pé no corredor do avião, uma mulher de cerca de 40 anos, olhar esverdeado e seguro, cabelos morenos.&lt;br /&gt;- Medo de voar, apenas isso. – A voz saiu-lhe com a sua fiel firmeza, assumindo um tom neutro.&lt;br /&gt;Ela sorriu-lhe e seguiu caminho até ao seu lugar.&lt;br /&gt;Ele inspirou e expirou, inspirou e expirou numa tentativa vã de controlar o seu estado de ansiedade. Quais seriam as probabilidades de viajar no mesmo avião que a mulher que teria que assassinar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-6567239206370818726?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/6567239206370818726/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=6567239206370818726&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6567239206370818726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6567239206370818726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/06/do-outro-lado-da-mira-inseguranca.html' title='Do Outro Lado da Mira - Insegurança'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/SkDdYerYLII/AAAAAAAAAdY/eYH_sn4rxzI/s72-c/180px-Amadeo_Modigliani_027.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-6124806031976685572</id><published>2009-06-22T17:27:00.003+01:00</published><updated>2009-08-30T08:27:33.297+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Do Outro Lado da Mira'/><title type='text'>Do outro lado da mira: Ana.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Baixou-se calmamente e apanhou o envelope. Olhou para Leonor que ficou muda. A sua pele estava ainda mais branca do que era o normal, o olhar perdido mas com laivos de desafio. Sem nada dizer, João colocou o envelope na sua gaveta original, fechou-a e retirou a chave. Leonor sentia a dureza do seu olhar enquanto colocava a gravata, vestia o casaco e se retirava. Estremeceu com o bater da porta, bater esse que a fez estremecer e sair do transe em que estava mergulhada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;João entrou no seu carro preto, descaracterizado, de vidros fumados e sem sinais particularmente distintivos. Ligou o sistema de comunicações do carro e ouviu-se o sinal de um telefone que tocava algures. Do outro lado uma voz feminina, intensa e cheia de personalidade, respondeu: "João, meu querido!! Muitos parabéns, a ultima missão foi um sucesso! O cliente ficou muito satisfeito. Mais uma vez encontrarás os teus honorários na conta designada. Está tudo bem contigo?" Esta última frase vinha cheia de segundas intenções, levemente provocadora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Deixe-se de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;tretas&lt;/span&gt; Chefe... recebi a foto do próximo alvo. Uma mulher? Não é muito comum... qual é a história?"&lt;br /&gt;"Ah... sim! Ana... Ana Casaco. É uma especialista e coleccionadora de arte, principalmente quadros. O nosso cliente deseja uma peça que está na sua posse mas ela está renitente. Uma obra de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Modigliani&lt;/span&gt;... mas enfim, não interessa. O que interessa é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;que&lt;/span&gt; o nosso cliente não está nada satisfeito com o comportamento dessa senhora e deseja que ela desapareça."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Assim? Quer vê-la morta por causa de um quadro??"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Bom... esse quadro vale muito dinheiro e o nosso cliente gosta de dinheiro..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Não quero saber. As coisas estão prontas?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Encontrarás tudo o que precisas no banco. Quando foi a última vez que estiveste em Paris?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Adeus." João desligou o telefone.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estacionou o carro em frente ao Banco. Um empregado levou o carro para as entranhas do prédio. Era um prédio enorme, secular, na baixa, rodeado de monumentos. Tinha um ar austero e inacessível mas estava impecavelmente limpo o que o destacava do negrume dos prédios públicos que o rodeavam. A entrada imponente dava acesso a um enorme átrio com um chão de mármore imaculado mas vazio. Os passos ecoavam pelo espaço percorrendo as enormes colunas trabalhadas até ficarem aprisionados nas abóbadas do tecto decorado com pinturas de temas renascentistas. Ao fundo, um empregado fardado com um uniforme carmesim recebeu João com um caloroso "Bom dia Dr.!" a que ele respondeu com um sorriso e um ligeiro aceno com a cabeça. Entrou no elevador e saiu no último andar, um andar de acesso restrito onde só ele trabalhava. Tirou o casaco e desapertou a gravata. Em cima da secretária um envelope. Saiu para o enorme terraço e sentou-se á mesa enquanto um empregado lhe trazia o seu pequeno almoço. Esperou que ele saísse e abriu o envelope. Um bilhete de avião para o aeroporto Charles de Gaulle, só de ida, um passaporte e uma foto de Ana. A sua missão estava lançada mas uma coisa o intrigava: quem era Sérgio Andrade? A agência não encontrara nada acerca deste nome.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-6124806031976685572?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/6124806031976685572/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=6124806031976685572&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6124806031976685572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/6124806031976685572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/06/do-outro-lado-da-mira-ana.html' title='Do outro lado da mira: Ana.'/><author><name>Miguel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935346537938706238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XF0TgIOQrcI/TxVOPqcp4ZI/AAAAAAAABMg/UqRYsA6kx7Q/s220/RSCN2352.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3509186912164061939.post-2554916349963910790</id><published>2009-05-29T15:56:00.004+01:00</published><updated>2009-08-30T08:27:20.866+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Do Outro Lado da Mira'/><title type='text'>Do Outro Lado da Mira - Desconfiança</title><content type='html'>Leonor deixou-o entrar na casa de banho e assim que o ouviu ligar a água do duche correu para o quarto. Vestiu o seu suave roupão de seda e abriu a gaveta do armário. Tinha que ser rápida. Sabia onde ele guardava a chave da secretária. A chave que ele nunca largava, que levava sempre consigo.&lt;br /&gt;Sentiu a superfície gelada da chave na sua mão enquanto corria até ao escritório. O seu coração acelerado, todos os seus instintos alerta. Assim que deixasse de ouvir a água do duche tinha que devolver a chave ao seu devido lugar.&lt;br /&gt;Ela tinha que abrir a gaveta mistério. Alguma coisa lhe dizia que era ali que João escondia o que quer que andasse a esconder.&lt;br /&gt;O seu coração feminino nunca se enganava e ela tinha a certeza que o marido a traía. Nunca mais lhe tocara, nunca mais a olhara como um homem deve olhar uma mulher. Andava brusco, impaciente, irascível. Isso só podia querer dizer uma coisa...&lt;br /&gt;A mão trémula conseguiu encaixar a chave na pequena fechadura e ao abri-la, nem ela própria estava preparada para o que se revelava do seu interior.&lt;br /&gt;Pegou na primeira fotografia que repousava sobre o extenso molho. Uma mulher de traços nobres, sofisticada, sorria para a câmara, como se a namorasse. Ela abafou um pequeno grito quando leu a mensagem escrita nas costas da fotografia.&lt;br /&gt;" Tua Até à Eternidade"&lt;br /&gt;Leonor colocou a fotografia sobre as outras e virou a sua atenção para um pequeno envelope escrito com uma caligrafia muito feminina.&lt;br /&gt;Ao Cuidado de Sérgio Andrade.&lt;br /&gt;- Sérgio Andrade? - Pensou e repensou aquele nome, tentando encontrar algum sinal na sua memória que lhe dissesse que o conhecia. Mas uma voz interrompeu o seu pensamento:&lt;br /&gt;- O que é que pensas que estás a fazer Leonor?&lt;br /&gt;Ela deixou cair o envelope e olhou o marido num misto de culpa e incredulidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3509186912164061939-2554916349963910790?l=asblogonovelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/feeds/2554916349963910790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3509186912164061939&amp;postID=2554916349963910790&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2554916349963910790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3509186912164061939/posts/default/2554916349963910790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asblogonovelas.blogspot.com/2009/05/do-outro-lado-da-mira-desconfianca.html' title='Do Outro Lado da Mira - Desconfiança'/><author><name>Ana C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05357427699826525462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GlAeIGAjV6g/STQbWMo7rkI/AAAAAAAAACM/dg4iMehVPhQ/S220/modigliani72%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
